{"id":20721,"date":"2017-02-22T14:15:25","date_gmt":"2017-02-22T17:15:25","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/02\/22\/voce-esta-cansado-de-ouvir-acusacoes-de-que-os-catolicos-adoram-imagens\/"},"modified":"2017-05-30T16:15:55","modified_gmt":"2017-05-30T19:15:55","slug":"voce-esta-cansado-de-ouvir-acusacoes-de-que-os-catolicos-adoram-imagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/voce-esta-cansado-de-ouvir-acusacoes-de-que-os-catolicos-adoram-imagens\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea est\u00e1 cansado de ouvir acusa\u00e7\u00f5es de que os cat\u00f3licos adoram imagens?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/ykshl88pildpn.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Mas se n\u00e3o \u00e9 verdade que cometemos idolatria, ent\u00e3o por que usamos imagens?<\/p>\n<p>\u201cPor que n\u00f3s, cat\u00f3licos, temos imagens de quem adoramos, ou seja, de Deus? De onde nasceu essa ideia?\u201d (Noem\u00ed F.Q., via Facebook)<\/p>\n<p>O uso de imagens e quadros religiosos em igrejas e dentro de casa \u00e9 muito difundido desde tempos imemoriais. A quest\u00e3o das imagens sagradas costuma ser bastante pol\u00eamica; e na rela\u00e7\u00e3o entre a Igreja e as pessoas que pretendem seguir a Cristo fora dela, a pol\u00eamica se acirra mais ainda, porque essas pessoas, entre muitos outros erros, acham que a Igreja cat\u00f3lica adora imagens, o que n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>Para esclarecermos o assunto, vamos repassar a hist\u00f3ria sagrada. Comecemos observando que, no Antigo Testamento, era severamente proibido o culto a todo tipo de imagens ou representa\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas da divindade.<\/p>\n<p>O primeiro mandamento do dec\u00e1logo afirma com palavras contundentes: \u201cN\u00e3o far\u00e1s para ti outros deuses diante de mim. N\u00e3o far\u00e1s escultura nem imagem alguma\u2026 N\u00e3o te prostrar\u00e1s perante elas nem lhes dar\u00e1s culto, porque eu, Jav\u00e9, teu Deus, sou um Deus cioso\u2026\u201d. (Ex 20, 3-5). Fica proibido, portanto, todo tipo de imagens apresentadas como divindade.<\/p>\n<p>Esse mandamento come\u00e7a dizendo: \u201cN\u00e3o far\u00e1s para ti outros deuses diante de mim\u201d. Ou, dito de outra maneira: \u201cN\u00e3o fa\u00e7as nenhum \u00eddolo\u201d. Apesar desta proibi\u00e7\u00e3o t\u00e3o clara, por\u00e9m, e imediatamente depois de prometer que iria cumprir a lei, o povo fabrica um bezerro de ouro e o adora como se fosse um deus: \u201cEste \u00e9 o teu Deus, Israel, aquele que te tirou do Egito\u201d (Ex 32,8). Era justamente contra isso que Deus tinha advertido o seu povo. E \u00e9 por causa deste pecado de idolatria que Deus decide destruir o povo. S\u00f3 a intercess\u00e3o de Mois\u00e9s consegue a piedade e o perd\u00e3o de Deus (Ex 32, 1-14).\u00a0 E Deus d\u00e1 um alerta aos israelitas tamb\u00e9m quanto \u00e0s imagens que eles venham a encontrar entre os povos pag\u00e3os: \u201cQueimareis as esculturas dos seus deuses e n\u00e3o cobi\u00e7areis o ouro nem a prata que as recobrem\u201d (Dt 7,25).<\/p>\n<p>Naturalmente, esta proibi\u00e7\u00e3o permanece de p\u00e9 no Novo Testamento com a mesma inten\u00e7\u00e3o e com o mesmo objetivo. A B\u00edblia mostra que os crist\u00e3os tamb\u00e9m evitaram o uso de imagens que pudessem ser objeto de adora\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo diz, em seu discurso em Atenas: \u201cSe somos estirpe de Deus, n\u00e3o podemos pensar que a divindade se pare\u00e7a com imagens de ouro ou de prata ou de pedra, esculpidas pela destreza e pela fantasia de um homem\u201d (At 17, 29). O ap\u00f3stolo S\u00e3o Jo\u00e3o tamb\u00e9m declara: \u201cFilhos meus, guardai-vos dos \u00eddolos\u201d (1 Jo 5,21). Para a Igreja nascente, \u00e9 bem claro que a adora\u00e7\u00e3o deve ser tributada somente a Deus. Por isso, no Imp\u00e9rio Romano, muitos crist\u00e3os foram martirizados: por se recusarem a adorar os \u00eddolos.<\/p>\n<p>Agora, levemos em conta que os \u00eddolos n\u00e3o s\u00e3o necessariamente esculturas ou imagens. Tamb\u00e9m h\u00e1 \u00eddolos imateriais, sutis e muito capazes de nos absorver, nos quais nos refugiamos e colocamos a nossa v\u00e3 seguran\u00e7a. S\u00e3o \u00eddolos que conservamos bem escondidos em nosso \u00edntimo: a ambi\u00e7\u00e3o material, o desejo de celebridade, o af\u00e3 de poder, a sexualidade desordenada, a ilus\u00e3o de ser os \u00fanicos amos da nossa vida, algum pecado ao qual estamos especialmente apegados e muitos outros \u00eddolos afins. Em todos os casos, qualquer \u00eddolo nos afasta de Deus e nos distrai do nosso aut\u00eantico objetivo de vida: a salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o motivo da proibi\u00e7\u00e3o do Antigo Testamento?<\/p>\n<p>A verdadeira raz\u00e3o dessa proibi\u00e7\u00e3o \u00e9 que Deus \u00e9 o \u00fanico Deus. Ele n\u00e3o se resigna a ser, por exemplo, o primeiro entre os deuses. Ele \u00e9 o \u00fanico. Por conseguinte, os deuses ou \u00eddolos n\u00e3o s\u00e3o nada. Isa\u00edas ridiculariza os \u00eddolos e aqueles que os adoram (Is 44, 9-20).<\/p>\n<p>Era proibido representar a Deus com imagens para que as pessoas n\u00e3o achassem que Deus tivesse a forma de uma criatura ou fosse um objeto. No fundo, o mandamento zela pelo bem do povo, para que o pr\u00f3prio povo n\u00e3o se condene adorando um erro. O que n\u00e3o se aceita, portanto, \u00e9 recorrer a objetos materiais e depositar neles a plena confian\u00e7a que devemos ao Deus \u00fanico, vivo e verdadeiro. Deus n\u00e3o \u00e9 um ser material, mas uma realidade espiritual. Por isso \u00e9 que o povo n\u00e3o pode adorar sequer representa\u00e7\u00f5es materiais do verdadeiro Deus, porque corre o perigo de confundir o Deus verdadeiro com a imagem que o representa, chegando a crer que se trata de um Deus material.<\/p>\n<p>Por que, ent\u00e3o, existiram e existir\u00e3o as imagens?<\/p>\n<p>O que muitos desconhecem \u00e9 que, assim como existe uma proibi\u00e7\u00e3o de cultuar imagens (e j\u00e1 sabemos o porqu\u00ea), tamb\u00e9m existe uma permiss\u00e3o de fazer imagens!<\/p>\n<p>Vamos levar em considera\u00e7\u00e3o que a proibi\u00e7\u00e3o se refere diretamente \u00e0 adora\u00e7\u00e3o das imagens em si mesmas, e n\u00e3o ao simples fato de faz\u00ea-las para que elas sirvam apenas como sinal da presen\u00e7a de Deus. Neste sentido, Deus mesmo manda fazer coisas, objetos e imagens. \u00c9 o caso da Arca da Alian\u00e7a, com seus querubins de ouro e com o propiciat\u00f3rio tamb\u00e9m de ouro puro (Ex 25, 10-22). S\u00e3o elementos que n\u00e3o merecem as honras divinas: n\u00e3o podemos render culto a eles como se eles fossem Deus.<\/p>\n<p>Mas o povo precisava (e precisa ainda) desses sinais sens\u00edveis. Deus mandou construir aquele sinal da sua presen\u00e7a no meio do povo. Recorre-se \u00e0 Arca de Deus para fazer ora\u00e7\u00e3o porque ela \u00e9 sinal da presen\u00e7a de Deus. Prova disso \u00e9 que a pr\u00f3pria tenda do encontro foi constru\u00edda por ordem divina e estava cheia de imagens. O Templo de Jerusal\u00e9m tamb\u00e9m as tinha. E fica claro que elas n\u00e3o violavam a proibi\u00e7\u00e3o decretada por Deus.<\/p>\n<p>Outro exemplo? A fabrica\u00e7\u00e3o da serpente de bronze, que Deus ordena a Mois\u00e9s: \u201cFaz uma serpente de bronze e exp\u00f5e-na sobre um mastro (o pr\u00f3prio Jesus Cristo menciona aquela serpente de bronze como s\u00edmbolo dele mesmo). Todo aquele que for ferido e olhar para ela, viver\u00e1\u201d (Num 21, 6-9). Naturalmente, n\u00e3o \u00e9 que a serpente de bronze tivesse alguma virtude especial que a elevasse ao n\u00edvel de divindade. Olhar para ela era um ato de f\u00e9 e de confian\u00e7a na Palavra que Deus tinha pronunciado. Tanto \u00e9 que, mais adiante, o povo se desvia dessa inten\u00e7\u00e3o e passa a prestar culto \u00e0 pr\u00f3pria serpente. Nesse momento, Ezequias manda destru\u00ed-la (2 Re 18, 4).<\/p>\n<p>S\u00e3o do Antigo Testamento os textos da B\u00edblia que pro\u00edbem fazer imagens e devem-se ao risco de o povo cair na idolatria, a exemplo dos povos vizinhos, que adoravam \u00eddolos como se eles fossem deuses. J\u00e1 os textos do Novo Testamento que falam dos \u00eddolos se referem propriamente a \u00eddolos adorados por pag\u00e3os, e n\u00e3o a simples imagens. O II Conc\u00edlio Ecum\u00eanico de Niceia, por isso, no ano de 787, \u201cjustificou o culto das sagradas imagens\u2026\u201d (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 2131).<\/p>\n<p>O Deus do Antigo Testamento n\u00e3o tinha corpo, era invis\u00edvel. N\u00e3o podia ser representado por imagens. Mas a partir de quando Deus se revelou em forma humana, Cristo se tornou \u201ca imagem vis\u00edvel do Deus invis\u00edvel\u201d, como diz S\u00e3o Paulo (Col 1,15). No Novo Testamento, a permiss\u00e3o de usar imagens que representam a divindade assume um car\u00e1ter novo, gra\u00e7as ao fato da Encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus. Deus continua sendo puramente espiritual, mas assumiu uma natureza humana, que \u00e9 material. Por esta raz\u00e3o, \u00e9 l\u00f3gico represent\u00e1-lo para lhe dar culto (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 1159; 2129).\u00a0 A representa\u00e7\u00e3o de imagens de Cristo \u00e9 completamente l\u00edcita, j\u00e1 que \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que \u00e9 realmente Deus. O culto que damos a Jesus, portanto, olhando para uma imagem dele, n\u00e3o \u00e9 de adora\u00e7\u00e3o \u00e0 materialidade dessa imagem, mas \u00e0 pr\u00f3pria Divina Pessoa que nela est\u00e1 representada. E ao olharmos, por exemplo, para a imagem do Cristo crucificado, recordamos o muito que Ele sofreu por n\u00f3s e nos sentimos movidos a am\u00e1-lo mais e a confiar mais nele.<\/p>\n<p>Em qualquer dos casos, o crist\u00e3o sabe que a imagem, embora represente Cristo, n\u00e3o \u00e9 a divindade em si, e, por consequ\u00eancia, n\u00e3o se presta culto a essa materialidade. Uma imagem representa o Filho de Deus ou outras pessoas intimamente relacionadas com Ele: por isso \u00e9 l\u00edcito representar com imagens a Virgem Maria e os santos. A imagem \u00e9 simplesmente uma representa\u00e7\u00e3o e uma lembran\u00e7a daquelas pessoas: quando se ora diante de uma imagem, n\u00e3o se cultua o objeto, n\u00e3o se fala \u00e0 materialidade da imagem, mas se rende culto a Deus (culto de latria), a Maria (culto de hiperdulia) ou aos santos (culto de dulia). Diz o II Conc\u00edlio de Niceia, de 787 (sess\u00e3o 7\u00aa, 302): \u201cA honra tributada \u00e0 imagem se dirige a quem ela representa\u201d (Denzinger, p\u00e1g. 155).<\/p>\n<p>Na Igreja, veneramos os santos porque eles merecem o nosso respeito, admira\u00e7\u00e3o e gratid\u00e3o. Gra\u00e7as \u00e0s suas imagens, n\u00f3s os recordamos e, ao mesmo tempo, eles nos trazem \u00e0 mente verdades religiosas de grande proveito espiritual, dizendo-nos algo relacionado com as suas vidas. Por exemplo, gra\u00e7as \u00e0s imagens podemos recordar quem era o santo (leigo, religioso, bispo etc.), que virtude ele mais praticou (pureza, desapego, humildade etc.), o que o tornou santo (mart\u00edrio, estudo, miss\u00e3o etc.). Assim tamb\u00e9m, ao vermos uma imagem da M\u00e3e de Deus, vem \u00e0 nossa mem\u00f3ria que, no c\u00e9u, n\u00f3s temos uma m\u00e3e imaculada que nos ama, que intercede por n\u00f3s e que nos incentiva a levar uma vida santa.<\/p>\n<p>Quando vemos uma imagem das almas do purgat\u00f3rio, recordamos a realidade do purgat\u00f3rio e somos movidos a orar pelos falecidos. As imagens s\u00e3o uma esp\u00e9cie de retrato de entes queridos, a quem recordamos com respeito e carinho. Quando beijamos a foto dos nossos entes queridos que j\u00e1 partiram ou que est\u00e3o longe, n\u00e3o \u00e9 a foto em si o que estamos homenageando: estamos recordando, pensando e sendo carinhosos como os nossos entes queridos ali representados.<\/p>\n<p>H\u00e1 nos livros de hist\u00f3ria retratos de grandes personagens para que os leitores os conhe\u00e7am e, caso tenham sido bons, admirem e imitem; n\u00e3o h\u00e1 nisso mal nenhum.<\/p>\n<p>Em edif\u00edcios e pra\u00e7as p\u00fablicas h\u00e1 est\u00e1tuas de grandes her\u00f3is a cujos p\u00e9s s\u00e3o colocadas flores. Quem critica este gesto? Quem afirma que todas as pessoas que praticam esse gesto est\u00e3o \u201cadorando imagens\u201d? Sabemos que, na verdade, o que elas fazem \u00e9 homenagear e recordar com respeito essas pessoas, dignas, para elas, de lembran\u00e7a e de respeito.<\/p>\n<p>Os santos, atrav\u00e9s das suas imagens, n\u00e3o s\u00e3o adorados, mas sim venerados. A adora\u00e7\u00e3o \u00e9 reservada somente a Deus. Venerar, por\u00e9m, \u00e9 reconhecer o valor de algu\u00e9m ou de algo que merece o nosso respeito. N\u00f3s veneramos os nossos pais e a nossa p\u00e1tria, mas n\u00e3o os adoramos. Adoramos somente a Deus.<\/p>\n<p>Um protestante me disse uma vez: \u201cMas ajoelhar-se diante das imagens \u00e9 adora\u00e7\u00e3o\u201d. Este \u00e9 outro erro dos protestantes. Isto \u00e9 o que eles acham. Quem pode ver o interior das pessoas e acus\u00e1-las de idolatria, fazendo um ju\u00edzo temer\u00e1rio com base em apar\u00eancias exteriores? Mesmo os mais humildes, no fundo do seu cora\u00e7\u00e3o, sabem que uma imagem sagrada ou religiosa n\u00e3o \u00e9 Deus, nem \u00e9 o santo a quem eles querem prestar respeito. Mesmo uma crian\u00e7a, sem muito conhecimento religioso, entende, quando v\u00ea uma imagem, que se trata simplesmente de uma imagem.<\/p>\n<p>Devemos recordar que o gesto de ficar de joelhos tem significados diferentes dependendo da inten\u00e7\u00e3o com que \u00e9 realizado. Diante de uma imagem, \u00e9 um ato de venera\u00e7\u00e3o a quem a imagem representa. Quando os anci\u00e3os de Israel se prostravam diante da Arca da Alian\u00e7a, n\u00e3o se prostravam diante de uma caixa de madeira, mas diante de Deus, ali representado. Quando rezamos diante do sacr\u00e1rio ou diante de uma cust\u00f3dia, n\u00e3o rezamos para uma caixa ou para um objeto met\u00e1lico: rezamos e adoramos a Deus, presente no sacramento da Eucaristia.<\/p>\n<p>Externamente, poderia parecer que um gesto de venera\u00e7\u00e3o a uma imagem \u00e9 semelhante ao de um pag\u00e3o id\u00f3latra que adora a imagem por si mesma. H\u00e1, por\u00e9m, uma diferen\u00e7a substancial. Qual? A inten\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o e o significado da imagem para a pessoa. As imagens n\u00e3o t\u00eam, para n\u00f3s, o mesmo significado que tinham para os pag\u00e3os; eles de fato as consideravam deuses. N\u00f3s n\u00e3o as adoramos; n\u00f3s sabemos perfeitamente que as imagens s\u00e3o apenas representa\u00e7\u00f5es, seja de Cristo, seja dos seus santos.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos tirar as coisas do seu contexto. O proibido \u00e9 a adora\u00e7\u00e3o das imagens como \u00eddolos em si mesmas. A pr\u00f3pria palavra hebraica usada no primeiro mandamento da Lei de Deus \u00e9 \u201cp\u00e9sel\u201d, que significa \u201c\u00eddolo\u201d. Na mesma l\u00edngua, h\u00e1 outras palavras que se referem a outros tipos de imagens n\u00e3o idol\u00e1tricas, como as decorativas ou representativas. Se uma imagem n\u00e3o \u00e9 um \u00eddolo, ela n\u00e3o representa problema algum e podemos manter os nossos templos cheios delas, tal como estava o Templo de Salom\u00e3o, que foi visitado por Jesus sem que Ele fizesse qualquer obje\u00e7\u00e3o \u00e0 presen\u00e7a dessas imagens.<\/p>\n<p>Quando os fi\u00e9is beijam as rel\u00edquias de santos e tocam nas imagens, o que eles fazem? Expressam amor pelos intercessores ali representados e que s\u00e3o est\u00edmulo para a nossa vida crist\u00e3. Trata-se, \u00e9 claro, de uma f\u00e9 simples, como a daqueles que esperavam receber a gra\u00e7a da cura ao tocar nos len\u00e7os de S\u00e3o Paulo (At 19,12), ou como o bem conhecido caso da hemorro\u00edssa que, ao tocar no manto de Jesus, ficou curada (Marcos 5,26-31). Algu\u00e9m considera que essas pessoas foram curadas por len\u00e7os e mantos? Jesus mesmo n\u00e3o falou da f\u00e9 como de um gr\u00e3o de mostarda? (Mt 17,20).<\/p>\n<p>Outro protestante me disse um dia: \u201cSe a Igreja retirasse todas as imagens dos templos, eu poderia considerar a possibilidade de voltar \u00e0 comunh\u00e3o com ela\u201d.<\/p>\n<p>Esta n\u00e3o parece ser a solu\u00e7\u00e3o para os problemas que enfrentamos com as seitas. N\u00e3o vamos destruir todas as imagens porque alguns protestantes interpretam mal os ensinamentos da Igreja ou as atitudes de um bom fiel.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o do problema \u00e9 a catequese, para que se chegue \u00e0 maturidade da f\u00e9 com toda a sua liberdade interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mas se n\u00e3o \u00e9 verdade que cometemos idolatria, ent\u00e3o por que usamos imagens? \u201cPor que n\u00f3s, cat\u00f3licos, temos imagens de quem adoramos, ou seja, de Deus? 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