{"id":20540,"date":"2017-02-13T12:11:00","date_gmt":"2017-02-13T14:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/02\/13\/papa-nao-instrumentalizar-a-autoridade-de-deus\/"},"modified":"2017-06-02T13:46:12","modified_gmt":"2017-06-02T16:46:12","slug":"papa-nao-instrumentalizar-a-autoridade-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-nao-instrumentalizar-a-autoridade-de-deus\/","title":{"rendered":"Papa: n\u00e3o instrumentalizar a autoridade de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/papas\/1900486_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Cidade do Vaticano (RV) \u2013 O Papa rezou o Angelus com os fi\u00e9is e peregrinos neste domingo (12\/02), na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro. A partir do Evangelho do dia, Francisco falou sobre Jesus que analisa tr\u00eas aspectos dif\u00edceis em que, todavia, \u00e9 poss\u00edvel realizar plenamente a vontade de Deus &#8220;sem cair em formalismos&#8221;: o homic\u00eddio, o adult\u00e9rio e o juramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00569686.mp3\">Clique aqui para ouvir:<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAquilo que foi dito na antiga alian\u00e7a n\u00e3o era tudo: Jesus veio para cumprir e promulgar de maneira definitiva a lei de Deus. Ele manifesta a finalidade original e preenche os aspectos aut\u00eanticos\u201d, disse o Papa.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o matar\u00e1s\u201d<\/p>\n<p>Sobre o mandamento \u201cn\u00e3o matar\u00e1s\u201d, Jesus afirma que este \u00e9 violado n\u00e3o somente pelo homic\u00eddio efetivo, mas tamb\u00e9m por aqueles comportamentos que ofendem a dignidade da pessoa humana, inclu\u00eddas as palavras injuriosas. Claro \u2013 prosseguiu o Papa \u2013 esta n\u00e3o t\u00eam a mesma gravidade e culpabilidade do assass\u00ednio, mas se colocam na mesma linha, porque s\u00e3o premissas deste e revelam a mesma maldade.<\/p>\n<p>\u201cJesus nos convida a n\u00e3o estabelecer uma gradua\u00e7\u00e3o das ofensas, mas a consider\u00e1-las todas danosas, j\u00e1 que partem da inten\u00e7\u00e3o de fazer mal ao pr\u00f3ximo\u201d, pediu o Pont\u00edfice.<\/p>\n<p>Adult\u00e9rio<\/p>\n<p>Uma outra realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 trazida \u00e0 lei matrimonial. O adult\u00e9rio era considerado uma viola\u00e7\u00e3o do direito de propriedade do homem sobre a mulher. Jesus, ao contr\u00e1rio \u2013 destacou Francisco \u2013 vai \u00e0 raiz do mal. Assim como se chega ao homic\u00eddio por meio de inj\u00farias e ofensas, tamb\u00e9m se chega ao adult\u00e9rio com as inten\u00e7\u00f5es de posse em rela\u00e7\u00e3o a uma mulher que n\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria esposa.<\/p>\n<p>\u201cO adult\u00e9rio, como o furto, a corrup\u00e7\u00e3o e todos os outros pecados, s\u00e3o antes concebidos em nosso \u00edntimo e, uma vez realizada no cora\u00e7\u00e3o a escolha errada, ganham forma no comportamento concreto\u201d, apontou o Papa<\/p>\n<p>Juramento, sinal de inseguran\u00e7a<\/p>\n<p>Jesus ainda diz aos seus disc\u00edpulos de n\u00e3o jurar, j\u00e1 que o juramento \u00e9 sinal da inseguran\u00e7a e da duplicidade com as quais se desenrolam as rela\u00e7\u00f5es humanas &#8211; disse o Papa.<\/p>\n<p>\u201cSe instrumentaliza a autoridade de Deus para dar garantia \u00e0s nossas coisas humanas. Em vez, somos chamados a instaurar entre n\u00f3s, nas nossas fam\u00edlias e nas nossas comunidades um clima de clareza e confian\u00e7a rec\u00edproca, para sermos sinceros sem recorrer a interven\u00e7\u00f5es superiores para sermos cred\u00edveis. A desconfian\u00e7a e a suspeita rec\u00edproca sempre amea\u00e7am a serenidade!\u201d, concluiu Francisco.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>\u00cdntegra<\/p>\n<p>Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<\/p>\n<p>A liturgia do dia nos apresenta uma outra p\u00e1gina do discurso da montanha, que encontramos no evangelho de Mateus. Neste trecho, Jesus quer ajudar que O escuta a realizar uma releitura da lei de Mois\u00e9s. Aquilo que foi dito na antiga alian\u00e7a n\u00e3o era tudo: Jesus veio para cumprir e promulgar de maneira definitiva a lei de Deus. Ele manifesta a finalidade original e preenche os aspectos aut\u00eanticos, e faz tudo isso com sua prega\u00e7\u00e3o e mais ainda com a entrega de si mesmo na cruz. Assim, Jesus ensina como realizar completamente a vontade de Deus, com uma \u201cjusti\u00e7a superior\u201d diante daquela dos escribas e fariseus. Uma justi\u00e7a animada pelo amor, pela caridade, pela miseric\u00f3rdia, e por isso capaz de realizar a subst\u00e2ncia dos mandamentos, evitando o risco do formalismo.<\/p>\n<p>De modo particular, no Evangelho de hoje Jesus analisa tr\u00eas aspectos: o homic\u00eddio, o adult\u00e9rio e o juramento.<\/p>\n<p>Sobre o mandamento \u201cn\u00e3o matar\u00e1s\u201d, Ele afirma que \u00e9 violado n\u00e3o somente pelo homic\u00eddio efetivo, mas tamb\u00e9m por aqueles comportamentos que ofendem a dignidade da pessoa humana, inclu\u00eddas as palavras injuriosas. Claro, esta n\u00e3o t\u00eam a mesma gravidade e culpabilidade do assass\u00ednio, mas se colocam na mesma linha, porque s\u00e3o premissas deste e revelam a mesma maldade. Jesus nos convida a n\u00e3o estabelecer uma gradua\u00e7\u00e3o das ofensas, mas a consider\u00e1-las todas danosas, j\u00e1 que partem da inten\u00e7\u00e3o de fazer mal ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Uma outra realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 trazida \u00e0 lei matrimonial. O adult\u00e9rio era considerado uma viola\u00e7\u00e3o do direito de propriedade do homem sobre a mulher. Jesus, ao contr\u00e1rio, vai \u00e0 raiz do mal. Assim como se chega ao homic\u00eddio por meio de inj\u00farias e ofensas, tamb\u00e9m se chega ao adult\u00e9rio com as inten\u00e7\u00f5es de posse em rela\u00e7\u00e3o a uma mulher que n\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria esposa. O adult\u00e9rio, como o furto, a corrup\u00e7\u00e3o e todos os outros pecados, s\u00e3o antes concebidos em nosso \u00edntimo e, uma vez realizada no cora\u00e7\u00e3o a escolha errada, ganham forma no comportamento concreto.<\/p>\n<p>Jesus ainda diz aos seus disc\u00edpulos de n\u00e3o jurar, j\u00e1 que o juramento \u00e9 sinal da inseguran\u00e7a e da duplicidade com as quais se desenrolam as rela\u00e7\u00f5es humanas. Se instrumentaliza a autoridade de Deus para dar garantia \u00e0s nossas coisas humanas. Em vez, somos chamados a instaurar entre n\u00f3s, nas nossas fam\u00edlias e nas nossas comunidades um clima de clareza e confian\u00e7a rec\u00edproca, para sermos sinceros sem recorrer a interven\u00e7\u00f5es superiores para sermos cred\u00edveis. A desconfian\u00e7a e a suspeita rec\u00edproca sempre amea\u00e7am a serenidade!<\/p>\n<p>Que Nossa Senhora, mulher da doce escuta e da obedi\u00eancia jubilosa, nos ajude a nos aproximarmos sempre mais ao Evangelho, para sermos crist\u00e3os n\u00e3o \u201cde fachada\u201d, mas de subst\u00e2ncia! E isso \u00e9 poss\u00edvel com a gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, que nos permite de fazer tudo com amor, e assim realizar totalmente a vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Vaticano (RV) \u2013 O Papa rezou o Angelus com os fi\u00e9is e peregrinos neste domingo (12\/02), na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro. 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