{"id":20449,"date":"2017-02-07T14:00:11","date_gmt":"2017-02-07T16:00:11","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/02\/07\/ondas-de-esperanca-escola-de-surf-integra-pessoas-com-sindrome-de-down-e-autismo\/"},"modified":"2017-05-30T16:18:50","modified_gmt":"2017-05-30T19:18:50","slug":"ondas-de-esperanca-escola-de-surf-integra-pessoas-com-sindrome-de-down-e-autismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ondas-de-esperanca-escola-de-surf-integra-pessoas-com-sindrome-de-down-e-autismo\/","title":{"rendered":"Ondas de Esperan\u00e7a: Escola de surf integra pessoas com s\u00edndrome de Down e autismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/1escueladesurfo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>SANTIAGO, 07 Fev. 17 \/ 07:00 am (ACI).- \u00c9 domingo na cidade de Antofagasta, norte do Chile, e Felipe Pereira (21) se levanta entusiasmado para ir \u00e0 praia Para\u00edso aproveitar o mar junto com seus amigos e aprender com seus instrutores da escola de surf. Para as crian\u00e7as e jovens com s\u00edndrome de Down, mais do que um esporte&#8230; \u00e9 mergulhar nas \u201condas de esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOlas de Esperanza\u201d (Ondas de Esperan\u00e7a) \u00e9 o nome da escola de surf gratuita dirigida por Claudio Morales, Catalina Daniels e Pablo Mar\u00edn, chilenos fan\u00e1ticos por este esporte, que come\u00e7aram h\u00e1 cinco anos esta aventura de amor.<\/p>\n<p>Depois de bater em muitas portas, realizar projetos, consultar especialistas e conseguir o financiamento, porque era uma empresa absolutamente nova no pa\u00eds, come\u00e7aram a sua primeira aula com seis pranchas e seis roupas de surf.<\/p>\n<p>Hoje Claudio, Catalina e Pablo, junto com outros volunt\u00e1rios recebem todos os domingos, de dezembro a fevereiro, cerca de 15 crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down, asperger e autismo e lhes d\u00e3o aulas totalmente personalizadas e adaptadas para a condi\u00e7\u00e3o de cada crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Felipe \u00e9 um jovem muito soci\u00e1vel que dan\u00e7a folclore, faz aulas de nata\u00e7\u00e3o e trabalha na padaria da sua escola. Ele comentou ao Grupo ACI que o que mais gosta durante as aulas de surf \u00e9 \u201clevantar-se sobre a prancha e pegar ondas. Eu gosto do mar. Gosto muito de ir\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o aos instrutores acrescentou: \u201cAdoro o carinho deles, adoro o que eles fazem\u201d.<\/p>\n<p>Em uma conversa\u00e7\u00e3o com o Grupo ACI, Catalina explicou que essas pessoas \u201cte desafiam a mudar. Voc\u00ea n\u00e3o pode continuar sendo a mesma pessoa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEles s\u00e3o um grande exemplo de como o amor \u00e9 o motor das melhores coisas, dos melhores momentos, do melhor esfor\u00e7o. O melhor investimento \u00e9 o carinho e com eles \u00e9 incr\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Catalina, que teve um encontro com Jesus h\u00e1 alguns anos, disse: \u201cQuem conhece Jesus, que pela miseric\u00f3rdia entrou na sua vida, n\u00e3o pode ser a mesma pessoa. Voc\u00ea tem que ser melhor, mais carinhoso, mais compreensivo, mais tolerante, porque eles s\u00e3o assim\u201d.<\/p>\n<p>O surf exige for\u00e7a, equil\u00edbrio, agilidade e muita t\u00e9cnica. Mas o que \u00e9 mais dif\u00edcil, reconhecem os iniciadores das \u2018Olas de Esperanza\u2019, \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o instrutor e a pessoa com s\u00edndrome de Down; \u00e9 vencer as barreiras da discrimina\u00e7\u00e3o para abrir espa\u00e7o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA grande maioria dos chilenos nunca conversou com uma pessoa com s\u00edndrome de Down, nunca lhe deu a m\u00e3o. Ent\u00e3o, chegam volunt\u00e1rios muito motivados, mas no primeiro dia ficam sem falar, n\u00e3o sabem como agir, tentam ajudar, mas ficam at\u00e9 mesmo paralisados\u201d, explicou Claudio ao Grupo ACI.<\/p>\n<p>Por isso, nas \u201caulas, riem, contam piadas, conversam, eles t\u00eam essa m\u00edstica. S\u00e3o incr\u00edveis, flutuam, remam, fazemos din\u00e2micas de grupo, pegam a prancha. Eles demonstraram que podem muito e superaram muitas dificuldades pr\u00f3prias de sua condi\u00e7\u00e3o\u201d, indicou.<\/p>\n<p>Catalina explicou que o problema est\u00e1 na discrimina\u00e7\u00e3o e falta de integra\u00e7\u00e3o pr\u00f3prio do \u201ccidad\u00e3o comum\u201d e, mais ainda, \u201cacredito que quando se perdeu o valor da fam\u00edlia, da escola e da Igreja, come\u00e7ou isso\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEles nasceram lutando com a frustra\u00e7\u00e3o, nasceram com o p\u00e9 esquerdo. Custou-nos muito encontrar apoio nas empresas. Por que n\u00e3o vemos promotoras com s\u00edndrome de Down? Porque a beleza de nossos alunos \u00e9 uma beleza at\u00edpica e ningu\u00e9m quer em seus cartazes (&#8230;). Chile \u00e9 um pa\u00eds que cria defici\u00eancia\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o de Catalina \u00e9 que as pessoas se aproximem de Deus , porque, \u201cpara dar amor, tem que estar com o Criador do amor (&#8230;). Quanto voc\u00ea tem amor, necessita entreg\u00e1-lo, captur\u00e1-lo, faz\u00ea-lo real\u201d.<\/p>\n<p>Claudio acrescentou que os \u201cgrandes ganhadores\u201d de \u2018Olas de Esperanza\u2019 s\u00e3o eles, \u201cos volunt\u00e1rios, porque as crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down preenchem o cora\u00e7\u00e3o de uma forma incr\u00edvel. Eu acredito que mudaria a vis\u00e3o da vida de todos os volunt\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SANTIAGO, 07 Fev. 17 \/ 07:00 am (ACI).- \u00c9 domingo na cidade de Antofagasta, norte do Chile, e Felipe Pereira (21) se levanta entusiasmado para ir \u00e0 praia Para\u00edso aproveitar o mar junto com seus amigos e aprender com seus instrutores da escola de surf. 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