{"id":20238,"date":"2017-01-26T16:20:11","date_gmt":"2017-01-26T18:20:11","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/01\/26\/perseguicao-aos-cristaos-na-nigeria\/"},"modified":"2017-05-30T16:20:58","modified_gmt":"2017-05-30T19:20:58","slug":"perseguicao-aos-cristaos-na-nigeria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/perseguicao-aos-cristaos-na-nigeria\/","title":{"rendered":"Persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os na Nig\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/3182b2a6002d.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Dom Joseph D. Bagobiri, bispo da diocese de Kafanchan Dom Joseph D. Bagobiri, bispo da diocese de Kafanchan<\/p>\n<p>Entre 2006 e 2014, mais de 12 mil crist\u00e3os foram mortos e 2 mil igrejas destru\u00eddas por grupos terroristas isl\u00e2micos na Nig\u00e9ria. Estes s\u00e3o os n\u00fameros citados por Dom Joseph D. Bagobiri, bispo da diocese de Kafanchan, no Estado de Kaduna, no norte do pa\u00eds, ao visitar o escrit\u00f3rio italiano da ACN (Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre) em Roma. Al\u00e9m disso, o Boko Haram \u00e9 respons\u00e1vel pelo fato da Nig\u00e9ria ocupar o 3\u00ba lugar do \u00cdndice Global de Terrorismo de 2016\u00b9. Todavia, como Dom Joseph apontou, Boko Haram n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico grupo que est\u00e1 espalhando o terror no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas meses, mais da metade do territ\u00f3rio na parte sul do estado de Kaduna testemunhou uma intensifica\u00e7\u00e3o de ataques do &#8220;Terroristas Her\u00f3is Fulani&#8221; (THF), um grupo terrorista sa\u00eddo do meio dos pastores n\u00f4mades de etnia Fulani. O bispo disse \u00e0 ACN que este \u00e9 um grupo quase desconhecido no Ocidente, mas mostrou o relat\u00f3rio dos ataques desde setembro de 2016: &#8220;53 aldeias incendiadas, 808 pessoas assassinadas e 57 feridas, 1.422 casas e 16 igrejas destru\u00eddas&#8221;.<\/p>\n<p>Os Fulani s\u00e3o um grupo \u00e9tnico de pastores tribais, cujo modo de vida tradicional n\u00f4made conduz a conflitos com tribos de agricultores na regi\u00e3o. No entanto, os \u00faltimos ataques s\u00e3o de dimens\u00e3o completamente diferente dos antigos conflitos entre agricultores e pastores. Porque os membros da tribo Fulani est\u00e3o usando agora &#8220;armas sofisticadas que n\u00e3o possu\u00edam antes, como AK-47 de proveni\u00eancia desconhecida&#8221;, relata Dom Joseph. Da mesma forma, as raz\u00f5es por tr\u00e1s dos ataques n\u00e3o s\u00e3o apenas as tradicionais, como explica ainda: &#8220;Al\u00e9m dos motivos sociais e econ\u00f4micos que existiram desde os tempos antigos, como a distribui\u00e7\u00e3o da terra e a escassez de pastagem, a dimens\u00e3o do problema mudou, porque os Fulani s\u00e3o mu\u00e7ulmanos e a terra que est\u00e3o atacando pertence principalmente a grupos \u00e9tnicos crist\u00e3os, de modo que agora h\u00e1 uma clara motiva\u00e7\u00e3o do \u00f3dio religioso. Ambos os motivos ainda est\u00e3o presentes, mas nos \u00faltimos tempos o aspecto religioso tornou-se o preponderante &#8211; transformou-se em uma persegui\u00e7\u00e3o religiosa&#8221;.<\/p>\n<p>Os ataques \u00e0s aldeias foram apontadas especialmente \u00e0s pequenas empresas de crist\u00e3os e as igrejas crist\u00e3s. Isso \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o clara para Dom Bagobiri: &#8220;Nem se pode dizer que a viol\u00eancia seja dirigida contra um determinado grupo \u00e9tnico, uma vez que os crist\u00e3os pertencem a v\u00e1rios grupos \u00e9tnicos diferentes&#8221;, explica o bispo.<\/p>\n<p>Apesar de se tratar de uma grave amea\u00e7a contra os crist\u00e3os, &#8220;n\u00e3o \u00e9 dada \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o na Nig\u00e9ria o mesmo n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o internacional como ao que est\u00e1 acontecendo no Oriente M\u00e9dio, por exemplo.&#8221; E o que \u00e9 pior, no ponto de vista do bispo, \u00e9 o fato de que nem mesmo o governo nigeriano est\u00e1 se importando com isso. &#8220;Esses ataques est\u00e3o ocorrendo diante da indiferen\u00e7a de um governo que se contenta em sentar e assistir, enquanto as pessoas est\u00e3o expostas a ataques de terroristas armados&#8221;, explica, acrescentando: &#8220;Ou a pol\u00edcia n\u00e3o tem o armamento apropriado para intervir, ou ent\u00e3o eles n\u00e3o receberam ordens para faz\u00ea-lo&#8221;.<\/p>\n<p>Dom Joseph n\u00e3o tem d\u00favidas de que essa amea\u00e7a terrorista est\u00e1 relacionada ao crescimento do fundamentalismo isl\u00e2mico no pa\u00eds e, em particular, ao problema da lei da sharia, que agora foi introduzida em 12 dos 36 estados da Nig\u00e9ria, incluindo o estado de Kaduna. Essa lei isl\u00e2mica, diz ele, \u00e9 fonte de &#8220;desigualdade e discrimina\u00e7\u00e3o, porque, por exemplo, os tribunais isl\u00e2micos frequentemente liberam mu\u00e7ulmanos que cometeram crimes como o assassinato de crist\u00e3os a quem acusaram de blasf\u00eamia&#8221;.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode saber mais a respeito de liberdade religiosa no Relat\u00f3rio sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, publicado do dia 15 de novembro de 2016 pela ACN, inclusive de modo espec\u00edfico na Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: ACN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Joseph D. Bagobiri, bispo da diocese de Kafanchan Dom Joseph D. Bagobiri, bispo da diocese de Kafanchan Entre 2006 e 2014, mais de 12 mil crist\u00e3os foram mortos e 2 mil igrejas destru\u00eddas por grupos terroristas isl\u00e2micos na Nig\u00e9ria. Estes s\u00e3o os n\u00fameros citados por Dom Joseph D. 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