{"id":20235,"date":"2017-01-26T15:42:45","date_gmt":"2017-01-26T17:42:45","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/01\/26\/viver-em-comunidade\/"},"modified":"2017-05-05T10:25:36","modified_gmt":"2017-05-05T13:25:36","slug":"viver-em-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/viver-em-comunidade\/","title":{"rendered":"Viver em comunidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As tr\u00eas leituras do quarto domingo do Tempo Comum, do ano lit\u00fargico chamado Ano A, t\u00eam uma mensagem semelhante: o Evangelho n\u00e3o \u00e9 para os poderosos e orgulhosos, mas para os humildes e aqueles que se consideram pequenos. \u00c9 uma mensagem que contradiz aquilo que vivemos em nossa sociedade. Desta recebemos exatamente uma mensagem oposta: apenas sendo fortes, poderemos sobreviver. A hist\u00f3ria parece dar raz\u00e3o a essa maneira de pensar. Apenas os poderosos parecem ter passado para a hist\u00f3ria. Os fracos foram apagados. Simplesmente n\u00e3o existem. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o falam deles.<br \/>Mas, de fato, os poderosos vivem? As riquezas e as armas nos defendem de todas as amea\u00e7as? Precisamente, a hist\u00f3ria recente nos demonstra o contr\u00e1rio. Descobrimos que at\u00e9 mesmo os pa\u00edses mais poderosos e ricos s\u00e3o vulner\u00e1veis e que o nosso poder n\u00e3o nos livra do perigo, ao contr\u00e1rio, nos exp\u00f5e ainda mais. Nossa desenvolvida sociedade, t\u00e3o poderosa, de certa forma, a mais poderosa da hist\u00f3ria, atraiu para si a inveja e o \u00f3dio de muitos povos. E a procura obsessiva por seguran\u00e7a n\u00e3o conseguiu nos livrar da amea\u00e7a.<br \/>Jesus nos prop\u00f5e outra forma de viver. Quando proclama as bem-aventuran\u00e7as, Jesus realiza a mais radical revolu\u00e7\u00e3o de nossa hist\u00f3ria. T\u00e3o radical que nos custa vitalmente aceit\u00e1-la. T\u00e3o radical que dois mil anos de hist\u00f3ria do cristianismo n\u00e3o conseguiram levar \u00e0 pr\u00e1tica essa mensagem. Pois Jesus nos diz que os bem-aventurados, os felizes, aqueles que vivem bem \u2013 no melhor sentido da palavra \u2013 s\u00e3o os pobres, aqueles que sofrem e sentem fome, os simples, os que continuam acreditando na justi\u00e7a e na miseric\u00f3rdia.<br \/>S\u00e3o Paulo(1Cor 1,26-31) acentua esta mensagem convidando-nos a olhar para a nossa assembl\u00e9ia, nossa comunidade. Ela n\u00e3o \u00e9 formada por poderosos nem aristocratas. Independentemente do dinheiro que possuam alguns de n\u00f3s, por sob as apar\u00eancias, somos pessoas normais, com sentimentos, dores e pobrezas. Somos vulner\u00e1veis, ainda que algumas vezes pretendamos parecer fortes e inalcan\u00e7\u00e1veis.<br \/>Ent\u00e3o, onde est\u00e1 o nosso poder? Precisamente nessa fraqueza reconhecida e aceita, pois apenas da\u00ed pode nascer a verdadeira solidariedade, o amor comunit\u00e1rio, a caridade fraterna que nos proporcionar\u00e1 a verdadeira seguran\u00e7a. Quando formos capazes de amar, de sermos misericordiosos de maneira ilimitada, de retirarmos as coura\u00e7as nas quais nos envolvemos, s\u00f3 a\u00ed, ent\u00e3o, viveremos verdadeiramente no Reino dos C\u00e9us.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As tr\u00eas leituras do quarto domingo do Tempo Comum, do ano lit\u00fargico chamado Ano A, t\u00eam uma mensagem semelhante: o Evangelho n\u00e3o \u00e9 para os poderosos e orgulhosos, mas para os humildes e aqueles que se consideram pequenos. \u00c9 uma mensagem que contradiz aquilo que vivemos em nossa sociedade. 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