{"id":20219,"date":"2017-01-26T11:10:28","date_gmt":"2017-01-26T13:10:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/01\/26\/santa-rita-agostiniana\/"},"modified":"2017-05-05T10:26:13","modified_gmt":"2017-05-05T13:26:13","slug":"santa-rita-agostiniana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santa-rita-agostiniana\/","title":{"rendered":"Santa Rita Agostiniana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Se antes de receber o h\u00e1bito da Ordem Agostiniana Santa Rita fora um modelo perfeito de vida crist\u00e3 como filha, esposa e m\u00e3e, ao entrar no Convento atingiu o \u00e1pice da santidade. Em primeiro lugar, com raro fervor ela procurou cumprir todas as prescri\u00e7\u00f5es da Regra e Constitui\u00e7\u00f5es da Ordem agostiniana como um caminho seguro rumo a sua entrega total a Cristo. Esplendeu ent\u00e3o sua profunda caridade bem dentro daquilo que Santo Agostinho havia escrito no come\u00e7o de sua Regra Mon\u00e1stica: \u201cAntes de tudo que Deus seja amado e depois o pr\u00f3ximo\u201d. Eis porque Santa Rita observava com profundo esmero os Mandamentos do Dec\u00e1logo e da Igreja, sendo tamb\u00e9m fidel\u00edssima a seus votos religiosos. Sua dile\u00e7\u00e3o para com todos com quem convivia estava inflamada deste afeto sobrenatural ao Criador de tudo. Nos seus julgamentos, nas suas palavras, nas conversas ela sabia exaltar as qualidades alheias. De acordo com os costumes agostinianos de C\u00e1scia ela exercia fora do Convento obras de miseric\u00f3rdia.\u00a0 Dava bons conselhos, reconfortava e encorajava os fracos, consolava os infelizes e levava os transviados \u00e0s veredas do bem. Deste modo, convertia a muitos. Os doentes eram objeto de sua especial aten\u00e7\u00e3o. Visitava-os e aos moribundos assistia no momento da morte.\u00a0 Entretanto, n\u00e3o era apenas a caridade a marca de sua santidade. Ela crescia sempre mais na humildade. Considerava-se a menor das religiosas. Sua conduta mostrava a sinceridade de sua convic\u00e7\u00e3o \u00edntima. Ela agia como se fosse uma serva de todos e multiplicava sua generosidade nas menores a\u00e7\u00f5es. Donde tamb\u00e9m sua obedi\u00eancia a suas superioras. Primava em acatar as ordens daquelas que lhe eram mais jovens. As determina\u00e7\u00f5es que poderiam parecer at\u00e9 esdr\u00faxulas ela as aceitava. C\u00e9lebre o fato de ter durante muitos meses regado o tronco de uma videira seca, a qual acabou desabrochando gra\u00e7as \u00e0 sua obedi\u00eancia. O tronco seco deu galhos e frutos e at\u00e9 hoje l\u00e1\u00a0 em C\u00e1scia est\u00e1 exaltando esta sua virtude. Adite-se o cultivo da pobreza. Sua vestimenta era de um pano grosseiro. Sua cela a menor de todas. Nenhum m\u00f3vel, nem mesmo uma cama, pois ela dormia no ch\u00e3o. Acrescente-se sua admir\u00e1vel castidade que a levava a vencer de imediato qualquer pensamento maldoso que o dem\u00f4nio lhe pudesse trazer \u00e0 mente. Em toda a circunst\u00e2ncia ela agia com rara prud\u00eancia e reserva, possuindo uma atitude recolhida e modesta. Vigil\u00e2ncia cont\u00ednua sustentada por suas fervorosas ora\u00e7\u00f5es e penit\u00eancias. A mortifica\u00e7\u00e3o era o apan\u00e1gio de sua exist\u00eancia. Rudes suas austeridades. Tudo que pudesse ser uma condescend\u00eancia a qualquer tipo de sensualidade era logo banido.\u00a0 Rigoroso o seu regime alimentar, pois tomava cotidianamente apenas um pouco de salada ou de outros legumes com um peda\u00e7o de p\u00e3o. Vivendo numa cultura italiana na qual se serve o vinho \u00e0s refei\u00e7\u00f5es ela dele se privava, bem como de toda a esp\u00e9cie de carne. Constantes eram os jejuns que fazia, aplicando este sacrif\u00edcio para al\u00edvio das almas do purgat\u00f3rio, ou pela convers\u00e3o dos pecadores, ou pelos benfeitores do Convento. Alguns dos bi\u00f3grafos, seus contempor\u00e2neos, registraram o fato dela ter costurado espinhos no seu h\u00e1bito aumentando seus sofrimentos para mais se assemelhar a Cristo crucificado. A prece era, por\u00e9m, seu sustent\u00e1culo, dando-lhe coragem para tudo suportar para gl\u00f3ria de Deus e bem das almas. O mundo sobrenatural era sua verdadeira a felicidade. Assim ela degustava j\u00e1 na terra um pouco das del\u00edcias do c\u00e9u, A f\u00e9 vivificava toda a sua exist\u00eancia. Na parede de sua cela uma pintura do Crucificado lhe dada energias para se entregar a tantos sofrimentos. Por tudo isto ela aos 62 anos mereceu o estigma do um espinho da coroa de Jesus, pois havia atingido um alto grau de santidade. Como S\u00e3o Francisco de Assis, Santa Catarina de Sena, Santa Clara de Montefalco, Santa Faustina Kowalska, Padre Pio e alguns outros santos privilegiados ela estaria no rol daqueles que foram marcados com sinais da dolorosa paix\u00e3o do Redentor. Em Santa Rita o espinho lhe causou um ferida na fronte, causando odor malcheiroso e a isolando ainda mais na cela longe da comunidade.\u00a0 Ela, contudo, longe de desolar com os tormentos se rejubilava no Senhor agradecendo-lhe e bendizendo-o por lhe fazer participar assim do c\u00e1lice das dores do Salvador. T\u00e3o grandes os merecimentos desta Santa admir\u00e1vel explica a devo\u00e7\u00e3o universal a ela dedicada. Todo aquele que devotamente implora sua prote\u00e7\u00e3o sempre alcan\u00e7a gra\u00e7as maravilhosas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se antes de receber o h\u00e1bito da Ordem Agostiniana Santa Rita fora um modelo perfeito de vida crist\u00e3 como filha, esposa e m\u00e3e, ao entrar no Convento atingiu o \u00e1pice da santidade. 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