{"id":20099,"date":"2017-01-15T03:00:00","date_gmt":"2017-01-15T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/01\/15\/empreendedorismo-cristao\/"},"modified":"2017-05-05T10:43:38","modified_gmt":"2017-05-05T13:43:38","slug":"empreendedorismo-cristao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/empreendedorismo-cristao\/","title":{"rendered":"Empreendedorismo crist\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O motivo da f\u00e9 \u00e9 levar adiante uma proposta que nos contagiou por inteiro, ou seja: um empreendimento. Qualquer empresa que se preze possui em suas origens a motiva\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia, raz\u00e3o e causa de suas a\u00e7\u00f5es. Assim, uma empreitada de f\u00e9 h\u00e1 de ser igualmente uma a\u00e7\u00e3o com claros objetivos de crescimento, lucro, resultados que satisfa\u00e7am a todos que se somam neste af\u00e3, ideal que os motiva. A Igreja, portanto, \u00e9 tamb\u00e9m uma empresa, nos moldes que aqui pincelamos. <br \/> Nesta empresa o lucro vai al\u00e9m do tilintar de moedas humanas. \u00c9 muito mais sonante, pois faz cantar cora\u00e7\u00f5es e inundar de j\u00fabilo o espirito de seus oper\u00e1rios mais afeitos aos seus mist\u00e9rios e afoitos nos desafios de seus turnos de trabalho constante. Quem descobre o valor dessa \u201cmoeda perdida\u201d e a encontra, \u201cre\u00fane vizinhas e amigas, para dizer: \u2018Alegrem-se comigo! Eu encontrei a moeda que tinha perdido\u2019 e os anjos de Deus sentem a mesma alegria\u201d&#8230; O valor de um empreendimento com tais refer\u00eancias n\u00e3o est\u00e1 na especula\u00e7\u00e3o humana de seus investimentos, mas na compreens\u00e3o de que maior riqueza e moedas mais preciosas s\u00e3o aquelas que nos proporcionam os dividendos celestiais, os lucros da verdadeira alegria. <br \/> Encontrar essa moeda e compreender que nossa miss\u00e3o vai al\u00e9m de uma tarefa circunstancial, uma obriga\u00e7\u00e3o com direitos e benesses trabalhistas, onde valorizamos sempre mais nossos direitos do que nossos deveres. Somos, sim, oper\u00e1rios do Reino, em busca mais do crescimento, do que dos dividendos dessa empresa. Nem por isso, exercemos um trabalho escravo, ou tecnocrata ou excessivamente extenuante ou explorador ou alhures&#8230; Quem se disp\u00f5e a arrega\u00e7ar as mangas em fun\u00e7\u00e3o desse empreendimento divino h\u00e1 de, primeiramente, estar apto a desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es com alegria e gratuidade d\u00b4alma. \u201cQuem p\u00f5e a m\u00e3o no arado, n\u00e3o olha para tr\u00e1s\u201d. Abandona, por primeiro, as decep\u00e7\u00f5es e frustra\u00e7\u00f5es de empreendimentos mal sucedidos no passado e contempla com alegria os vastos campos da semeadura que Deus lhe confiou como tarefa futura. Na empresa divina n\u00e3o falta trabalho. Nem se atrasam os sal\u00e1rios, a por\u00e7\u00e3o do \u201csal\u201d que d\u00e1 sentido \u00e0 pr\u00f3pria vida.<br \/> Pudessem nossos dirigentes empresariais transpor para seus empreendimentos tais focos de motiva\u00e7\u00f5es: o trabalho e a dignidade humana. Eis o que nos dizia \u201cGaudium et Spes\u201d, uma das memor\u00e1veis constitui\u00e7\u00f5es pastorais do Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cNas empresas econ\u00f4micas associam-se pessoas, isto \u00e9, homens livres e respons\u00e1veis, criados \u00e0 imagem de Deus. Por isso, consideradas as tarefas de cada um, propriet\u00e1rios ou empregadores, dirigentes ou oper\u00e1rios, e resguardada a necess\u00e1ria unidade de dire\u00e7\u00e3o do empreendimento, promova-se de maneira a ser devidamente determinada a participa\u00e7\u00e3o ativa de todos na gest\u00e3o das empresas\u201d (GS 427). \u00c9 espantosa a atualidade desse conselho, num mundo onde os empreendimentos humanos deixam de lado princ\u00edpios \u00e9ticos, morais e crist\u00e3os, para real\u00e7ar duas \u00fanicas metas: produ\u00e7\u00e3o e lucratividade. \u201cHip\u00f3critas! \u2013 diria Jesus. Voc\u00eas sabem interpretar o aspecto da terra e do c\u00e9u (se vai chover ou fazer calor \u2013 se o investimento ser\u00e1 ou n\u00e3o rent\u00e1vel). Como \u00e9 que voc\u00eas n\u00e3o sabem interpretar o tempo presente&#8230; o que \u00e9 justo?\u201d (Lc 12, 56-57). Quando nossos empreendimentos humanos ter\u00e3o como meta a lucratividade coletiva, o bem estar do irm\u00e3o, o sucesso que provocou a alegria daqueles setenta e dois disc\u00edpulos; aqueles que compreenderam o poder de dom\u00ednio e transforma\u00e7\u00e3o que sua f\u00e9 \u2013 e n\u00e3o seu trabalho sem motiva\u00e7\u00e3o \u2013 proporcionava ao mundo? Pois o empreendimento que Deus nos confiou ainda \u00e9 o mesmo: transformar o mundo com nossa a\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a.<br \/>EMPREENDEDORISMO CRIST\u00c3O<br \/> O motivo da f\u00e9 \u00e9 levar adiante uma proposta que nos contagiou por inteiro, ou seja: um empreendimento. Qualquer empresa que se preze possui em suas origens a motiva\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia, raz\u00e3o e causa de suas a\u00e7\u00f5es. Assim, uma empreitada de f\u00e9 h\u00e1 de ser igualmente uma a\u00e7\u00e3o com claros objetivos de crescimento, lucro, resultados que satisfa\u00e7am a todos que se somam neste af\u00e3, ideal que os motiva. A Igreja, portanto, \u00e9 tamb\u00e9m uma empresa, nos moldes que aqui pincelamos. <br \/> Nesta empresa o lucro vai al\u00e9m do tilintar de moedas humanas. \u00c9 muito mais sonante, pois faz cantar cora\u00e7\u00f5es e inundar de j\u00fabilo o espirito de seus oper\u00e1rios mais afeitos aos seus mist\u00e9rios e afoitos nos desafios de seus turnos de trabalho constante. Quem descobre o valor dessa \u201cmoeda perdida\u201d e a encontra, \u201cre\u00fane vizinhas e amigas, para dizer: \u2018Alegrem-se comigo! Eu encontrei a moeda que tinha perdido\u2019 e os anjos de Deus sentem a mesma alegria\u201d&#8230; O valor de um empreendimento com tais refer\u00eancias n\u00e3o est\u00e1 na especula\u00e7\u00e3o humana de seus investimentos, mas na compreens\u00e3o de que maior riqueza e moedas mais preciosas s\u00e3o aquelas que nos proporcionam os dividendos celestiais, os lucros da verdadeira alegria. <br \/> Encontrar essa moeda e compreender que nossa miss\u00e3o vai al\u00e9m de uma tarefa circunstancial, uma obriga\u00e7\u00e3o com direitos e benesses trabalhistas, onde valorizamos sempre mais nossos direitos do que nossos deveres. Somos, sim, oper\u00e1rios do Reino, em busca mais do crescimento, do que dos dividendos dessa empresa. Nem por isso, exercemos um trabalho escravo, ou tecnocrata ou excessivamente extenuante ou explorador ou alhures&#8230; Quem se disp\u00f5e a arrega\u00e7ar as mangas em fun\u00e7\u00e3o desse empreendimento divino h\u00e1 de, primeiramente, estar apto a desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es com alegria e gratuidade d\u00b4alma. \u201cQuem p\u00f5e a m\u00e3o no arado, n\u00e3o olha para tr\u00e1s\u201d. Abandona, por primeiro, as decep\u00e7\u00f5es e frustra\u00e7\u00f5es de empreendimentos mal sucedidos no passado e contempla com alegria os vastos campos da semeadura que Deus lhe confiou como tarefa futura. Na empresa divina n\u00e3o falta trabalho. Nem se atrasam os sal\u00e1rios, a por\u00e7\u00e3o do \u201csal\u201d que d\u00e1 sentido \u00e0 pr\u00f3pria vida.<br \/> Pudessem nossos dirigentes empresariais transpor para seus empreendimentos tais focos de motiva\u00e7\u00f5es: o trabalho e a dignidade humana. Eis o que nos dizia \u201cGaudium et Spes\u201d, uma das memor\u00e1veis constitui\u00e7\u00f5es pastorais do Conc\u00edlio Vaticano II: \u201cNas empresas econ\u00f4micas associam-se pessoas, isto \u00e9, homens livres e respons\u00e1veis, criados \u00e0 imagem de Deus. Por isso, consideradas as tarefas de cada um, propriet\u00e1rios ou empregadores, dirigentes ou oper\u00e1rios, e resguardada a necess\u00e1ria unidade de dire\u00e7\u00e3o do empreendimento, promova-se de maneira a ser devidamente determinada a participa\u00e7\u00e3o ativa de todos na gest\u00e3o das empresas\u201d (GS 427). \u00c9 espantosa a atualidade desse conselho, num mundo onde os empreendimentos humanos deixam de lado princ\u00edpios \u00e9ticos, morais e crist\u00e3os, para real\u00e7ar duas \u00fanicas metas: produ\u00e7\u00e3o e lucratividade. \u201cHip\u00f3critas! \u2013 diria Jesus. Voc\u00eas sabem interpretar o aspecto da terra e do c\u00e9u (se vai chover ou fazer calor \u2013 se o investimento ser\u00e1 ou n\u00e3o rent\u00e1vel). Como \u00e9 que voc\u00eas n\u00e3o sabem interpretar o tempo presente&#8230; o que \u00e9 justo?\u201d (Lc 12, 56-57). Quando nossos empreendimentos humanos ter\u00e3o como meta a lucratividade coletiva, o bem estar do irm\u00e3o, o sucesso que provocou a alegria daqueles setenta e dois disc\u00edpulos; aqueles que compreenderam o poder de dom\u00ednio e transforma\u00e7\u00e3o que sua f\u00e9 \u2013 e n\u00e3o seu trabalho sem motiva\u00e7\u00e3o \u2013 proporcionava ao mundo? Pois o empreendimento que Deus nos confiou ainda \u00e9 o mesmo: transformar o mundo com nossa a\u00e7\u00e3o e presen\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O motivo da f\u00e9 \u00e9 levar adiante uma proposta que nos contagiou por inteiro, ou seja: um empreendimento. Qualquer empresa que se preze possui em suas origens a motiva\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia, raz\u00e3o e causa de suas a\u00e7\u00f5es. Assim, uma empreitada de f\u00e9 h\u00e1 de ser igualmente uma a\u00e7\u00e3o com claros objetivos de crescimento, lucro, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-20099","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20099"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20099\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21082,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20099\/revisions\/21082"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}