{"id":20093,"date":"2017-01-09T03:00:00","date_gmt":"2017-01-09T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/01\/09\/deus-nos-de-juizo\/"},"modified":"2017-05-05T10:48:07","modified_gmt":"2017-05-05T13:48:07","slug":"deus-nos-de-juizo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/deus-nos-de-juizo\/","title":{"rendered":"Deus nos d\u00ea ju\u00edzo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Certas afirmativas s\u00e3o t\u00e3o corriqueiras que perdem a for\u00e7a da verdade que expressam. Assim banalizamos muitas das nossas palavras. Por exemplo: \u201cDeus lhe pague\u201d, \u201cVolte sempre\u201d, \u201cAt\u00e9 amanh\u00e3\u201d, \u201cV\u00e1 com Deus\u201d, \u201cFeliz Natal\u201d, \u201cBom Ano\u201d, \u201cSa\u00fade\u201d ou mesmo o tradicional \u201cObrigado (a)\u201d. Quantos proferem essas formula\u00e7\u00f5es da boca pra fora&#8230; Quem realmente as proclama com o cora\u00e7\u00e3o? Quantos incr\u00e9dulos usam essas express\u00f5es apenas pela for\u00e7a do h\u00e1bito ou por normas de etiqueta! Usam do santo nome de Deus em v\u00e3o.<br \/> Mas, oh santa ignor\u00e2ncia! Nem sempre a boca fala do que o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 cheio, mas quase sempre o cora\u00e7\u00e3o grita por aquilo que tanto anseia. Ent\u00e3o, que Deus realmente lhes pague essa car\u00eancia tipicamente humana. Sacie muitos cora\u00e7\u00f5es sedentos de luz, de gra\u00e7a e compreens\u00e3o dos mist\u00e9rios. Devolva-lhes o ju\u00edzo, a coer\u00eancia das palavras que proferem, sem aten\u00e7\u00e3o \u00e0s verdades nelas contidas ou desejadas. Nossas sauda\u00e7\u00f5es interpessoais n\u00e3o podem limitar-se a normas de etiquetas ou padr\u00f5es de civilidade pura e simples. Devemos sincronizar boca e cora\u00e7\u00e3o, ouvidos e palavras&#8230;<br \/> Lembrei-me aqui da figura santa e carism\u00e1tica de um homem com o qual tive o privil\u00e9gio de cruzar meus caminhos e minha vida. Dele muito aprendi. Com ele senti o valor de uma palavra proferida com ardor, carinho, zelo paternal. \u201cSua b\u00ean\u00e7\u00e3o, meu bispo!\u201d O bom velhinho, sorrindo e com o olhar sempre paternal de algu\u00e9m em constante ora\u00e7\u00e3o, respondia de pronto: \u201cDeus lhe d\u00ea ju\u00edzo, meu filho!\u201d. Quem conheceu o saudoso D. Jos\u00e9 L\u00e1zaro, com certeza, dele ouviu essa estranha b\u00ean\u00e7\u00e3o. Ju\u00edzo, meu filho!<br \/> Ora, entre o ju\u00edzo desejado e a b\u00ean\u00e7\u00e3o que se busca em vida, seja esta proveniente de um homem de f\u00e9 ou mesmo de algu\u00e9m com la\u00e7os consangu\u00edneos ou de simples rela\u00e7\u00e3o pessoal, \u00e9 sempre uma luz a iluminar momentaneamente nossos caminhos. Antes a b\u00ean\u00e7\u00e3o do que a maldi\u00e7\u00e3o. Mesmo o mais p\u00e9rfido dos cora\u00e7\u00f5es h\u00e1 de escolher para si a b\u00ean\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m em s\u00e3 consci\u00eancia ir\u00e1 optar pelas trevas da incerteza e das desgra\u00e7as em sua vida. Esse ju\u00edzo todos temos. Ao menos que a dem\u00eancia e a cegueira das trevas tenham dominado alguns cora\u00e7\u00f5es. A estes nenhuma esperan\u00e7a lhes sobra. <br \/> \u00c9 essa a Verdade que nossos l\u00e1bios proclamam, mas nosso cora\u00e7\u00e3o ainda necessita compreender em sua plenitude. Tudo de bom que desejamos aos semelhantes s\u00e3o b\u00ean\u00e7\u00e3os a iluminar o caminho que todos aqui trilhamos. \u00c9 a luz que nos falta, como seres que se inter-relacionam e buscam energias para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo novo. Um mundo de luz! Esse \u00e9 o caminho. Essa \u00e9 a mensagem que desejamos mutuamente numa sauda\u00e7\u00e3o aparentemente banal. Deus nos d\u00ea ju\u00edzo! Ent\u00e3o, acreditar no que estamos desejando \u00e9 somar for\u00e7as para trilhar um caminho de luz. Essa consci\u00eancia ainda nos falta, mas ao menos o respeito humano ainda temos. E este h\u00e1 de se transformar em b\u00ean\u00e7\u00e3os, se nossas sauda\u00e7\u00f5es ganharem um m\u00ednimo de coer\u00eancia.<br \/> Ent\u00e3o prestemos maiores aten\u00e7\u00f5es ao que nossas bocas proferem. \u201cEsta \u00e9 a mensagem que dele ouvimos e que agora lhes anunciamos: Deus \u00e9 luz e nele n\u00e3o h\u00e1 trevas. Se dizemos que estamos em comunh\u00e3o com Deus e no entanto andamos em trevas, somos mentirosos e n\u00e3o colocamos em pr\u00e1tica a Verdade.\u201d (1Jo\u00e3o 1,5-6). Dura verdade! A dist\u00e2ncia entre a palavra que proferimos e os sentimentos que a impulsiona, muitas vezes, assemelha-se a um abismo sem fim. O abismo da falsidade que nos separa, da mentira que governa nossas rela\u00e7\u00f5es pessoais, das trevas que comandam nossos interesses, antes de qualquer respeito ao bem comum. A Verdade que nos falta cuspimos da boca pra fora com nossas normas de etiquetas. Deus aben\u00e7oe a todos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Certas afirmativas s\u00e3o t\u00e3o corriqueiras que perdem a for\u00e7a da verdade que expressam. Assim banalizamos muitas das nossas palavras. Por exemplo: \u201cDeus lhe pague\u201d, \u201cVolte sempre\u201d, \u201cAt\u00e9 amanh\u00e3\u201d, \u201cV\u00e1 com Deus\u201d, \u201cFeliz Natal\u201d, \u201cBom Ano\u201d, \u201cSa\u00fade\u201d ou mesmo o tradicional \u201cObrigado (a)\u201d. 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