{"id":20084,"date":"2017-01-13T03:00:00","date_gmt":"2017-01-13T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2017\/01\/13\/eis-o-cordeiro-de-deus-3\/"},"modified":"2017-05-05T10:46:33","modified_gmt":"2017-05-05T13:46:33","slug":"eis-o-cordeiro-de-deus-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/eis-o-cordeiro-de-deus-3\/","title":{"rendered":"Eis o Cordeiro de Deus!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Passado o tempo do Natal, conclu\u00eddo com a Festa do Batismo do Senhor, neste ano celebrada na segunda-feira ap\u00f3s a Festa da Epifania, iniciamos o Tempo Comum. Esse tempo, constitu\u00eddo por 34 domingos, nesta primeira fase vai at\u00e9 a ter\u00e7a-feira antes da Quaresma, inclusive. A cor desta \u00e9poca \u00e9 o verde; verde de quem caminha no pequeno dia-a-dia cheio de esperan\u00e7a, porque sabe que o Filho de Deus veio habitar entre n\u00f3s, entrou nos nossos tempos para santificar os pequenos e aparentemente insignificantes momentos de nossa vida: &#8220;O Verbo se fez carne e armou sua tenda entre n\u00f3s&#8221; (Jo 1,14). Para n\u00f3s, nunca mais o tempo, a vida e a hist\u00f3ria humana ser\u00e3o a mesma coisa! Agora, tudo tem o sabor da presen\u00e7a de Deus, de eternidade, da proximidade da vida de Deus misericordioso. Ent\u00e3o, que este Tempo Comum seja, para todos quantos, tempo de gra\u00e7a, tempo de vigil\u00e2ncia amorosa, tempo de esperan\u00e7a invenc\u00edvel!<br \/> Neste II Domingo do Tempo Comum nos \u00e9 apresentado o Senhor como Cordeiro que tira o pecado do mundo e que nos conduz \u00e0 santidade. Logo na Primeira Leitura (Is 49, 3.5-6) nos diz que o \u201cservo ser\u00e1 luz das na\u00e7\u00f5es\u201d para que a salva\u00e7\u00e3o chegue at\u00e9 aos confins da Terra.<br \/>Na Segunda Leitura, S\u00e3o Paulo (1Cor 1, 1-13) lembra a sua voca\u00e7\u00e3o a Ap\u00f3stolo e a voca\u00e7\u00e3o de todos \u00e0 santidade. Continua o Ap\u00f3stolo: \u201cEsta \u00e9 a vontade de Deus: a vossa santifica\u00e7\u00e3o\u2026\u201d (1Ts 4, 3). O pr\u00f3prio Jesus ordena: \u201cSede perfeitos, assim como o Pai celeste \u00e9 perfeito\u201d. (Mt 5, 48). Como prova concreta desses sentimentos do Senhor, contamos com o Sacramento do Perd\u00e3o (confiss\u00e3o), que nos concede as gra\u00e7as necess\u00e1rias para lutarmos e vencermos os defeitos que talvez estejam arraigados no nosso car\u00e1ter, e que s\u00e3o muitas vezes a causa do nosso desalento. No Sacramento da Confiss\u00e3o renovamos as for\u00e7as, e nos \u00e9 dada a gra\u00e7a perdida pelo pecado. Pe\u00e7amos ao Senhor: Senhor, ensinai-me a arrepender-me, indicai-me o caminho do amor! Movei-me com a vossa gra\u00e7a \u00e0 contri\u00e7\u00e3o quando eu trope\u00e7ar! Que as minhas fraquezas me levem a amar-vos cada vez mais!<br \/> O Evangelho (Jo 1, 29-34) mostra o in\u00edcio da miss\u00e3o de Jesus. Jo\u00e3o Batista O apresenta: \u201cEis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo\u201d. Ele \u00e9 o ungido do Senhor. Ele batizar\u00e1 no Esp\u00edrito. Ele \u00e9 o Filho de Deus. Jesus \u00e9 o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, anuncia S\u00e3o Jo\u00e3o Batista; e este pecado do mundo engloba todo o g\u00eanero de pecado: o original, que em Ad\u00e3o afetou tamb\u00e9m os seus descendentes, e os pessoais, dos homens de todos os tempos. No Cordeiro de Deus est\u00e1 a nossa esperan\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o.<br \/> Jo\u00e3o reconheceu em Jesus este Messias, t\u00e3o humilde e t\u00e3o grande: Ele \u00e9 o pr\u00f3prio Deus: &#8220;passou \u00e0 minha frente porque existia antes de mim&#8221;! E como Deus feito homem, Ele \u00e9 o \u00fanico e absoluto Salvador de todos \u2013 e n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o sem Ele ou fora Dele! Jo\u00e3o reconhece Nele o ungido, Aquele sobre quem o Esp\u00edrito &#8220;desceu e permaneceu&#8221;. O pr\u00f3prio Jesus dar\u00e1 testemunho desta realidade: &#8220;O Esp\u00edrito do Senhor repousa sobre mim, porque ele me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a remiss\u00e3o aos presos e aos cegos a recupera\u00e7\u00e3o da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de gra\u00e7a do Senhor&#8221; (Lc 4,18-19). Jo\u00e3o reconhece Nele ainda aquele que, cheio do Esp\u00edrito Santo, batizar\u00e1 no Esp\u00edrito Santo: &#8220;Aquele sobre quem vires o Esp\u00edrito descer e permanecer, este \u00e9 o que batiza com o Esp\u00edrito Santo&#8221;. Batizando-nos no Esp\u00edrito, este Sant\u00edssimo Jesus-Messias d\u00e1-nos o perd\u00e3o dos pecados, a sua pr\u00f3pria vida divina e a gra\u00e7a de, um dia, ressuscitar dos mortos! <br \/> \u201cEis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo\u201d (Jo 1,29). Essas palavras soam aos nossos ouvidos em cada Santa Missa, ao aproximar-se um dos momentos mais sublimes do sacrif\u00edcio eucar\u00edstico, a comunh\u00e3o. E n\u00f3s respondemos: \u201cSenhor, eu n\u00e3o sou digno (\u2026)\u201d. Jesus Cristo vem a n\u00f3s em cada celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. N\u00e3o nos esque\u00e7amos, no entanto, de que a gra\u00e7a da comunica\u00e7\u00e3o de Deus conosco passa pelo sacrif\u00edcio do seu filho, Cordeiro oferecido ao Pai que, com a Sua obedi\u00eancia e com o Seu amor, tira o pecado do mundo. De fato, essas palavras do Evangelho segundo S. Jo\u00e3o aludem ao sacrif\u00edcio redentor de Jesus Cristo.<br \/> A Missa \u00e9 sacrif\u00edcio, ou seja, uma realidade sagrada oferecida a Deus. O sacrif\u00edcio est\u00e1 presente em toda a Sagrada Escritura. O ser humano sempre sentiu o desejo de oferecer dons a Deus. A universalidade desse fato nos mostra que \u00e9 uma tend\u00eancia natural do ser humano dirigir-se \u00e0 divindade ofertando-lhe algo. Nas pessoas h\u00e1 tend\u00eancias universais, independentemente da cultura na qual estejam integradas: a consci\u00eancia de limita\u00e7\u00e3o e de culpa; a intui\u00e7\u00e3o de que existe um ser que est\u00e1 acima de todos, criador e providente (= Deus); essa inclina\u00e7\u00e3o a oferecer a Deus dons.<br \/>Portanto, Jesus entrou no c\u00e9u com todos os m\u00e9ritos conseguidos na Sua vida terrenal. Esses m\u00e9ritos s\u00e3o infinitos por que s\u00e3o os m\u00e9ritos do Filho de Deus, que \u00e9 Deus. Apresentando-Se ao Pai com o Seu Mist\u00e9rio Pascal, Jesus envia desde o santu\u00e1rio celeste esse mesmo Mist\u00e9rio, a sua P\u00e1scoa, \u00e0 humanidade. E o faz atrav\u00e9s da Missa, que \u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o dos Mist\u00e9rios de Cristo, cujo centro \u00e9 a Cruz gloriosa, isto \u00e9, a sua Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o, que mereceu tamb\u00e9m o envio do Esp\u00edrito Santo. Em cada Missa, faz-se presente, atual, o Mist\u00e9rio da Cruz gloriosa e, ao entrarmos nesses raios divino-humanos da Eucaristia, somos redimidos, salvados, santificados e glorificados antecipadamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passado o tempo do Natal, conclu\u00eddo com a Festa do Batismo do Senhor, neste ano celebrada na segunda-feira ap\u00f3s a Festa da Epifania, iniciamos o Tempo Comum. Esse tempo, constitu\u00eddo por 34 domingos, nesta primeira fase vai at\u00e9 a ter\u00e7a-feira antes da Quaresma, inclusive. 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