{"id":20055,"date":"2016-12-27T13:15:52","date_gmt":"2016-12-27T15:15:52","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/12\/27\/o-misterio-da-manjedoura\/"},"modified":"2017-05-05T11:39:55","modified_gmt":"2017-05-05T14:39:55","slug":"o-misterio-da-manjedoura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-misterio-da-manjedoura\/","title":{"rendered":"O mist\u00e9rio da manjedoura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O clima alegre e esperan\u00e7oso do Natal do Senhor favorece-nos a um bom mergulho no projeto de Deus. Para que essa esperan\u00e7a n\u00e3o seja passageira, somos convidados a contemplar o contexto misterioso da manjedoura, numa atitude de ora\u00e7\u00e3o, louvor, agradecimento e s\u00faplica. Na missa da noite de Natal de 2016, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, o Papa Francisco falou de uma noite de gl\u00f3ria, alegria e luz, e recordou as crian\u00e7as que \u201cjazem nas miser\u00e1veis manjedouras\u201d. Disse que no Menino Deus \u201cfaz-se concreto o amor de Deus por n\u00f3s\u201d. Na simplicidade e fragilidade de um rec\u00e9m-nascido est\u00e1 Deus, e n\u00e3o na \u201csala nobre de um pal\u00e1cio\u201d[1].<br \/>A contempla\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio do amor de Deus, visivelmente expresso na manjedoura, com toda sua forte simbologia, \u00e9 claro que indica mudan\u00e7a interior. A reflex\u00e3o do Santo Padre leva em conta as ang\u00fastias e as dores, nas quais o mundo est\u00e1 envolvido, asseverando: \u201c\u00c9 um Menino que nos interpela e que nos chama a deixar as ilus\u00f5es do ef\u00eamero para ir ao essencial, a renunciar \u00e0s nossas insaci\u00e1veis pretens\u00f5es\u201d[2]. Francisco falou das manjedouras de dignidade, referindo-se \u00e0s crian\u00e7as refugiadas, migrantes, as que n\u00e3o nascem, as que n\u00e3o s\u00e3o saciadas e as que n\u00e3o t\u00eam brinquedos, mas armas.<br \/>O Sumo Pont\u00edfice alimenta no \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o o sonho de Deus-Pai: o do esfor\u00e7o por um mundo solid\u00e1rio, capaz de eliminar a indiferen\u00e7a, vendo-a como um dos males de nossos dias. Deixou claro o paradoxo do Natal como mist\u00e9rio de esperan\u00e7a e tristeza, falando do sabor da tristeza quando Jos\u00e9 e Maria encontram portas fechadas na hospedaria e tiveram que colocar Jesus numa manjedoura. O Natal tem sabor da esperan\u00e7a no mist\u00e9rio: \u201cDeus, nosso enamorado, atrai-nos com a sua ternura, nascendo pobre e fr\u00e1gil no meio de n\u00f3s\u201d[3].<br \/>A palavra do Bispo de Roma \u00e9 um forte grito e consequente clamor, querendo acordar a humanidade: \u201cJesus nasce rejeitado por alguns e na indiferen\u00e7a da maioria. E a mesma indiferen\u00e7a pode reinar tamb\u00e9m hoje, quando o Natal se torna uma festa onde os protagonistas somos n\u00f3s, em vez de ser Ele; quando as luzes do com\u00e9rcio p\u00f5em na sombra a luz de Deus; quando nos afanamos com as prendas e ficamos insens\u00edveis a quem est\u00e1 marginalizado\u201d[4].<br \/>N\u00e3o nos cansemos de agradecer ao bom Deus, na busca permanente de dignidade de filhos, pelo cora\u00e7\u00e3o terno, af\u00e1vel e generoso do Santo Padre, ele que encarnou, infatigavelmente, o projeto de Deus: o dos seres humanos renovados, livres e resgatados, cheios de esperan\u00e7a, numa incessante e indissol\u00favel conjuga\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os, esperan\u00e7a essa que tem sua origem no mist\u00e9rio da manjedoura: da terra se confundir com o c\u00e9u e o c\u00e9u se confundir com a terra. Assim seja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O clima alegre e esperan\u00e7oso do Natal do Senhor favorece-nos a um bom mergulho no projeto de Deus. Para que essa esperan\u00e7a n\u00e3o seja passageira, somos convidados a contemplar o contexto misterioso da manjedoura, numa atitude de ora\u00e7\u00e3o, louvor, agradecimento e s\u00faplica. 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