{"id":20019,"date":"2016-12-29T03:00:00","date_gmt":"2016-12-29T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/12\/29\/a-sagrada-familia-e-modelo-as-nossas-familias\/"},"modified":"2017-05-05T11:37:25","modified_gmt":"2017-05-05T14:37:25","slug":"a-sagrada-familia-e-modelo-as-nossas-familias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-sagrada-familia-e-modelo-as-nossas-familias\/","title":{"rendered":"A Sagrada Fam\u00edlia \u00e9 modelo \u00e0s nossas fam\u00edlias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Dentro da Oitava de Natal, neste ano no dia 30 de dezembro, celebramos a Festa da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9: Jesus, Maria e Jos\u00e9.\u00a0 A celebra\u00e7\u00e3o pode passar um tanto despercebida, pois se localiza entre as alegrias do Natal e do Ano Novo, por\u00e9m recomendamos uma aten\u00e7\u00e3o especial, pois em nossa Arquidiocese inclu\u00edmos, junto com o Ano Mariano, tamb\u00e9m o Ano da Fam\u00edlia, fazendo eco ao documento do Papa sobre a fam\u00edlia. Isso especialmente em nossos dias, nos quais o Papa Francisco tem, na linha de seus predecessores, afirmado que h\u00e1 uma guerra declarada contra a fam\u00edlia.<br \/>Em tempos de controv\u00e9rsias, especificamente no que toca \u00e0 composi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, ao valor da vida e tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos filhos, de retomar a voz do Papa, o sucessor de Pedro, em sua orienta\u00e7\u00e3o s\u00e1bia e segura nos caminhos do Evangelho da vida e da fam\u00edlia, de acordo com a Amoris Laetitia (A Alegria do amor).<br \/>N\u00e3o \u00e9 novidade a quem se atenta aos documentos da Igreja que o Papa Francisco seguiu as grandes linhas da Familiaris Consortio, de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II neste ponto, acrescentando, evidentemente, sua oportuna contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 luz do que recebeu dos Padres Sinodais no S\u00ednodo Extraordin\u00e1rio de 2014 e no Ordin\u00e1rio de 2015.<br \/>O Papa, de modo muito ponderado, come\u00e7a dizendo que aos pais cabe a presen\u00e7a junto a seus filhos, demonstrando vivo interesse por eles e especialmente observando, mas sem obsess\u00e3o, se n\u00e3o frequentam ambientes de agress\u00f5es ou de consumo de drogas. <br \/>S\u00e3o suas palavras: \u201cSe um progenitor est\u00e1 obcecado com saber onde est\u00e1 o seu filho e controlar todos os seus movimentos, procurar\u00e1 apenas dominar o seu espa\u00e7o. Mas, desta forma, n\u00e3o o educar\u00e1, n\u00e3o o refor\u00e7ar\u00e1, n\u00e3o o preparar\u00e1 para enfrentar os desafios. O que interessa acima de tudo \u00e9 gerar no filho, com muito amor, processos de amadurecimento da sua liberdade, de prepara\u00e7\u00e3o, de crescimento integral, de cultivo da aut\u00eantica autonomia. S\u00f3 assim este filho ter\u00e1 em si mesmo os elementos de que precisa para saber defender-se e agir com intelig\u00eancia e cautela em circunst\u00e2ncias dif\u00edceis. Assim, a grande quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 onde est\u00e1 fisicamente o filho, com quem est\u00e1 neste momento, mas onde se encontra em sentido existencial, onde est\u00e1 posicionado do ponto de vista das suas convic\u00e7\u00f5es, dos seus objetivos, dos seus desejos, do seu projeto de vida. Por isso, eis as perguntas que fa\u00e7o aos pais: \u2018Procuramos compreender \u2018onde\u2019 os filhos verdadeiramente est\u00e3o no seu caminho? Sabemos onde est\u00e1 realmente a sua alma? E, sobretudo, queremos sab\u00ea-lo\u2019\u201d? (n. 261)<br \/>Afinal, a liberdade \u00e9 um dom imenso de Deus dado a cada ser humano, tamb\u00e9m aos filhos pequenos, dentro de suas possibilidades, mas os pais t\u00eam o dever fundamental de form\u00e1-los a fim de que a usem bem. Sem forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica n\u00e3o pode haver uma real sociedade humana, cuja raiz est\u00e1 na fam\u00edlia. Mesmo quando \u00e9 preciso corrigir, se os pais fazem essa tarefa com amor, agem muito melhor do que aqueles que deixam haver uma m\u00e1 a\u00e7\u00e3o e, depois, tentam consert\u00e1-la. \u00c9 preciso existir uma educa\u00e7\u00e3o da tend\u00eancia para o bem por meio do exemplo e do di\u00e1logo entre pais e filhos, de modo que esses mesmos filhos descubram a import\u00e2ncia dos verdadeiros valores em suas vidas.<br \/>Importa, nesse contexto, que o pr\u00f3prio filho descubra \u201co que ele lucrar\u00e1 com isso\u201d, no sentido de entender a raz\u00e3o de se escolher o bem e n\u00e3o o mal. Segundo o Papa, essa descoberta come\u00e7a com coisas simples, em casa quando os adultos, sadiamente, insistem em ensin\u00e1-los \u201ca dizer \u2018por favor\u2019, \u2018com licen\u00e7a\u2019, \u2018obrigado\u2019, a tal boa disposi\u00e7\u00e3o interior n\u00e3o se traduzir\u00e1 facilmente nestas express\u00f5es. O fortalecimento da vontade e a repeti\u00e7\u00e3o de determinadas a\u00e7\u00f5es constroem a conduta moral, mas, sem a repeti\u00e7\u00e3o consciente, livre e elogiada de determinados comportamentos bons nunca se chega a educar tal conduta. As motiva\u00e7\u00f5es ou a atra\u00e7\u00e3o que sentimos por um determinado valor n\u00e3o se tornam uma virtude sem estes atos adequadamente motivados\u201d. (n. 266)<br \/>Tamb\u00e9m a corre\u00e7\u00e3o ou san\u00e7\u00e3o maternal ou paternal sem ira e brutalidade, evidentemente, mas visando \u00e0 educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, \u00e9 de grande valor e s\u00f3 pode ter consequ\u00eancias positivas na vida dos filhos e filhas, o que, sem d\u00favida, resulta em grande bem-estar a toda a fam\u00edlia. N\u00e3o se deve recear de orientar com firmeza as crian\u00e7as \u2013 de acordo com suas capacidades de entendimento \u2013, a fim de que pe\u00e7am perd\u00e3o e reparem o mal cometido. Isso n\u00e3o lhe podar\u00e1 a liberdade pessoal, mas as guiar\u00e1 para lev\u00e1-las sempre mais al\u00e9m.<br \/>Poder\u00e1 parecer \u00e1rduo no momento, mas, com o passar dos tempos, a pessoa corrigida agradecer\u00e1. Caso contr\u00e1rio, recriminar\u00e1 os pais pela sua falta de orienta\u00e7\u00e3o educacional e de amor para com ela. Isso nos leva a perguntar: o que estou fazendo para o bem dos meus filhos ou daqueles que foram por Deus, como um dom, confiados aos meus cuidados?<br \/>Evite-se dar aos filhos grandes fardos, mas, ao contr\u00e1rio, ensine-os como se estivesse ensinando-os a andar, passo a passo e com seguran\u00e7a, sem autoritarismo ou modelos falsos. Mostre-lhes exemplos verdadeiros de pessoas virtuosas, embora lhes dando a entender tamb\u00e9m, em contrapartida, que todos temos falhas e somos imperfeitos. S\u00f3 Deus \u00e9 perfeito ou a Perfei\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia. Tamb\u00e9m em alguns casos \u2013 hoje n\u00e3o parecem poucos \u2013 importa ajudar nossos adolescentes e jovens a se curarem de feridas interiores que tantos males lhes causam e a quem com eles convivem.<br \/>O Santo Padre demonstra, \u00e0 luz de estudos atuais, que com doses homeop\u00e1ticas se chega \u00e0 meta almejada e toca, ao mesmo tempo, em um exemplo espinhoso de nossos dias, as drogas: \u201cA psicologia e as ci\u00eancias da educa\u00e7\u00e3o, com suas valiosas contribui\u00e7\u00f5es, mostram que \u00e9 necess\u00e1rio um processo gradual para se conseguir mudan\u00e7as de comportamento, e tamb\u00e9m que a liberdade precisa ser orientada e estimulada, porque, abandonando-a a si mesma, n\u00e3o se garante a sua matura\u00e7\u00e3o. A liberdade efetiva, real \u00e9 limitada e condicionada. N\u00e3o \u00e9 uma pura capacidade de escolher o bem, com total espontaneidade. Nem sempre se faz uma distin\u00e7\u00e3o adequada entre ato \u2018volunt\u00e1rio\u2019 e ato \u2018livre\u2019. Uma pessoa pode querer algo de mal com uma grande for\u00e7a de vontade, mas por causa de uma paix\u00e3o irresist\u00edvel ou de uma educa\u00e7\u00e3o deficiente. Neste caso, a sua decis\u00e3o \u00e9 fortemente volunt\u00e1ria, n\u00e3o contradiz a inclina\u00e7\u00e3o da sua vontade, mas n\u00e3o \u00e9 livre, porque lhe resulta quase imposs\u00edvel n\u00e3o escolher aquele mal. \u00c9 o que acontece com um dependente compulsivo da droga: quando a quer, a quer com todas as suas for\u00e7as, mas est\u00e1 t\u00e3o condicionado que, na hora, n\u00e3o \u00e9 capaz de tomar outra decis\u00e3o. Portanto, a sua decis\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria, mas n\u00e3o livre. N\u00e3o tem sentido \u2018deix\u00e1-lo escolher livremente\u2019, porque, de fato, n\u00e3o pode escolher, e exp\u00f4-lo \u00e0 droga s\u00f3 aumenta a depend\u00eancia. Precisa da ajuda dos outros e de um percurso educativo\u201d (n. 273). Muito mais que condena\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso ajuda efetiva ao viciado.<br \/>Todos esses passos sempre se d\u00e3o dentro de uma fam\u00edlia estruturada e capaz de impregnar o \u00edntimo da crian\u00e7a ou do adolescente, favorecendo-lhes a liberdade e n\u00e3o a coa\u00e7\u00e3o no agir, a fim de que futuramente n\u00e3o venham eles a dizer: \u201cme ensinaram assim\u201d, \u201csempre agi assim\u201d, nem se pode deix\u00e1-los expostos a certos meios de comunica\u00e7\u00e3o que possam fazer-lhes mal ou satisfaz\u00ea-los dentro da velocidade cibern\u00e9tica de nossos tempos. Eles se tornar\u00e3o prepotentes, a querer tudo \u201cna hora\u201d e a achar que o centro do mundo s\u00e3o eles. Precisam aprender a se controlar para dominar-se, respeitar-se e respeitar os outros, bem como ao meio ambiente, a casa comum na qual vivem. (Cf. n. 276).<br \/>\u00c9 certo que a fam\u00edlia h\u00e1 de ser ajudada pela escola \u2013 e a escola confessional cat\u00f3lica tem grande peso nisso \u2013 bem como pela catequese paroquial ou familiar. Deve a escola cat\u00f3lica ensinar junto \u00e0s disciplinas curriculares seus alunos a olharem o mundo com o olhar de Cristo Jesus e, ao viver e transformar esta realidade, terem os olhos postos na eternidade. Caso qualquer institui\u00e7\u00e3o educacional propuser conte\u00fados contr\u00e1rios aos valores da vida, da religi\u00e3o e da fam\u00edlia, cabe o direito \u00e0 obje\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia, ou seja, resistir, dentro da lei e da ordem, a cumprir aquela norma educativa. (Cf. n. 279).<br \/>Tem importante relev\u00e2ncia a forma\u00e7\u00e3o religiosa dos filhos: os pais, quando os levam \u00e0s \u00e1guas do Santo Batismo, os fazem renascer para uma vida nova em Cristo, depois os educam por meio da ora\u00e7\u00e3o em fam\u00edlia ou na comunidade maior e ensinam-nos a viverem o Evangelho de modo aberto \u2013 e n\u00e3o fechado em si mesmo \u2013 ao mundo, inclusive aos pecadores, como Jesus fez. Da\u00ed conclui o Papa: \u201c\u00e9 bonito quando as m\u00e3es ensinam os filhos pequenos a enviar um beijo a Jesus ou a Nossa Senhora. Quanta ternura h\u00e1 nisto! Naquele momento, o cora\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as transforma-se em lugar de ora\u00e7\u00e3o\u201d (n. 287). Por que n\u00e3o reavivar esse gesto em nosso dia a dia?<br \/>Tamb\u00e9m a educa\u00e7\u00e3o sexual deve ser tratada dentro de uma escala de valores humanos e crist\u00e3os, de acordo com a idade e a maturidade de cada um dos formandos, e n\u00e3o apenas a t\u00edtulo de informa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica. \u00c9 preciso ensin\u00e1-los \u00e0 doa\u00e7\u00e3o m\u00fatua, seja a uma pessoa em especial ou a muitas, como \u00e9 o caso do amor da pessoa consagrada ou celibat\u00e1ria ao Reino no sacerd\u00f3cio ministerial. Isso, por si s\u00f3, j\u00e1 recha\u00e7a o banalismo, que prega um \u201csexo seguro\u201d fazendo o(a) outro(a) de objeto de seus caprichos e fechando o ato sexual \u00e0 vida. Ato a ser realizado dentro do Sacramento do Matrim\u00f4nio, no qual a entrega total do casal pode gerar vidas novas a serem educadas pelo amor materno e paterno.<br \/> Em um tempo no qual muito se propaga a ideologia de g\u00eanero, vejamos o que o Documento ensina em seu n\u00famero 285: \u201cA educa\u00e7\u00e3o sexual deveria incluir tamb\u00e9m o respeito e a valoriza\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a, que mostra a cada um a possibilidade de superar o confinamento nos pr\u00f3prios limites para se abrir \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o do outro. Para al\u00e9m de compreens\u00edveis dificuldades que cada um possa viver, \u00e9 preciso ajudar a aceitar o seu corpo como foi criado, porque \u2018uma l\u00f3gica de dom\u00ednio sobre o pr\u00f3prio corpo transforma-se numa l\u00f3gica, por vezes sutil, de dom\u00ednio sobre a cria\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio ter apre\u00e7o pelo pr\u00f3prio corpo na sua feminilidade ou masculinidade, para se poder reconhecer a si mesmo no encontro com o outro que \u00e9 diferente. Assim, \u00e9 poss\u00edvel aceitar com alegria o dom espec\u00edfico do outro ou da outra, obra de Deus criador, e enriquecer-se mutuamente\u2019. S\u00f3 perdendo o medo \u00e0 diferen\u00e7a \u00e9 que uma pessoa pode chegar a libertar-se da iman\u00eancia do pr\u00f3prio ser e do \u00eaxtase por si mesmo. A educa\u00e7\u00e3o sexual deve ajudar a aceitar o pr\u00f3prio corpo, de modo que a pessoa n\u00e3o pretenda \u2018cancelar a diferen\u00e7a sexual, porque j\u00e1 n\u00e3o sabe confrontar-se com ela\u2019\u201d.<br \/>Ao celebrarmos, dentro da Oitava do Natal, a Festa da Sagrada Fam\u00edlia \u00e9 tempo de aprofundar ainda mais a beleza do matrim\u00f4nio e, assim, elevar a Deus uma prece de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo dom desse Sacramento e por todos os que vivem, com edificante exemplo, a santificante vida matrimonial como aut\u00eantica Igreja Dom\u00e9stica. <br \/>Auguro que os ensinamentos do Santo Padre na Amoris Laetitia calem fundo em nossos cora\u00e7\u00f5es. Que a Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, Jesus, Maria e Jos\u00e9, seja nosso modelo de vida e de f\u00e9, hoje e sempre. Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentro da Oitava de Natal, neste ano no dia 30 de dezembro, celebramos a Festa da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9: Jesus, Maria e Jos\u00e9.\u00a0 A celebra\u00e7\u00e3o pode passar um tanto despercebida, pois se localiza entre as alegrias do Natal e do Ano Novo, por\u00e9m recomendamos uma aten\u00e7\u00e3o especial, pois em nossa Arquidiocese inclu\u00edmos, junto com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-20019","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20019"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21118,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20019\/revisions\/21118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}