{"id":19977,"date":"2016-12-15T13:34:14","date_gmt":"2016-12-15T15:34:14","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/12\/15\/natal-na-siria-nem-as-bombas-nem-os-misseis-impedirao-sua-celebracao\/"},"modified":"2017-05-30T16:21:56","modified_gmt":"2017-05-30T19:21:56","slug":"natal-na-siria-nem-as-bombas-nem-os-misseis-impedirao-sua-celebracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/natal-na-siria-nem-as-bombas-nem-os-misseis-impedirao-sua-celebracao\/","title":{"rendered":"Natal na S\u00edria: Nem as bombas nem os m\u00edsseis impedir\u00e3o sua celebra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/navidadenale.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>ROMA,\u00a0 (ACI).- A realidade em Aleppo (S\u00edria) est\u00e1 marcada pelos bombardeios que destroem, acabam com muitas vidas e, por fim, obrigam as pessoas a abandonarem os seus lares. Entretanto, isso n\u00e3o impedir\u00e1 que os crist\u00e3os celebrem o Natal daqui a alguns dias.<\/p>\n<p>Um sacerdote salesiano natural de Aleppo, Pe. Pier Jabloyan, explicou ao Grupo ACI como as pessoas vivem cada dia como se fosse o \u00faltimo e sobre o significado da celebra\u00e7\u00e3o do Natal em uma cidade onde ningu\u00e9m sabe se acordar\u00e1 vivo no dia seguinte.<\/p>\n<p>\u201cO que est\u00e1 acontecendo na cidade \u00e9 um sofrimento geral pela falta de todas as coisas essenciais do homem, como a \u00e1gua, a eletricidade, a gasolina, uma vida normal. N\u00f3s podemos suportar a falta dessas coisas, mas o que n\u00e3o podemos suportar \u00e9 a falta de seguran\u00e7a. Com isto, quero dizer que cada dia em diferentes lugares da cidade cai continuamente uma chuva de bombas e m\u00edsseis\u201d, expressou o Pe. Jabloyan.<\/p>\n<p>Junto com os outros mission\u00e1rios salesianos que decidiram permanecer em Aleppo, o Pe. Jabloyan continua realizando seu trabalho pastoral em um orat\u00f3rio no qual atendem pastoralmente 750 crian\u00e7as, ajudam-nos com a sua educa\u00e7\u00e3o e buscam \u201crealizar as coisas normais em um tempo que n\u00e3o \u00e9 normal e gerar um ambiente pac\u00edfico\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto as bombas caem no orat\u00f3rio vivem momentos de paz, momentos de catecismo, conhecem o Senhor Jesus que \u00e9 o \u00fanico, \u00e9 o nosso salvador. Esta \u00e9 a miss\u00e3o dos salesianos com as pessoas em Aleppo. Somos tantos religiosos que decidimos permanecer como os franciscanos, jesu\u00edtas, as mission\u00e1rias da caridade e tantas congrega\u00e7\u00f5es que est\u00e3o empenhadas em socorrer o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas que n\u00e3o podem viver sem ajuda\u201d.<\/p>\n<p>Em meio a esta situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica, para o Pe. Jabloyan, celebrar o Natal \u00e9 uma coisa \u201cespecial e muito bela\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando falamos do Natal, falamos dos presentes, de alegria, de luzes, de roupa bonita, de coisas externas. Nestes cinco ou seis anos na S\u00edria, vive-se o Natal de um modo essencial, de uma maneira simples, mais \u00edntima e familiar. Para n\u00f3s, basta um pouco de fruta para ter uma festa\u201d, comentou o Pe. Jabloyan.<\/p>\n<p>\u201cPara n\u00f3s, o Natal n\u00e3o \u00e9 algo comercial, nem roupa, jantares ou presentes, mas uma festa ligada \u00e0 vida das pessoas, porque, para n\u00f3s, basta participar da Missa no dia 24 de dezembro, saudar os outros e ver que mais um ano estamos vivos. Nesta guerra feroz, isso j\u00e1 \u00e9 Natal\u201d, manifestou.<\/p>\n<p>O sacerdote comentou que no ano passado, no orat\u00f3rio dos salesianos as pessoas se saudavam enquanto continuavam os bombardeios do lado de fora. \u201cE n\u00f3s diz\u00edamos feliz Natal. O Senhor realmente nasceu para n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>\u201cInclusive em meio \u00e0s bombas, n\u00f3s encontr\u00e1vamos a f\u00e9. Esta \u00e9 a especialidade do Natal, o Senhor nasceu para n\u00f3s. Nasceu pobre para esta humanidade ferida\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O Pe. Jabloyan indicou que neste ano \u201cn\u00e3o procuramos fazer muitas coisas, mas manter um ambiente de festa. Nas igrejas, celebram as Missas \u00e0 tarde porque \u00e0 noite \u00e9 mais perigoso\u201d.<\/p>\n<p>O sacerdote comentou que este ano querem dar roupas de presente \u00e0s crian\u00e7as, porque com a guerra os pre\u00e7os subiram e as fam\u00edlias est\u00e3o sem dinheiro.<\/p>\n<p>Por exemplo, \u201cantes da guerra, um quilo de batata custava entre 10 a 15 libras s\u00edria. Agora, custa 250 libras\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, o Pe. Jabloyan diz que uma das coisas \u201cmais belas\u201d da guerra foi \u201cdescobrir o sentido do cristianismo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um sentido muito grande de abandono nas m\u00e3os do Senhor. Neste tempo de guerra, notei que muitas pessoas perderam a f\u00e9, mas tamb\u00e9m muitas descobriram o sentido da vida e descobriram a f\u00e9. Isto que impulsiona tantas pessoas a viverem cada dia como o \u00faltimo, porque verdadeiramente \u00e9 assim, pois, quando cada pessoa sai de casa, n\u00e3o sabe se voltar\u00e1 ou n\u00e3o\u201d, manifestou o presb\u00edtero.<\/p>\n<p>Antes da guerra, Aleppo era a segunda maior cidade da S\u00edria e o lugar onde se concentrava o poder econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Atualmente, \u00e9 uma das cidades que mais sofreu pela guerra e pelos bombardeios entre os grupos rebeldes, o ex\u00e9rcito do presidente Bashar Al Asad e os ex\u00e9rcitos russo, norte-americano e turco.<\/p>\n<p>O Conselho Local de Aleppo informou que nos \u00faltimos 26 dias morreram 800 pessoas e 3500 ficaram feridas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Acideigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROMA,\u00a0 (ACI).- A realidade em Aleppo (S\u00edria) est\u00e1 marcada pelos bombardeios que destroem, acabam com muitas vidas e, por fim, obrigam as pessoas a abandonarem os seus lares. 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