{"id":19919,"date":"2016-12-14T10:58:34","date_gmt":"2016-12-14T12:58:34","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/12\/14\/a-carta-apostolica-misericordia-et-misera\/"},"modified":"2017-05-05T13:46:35","modified_gmt":"2017-05-05T16:46:35","slug":"a-carta-apostolica-misericordia-et-misera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-carta-apostolica-misericordia-et-misera\/","title":{"rendered":"A Carta Apost\u00f3lica Misericordia et misera"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo domingo do ano lit\u00fargico, dia 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, o Papa Francisco fechou, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, a Porta Santa, aberta h\u00e1 um ano por ocasi\u00e3o do Jubileu Extraordin\u00e1rio da Miseric\u00f3rdia. <br \/>O Jubileu foi celebrado tamb\u00e9m em todas as Dioceses do mundo, que fizeram o encerramento desse tempo santo um domingo antes, e, segundo a Radio Vaticano, informativo de 21\/11\/16, cerca de 950 milh\u00f5es de pessoas (80% dos cat\u00f3licos) passaram pela Porta da Miseric\u00f3rdia nas igrejas, fora aquelas que puderam usufruir das indulg\u00eancias por outros meios: em seu leito de sofrimento, nos pres\u00eddios etc.<br \/>Pois bem, ao final da missa de encerramento do Ano Santo, a t\u00edtulo de conclus\u00e3o desse tempo oportuno (kair\u00f3s) da gra\u00e7a de Deus, o Santo Padre assinou um documento nos presenteando com a Carta Apost\u00f3lica iniciada com as palavras Misericordia et misera \u2013 que significam A Miseric\u00f3rdia e a m\u00edsera. <br \/>A express\u00e3o \u00e9 tirada do coment\u00e1rio de Santo Agostinho ao Evangelho de Jo\u00e3o 8,1-11, que recebe o nome de \u201cO encontro de Jesus com a pecadora\u201d ou de \u201cO Evangelho da mulher ad\u00faltera\u201d, mas, na realidade, \u00e9 o grande encontro da Miseric\u00f3rdia, que \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo, com aquela que, na sua mis\u00e9ria, necessita do perd\u00e3o de Deus a fim de n\u00e3o ser apedrejada e, assim, poder recome\u00e7ar a sua vida. Portanto, a Miseric\u00f3rdia \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus perdoador, e m\u00edsera denomina aquela que est\u00e1 na mis\u00e9ria, desgra\u00e7ada, infeliz, desditosa etc. (cf. Dicion\u00e1rio Completo da L\u00edngua Portuguesa. S. Paulo: Publifolha, 2000). <br \/>Tem ela, al\u00e9m da brev\u00edssima Introdu\u00e7\u00e3o, 22 par\u00e1grafos, sendo o \u00faltimo, usado a t\u00edtulo de conclus\u00e3o, voltado \u00e0 Virgem Maria, a M\u00e3e de Miseric\u00f3rdia, que nos cobre com seu manto e abre os nossos olhos para olharmos melhor para a Divina Miseric\u00f3rdia, que \u00e9 o seu pr\u00f3prio Filho Jesus Cristo (n. 22).<br \/>Esse olhar que o Papa nos convida a ter com a ajuda de Maria Sant\u00edssima foi o que se deu com a mulher acusada de adult\u00e9rio: Jesus n\u00e3o a culpa na frieza da Lei de Mois\u00e9s, mas, a olha a partir do olhar para dentro do cora\u00e7\u00e3o da mulher, que o Senhor perscrutou. A partir da\u00ed, Ele, vendo sua sinceridade interior, a perdoa e d\u00e1-lhe a esperan\u00e7a de futuro. Apesar das fraquezas humanas a que todos estamos sujeitos, deve ela ir em paz e n\u00e3o pecar mais (cf. Jo 8,10-11).<br \/>Na casa de um fariseu que convidou Jesus para a refei\u00e7\u00e3o, aparece outra m\u00edsera que depois de uma vida no pecado se volta para o Senhor da Miseric\u00f3rdia e se p\u00f5e a \u201clavar\u201d os Seus p\u00e9s com as l\u00e1grimas e a enxug\u00e1-los com seus longos cabelos e passar-lhe perfume. Foi perdoada, porque muito amou (cf. Lc 7,36-50). Ali\u00e1s, todo o Evangelho \u00e9 perpassado pela presen\u00e7a misericordiosa de Deus, que, desde o Antigo Testamento, apesar da dureza de cora\u00e7\u00e3o do povo escolhido, se faz misericordioso (cf. \u00cax 34,6; Sal 136\/135) a ponto de mostrar o Senhor Jesus a perdoar os seus pr\u00f3prios algozes e assassinos (cf. Lc 23,34).<br \/>\u00c9 com este pano de fundo b\u00edblico que o Papa Francisco nos convida a n\u00e3o perdermos a alegria e a esperan\u00e7a de sermos alcan\u00e7ados pela miseric\u00f3rdia de Deus em uma cultura de alta tecnologia, mas ao mesmo tempo \u2013 paradoxalmente, podemos dizer \u2013, de solid\u00e3o, tristeza e desespero, inclusive entre os jovens. S\u00e3o palavras do Papa: \u201cH\u00e1 necessidade de testemunhas de esperan\u00e7a e de alegria verdadeira para expulsar as quimeras que prometem uma felicidade f\u00e1cil com para\u00edsos artificiais. O vazio profundo de tanta gente pode ser preenchido pela esperan\u00e7a que trazemos no cora\u00e7\u00e3o e pela alegria que brota dela. H\u00e1 tanta necessidade de reconhecer a alegria que se revela no cora\u00e7\u00e3o tocado pela miseric\u00f3rdia! Por isso, guardemos como um tesouro estas palavras do Ap\u00f3stolo, ainda no clima do III Domingo do Advento, recentemente celebrado: \u2018Alegrai-vos sempre no Senhor\u2019! (Fl 4,4; cf. 1 Ts 5,16)\u201d (n. 3).<br \/>O Papa relembra o per\u00edodo intenso do Jubileu como tempo de perd\u00e3o e de encontro com Deus e com os irm\u00e3os e irm\u00e3s, mas n\u00e3o para a\u00ed: convida-nos a continuarmos a vida de semeadores da miseric\u00f3rdia ao mundo. Isso se faz por meio da celebra\u00e7\u00e3o da Miseric\u00f3rdia, pois, de fato, \u00e9 muito belo ouvir o sacerdote dizer, entre tantas outras refer\u00eancias da Missa, as palavras: \u201cDeus todo poderosos, perdoe os nossos pecados e nos conduza \u00e0 vida eterna\u201d. Sim, por ter todo o poder, o Senhor se faz miseric\u00f3rdia para cada um de n\u00f3s. Contudo, a miseric\u00f3rdia de Deus se manifesta tamb\u00e9m em outros sacramentos ditos \u201cde cura\u201d, ou seja, a Confiss\u00e3o e a Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos, pois nos tiram da morte espiritual e nos devolvem a vida em Cristo Jesus.<br \/>A Palavra de Deus ouvida atentamente na Missa ou fora dela, especialmente na medita\u00e7\u00e3o pessoal pela Lectio Divina \u2013 a leitura orante da Palavra de Deus \u2013, \u00e9 de suma import\u00e2ncia para entendermos melhor o carinho misericordioso do Pai da miseric\u00f3rdia para com cada um de n\u00f3s. Esse conhecimento n\u00e3o \u00e9 te\u00f3rico, mas deve levar-nos \u00e0 pr\u00e1tica das obras de miseric\u00f3rdia, especialmente para com os mais necessitados.<br \/>Pede tamb\u00e9m, com longa insist\u00eancia, que a Confiss\u00e3o sacramental volte a ter, na Igreja, seu lugar de destaque como a via ordin\u00e1ria ou normal da reconcilia\u00e7\u00e3o com Deus, e que os sacerdotes sejam testemunhas dessa mesma miseric\u00f3rdia. Neste tempo de Advento e no Ano Mariano em nosso pa\u00eds esse gesto deve ser ainda mais valorizado. Algu\u00e9m que foi perdoado e porque o foi, pode tamb\u00e9m perdoar. <br \/>S\u00e3o palavras do Papa: \u201cN\u00f3s, confessores, temos experi\u00eancia de muitas convers\u00f5es que ocorrem diante dos nossos olhos. Sintamos, portanto, a responsabilidade de gestos e palavras que possam chegar ao fundo do cora\u00e7\u00e3o do penitente, para que descubra a proximidade e a ternura do Pai que perdoa. N\u00e3o invalidemos estes momentos com comportamentos que possam contradizer a experi\u00eancia da miseric\u00f3rdia que se procura; mas, antes, ajudemos a iluminar o espa\u00e7o da consci\u00eancia pessoal com o amor infinito de Deus (cf. 1 Jo 3,20)\u201d (n. 11).<br \/>Nesse contexto, continua v\u00e1lida a faculdade de todos os sacerdotes absolverem a excomunh\u00e3o decorrente do pecado do aborto. Isso n\u00e3o diminui a gravidade do aborto conscientemente provocado, como se possa pensar, mas abre as portas da reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres arrependidas de t\u00ea-lo cometido, e a todos que intervieram no ato. Isso se l\u00ea no n\u00ba 12 da Carta: \u201cQuero reiterar com todas as minhas for\u00e7as que o aborto \u00e9 um grave pecado, porque p\u00f5e fim a uma vida inocente; mas, com igual for\u00e7a, posso e devo afirmar que n\u00e3o existe algum pecado que a miseric\u00f3rdia de Deus n\u00e3o possa alcan\u00e7ar e destruir, quando encontra um cora\u00e7\u00e3o arrependido, que pede para se reconciliar com o Pai\u201d.<br \/>H\u00e1 ainda um especial convite do Papa Francisco para que se olhe com imenso carinho as fam\u00edlias, come\u00e7ando pelas mais necessitadas, o que \u201crequer, sobretudo por parte do sacerdote, um discernimento espiritual atento, profundo e clarividente, para que toda a pessoa, sem exce\u00e7\u00e3o, em qualquer situa\u00e7\u00e3o que viva, possa sentir-se concretamente acolhida por Deus, participar ativamente na vida da comunidade e estar inserida naquele Povo de Deus que incansavelmente caminha para a plenitude do reino de Deus, reino de justi\u00e7a, de amor, de perd\u00e3o e de miseric\u00f3rdia\u201d (n\u00ba 13). Acolham-se como aqueles que sofrem os diversos males da vida, sem se esquecer das fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de luto com a perda de um ente querido. \u201cA partilha deste momento pelo sacerdote \u00e9 um acompanhamento importante, porque lhe permite viver a proximidade \u00e0 comunidade crist\u00e3 no momento de fraqueza, solid\u00e3o, incerteza e pranto\u201d (n\u00ba 15).<br \/>O Jubileu se encerrou, a porta material da miseric\u00f3rdia foi fechada, mas o Cora\u00e7\u00e3o de Jesus \u2013 a porta da miseric\u00f3rdia por excel\u00eancia \u2013 continua aberto. Da\u00ed o dever de cada um de n\u00f3s realizarmos, com nossos gestos concretos, as obras da miseric\u00f3rdia divina em nossa vida e na dos irm\u00e3os e irm\u00e3s. \u201c\u00c9 a hora de dar espa\u00e7o \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o a prop\u00f3sito da miseric\u00f3rdia para dar vida a muitas obras novas, fruto da gra\u00e7a. A Igreja precisa narrar hoje aqueles \u2018muitos outros sinais\u2019 que Jesus realizou e que \u2018n\u00e3o est\u00e3o escritos\u2019 (Jo 20,30), de modo que sejam express\u00e3o eloquente da fecundidade do amor de Cristo e da comunidade que vive d\u2019Ele. J\u00e1 se passaram mais de dois mil anos, e, todavia, as obras de miseric\u00f3rdia continuam a tornar vis\u00edvel a bondade de Deus\u201d (n\u00ba 18). \u00c9 impulso que o Santo Padre quer dar nessa dire\u00e7\u00e3o neste nosso tempo.<br \/>Somos, de um modo muito especial, chamados a batalhar contra a \u201ccultura da indiferen\u00e7a\u201d, assunto, ali\u00e1s, muito caro ao Papa Francisco, e dentro deste prop\u00f3sito pensar em alguns dos grandes desafios da humanidade, como exposto no n\u00ba 19: \u201cN\u00e3o ter trabalho nem receber um sal\u00e1rio justo, n\u00e3o poder ter uma casa ou uma terra onde habitar, ser discriminados pela f\u00e9, a ra\u00e7a, a posi\u00e7\u00e3o social&#8230; estas e muitas outras s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es que atentam contra a dignidade da pessoa; frente a elas, a a\u00e7\u00e3o misericordiosa dos crist\u00e3os responde, antes de mais nada, com a vigil\u00e2ncia e a solidariedade. Hoje s\u00e3o tantas as situa\u00e7\u00f5es em que podemos restituir dignidade \u00e0s pessoas, consentindo-lhes uma vida humana. Basta pensar em tantos meninos e meninas que sofrem viol\u00eancias de v\u00e1rios tipos, que lhes roubam a alegria da vida. Os seus rostos tristes e desorientados permanecem impressos na minha mente; pedem a nossa ajuda para serem libertados da escravid\u00e3o do mundo contempor\u00e2neo. Estas crian\u00e7as s\u00e3o os jovens de amanh\u00e3; como estamos a prepar\u00e1-las para viverem com dignidade e responsabilidade? Com que esperan\u00e7a podem elas enfrentar o seu presente e o seu futuro\u201d?<br \/>Algu\u00e9m poderia perguntar: mas, afinal, como fazer tudo isso? Os desafios s\u00e3o tantos, que posso eu realizar neste mar de coisas? Como agir? Quando agir? Etc. Em resposta, devemos pedir as luzes do Esp\u00edrito Santo e colocar-nos em uma postura aberta \u2013 agora \u00e9 a vez de abrirmos as portas do nosso cora\u00e7\u00e3o \u2013 a fim de respondermos aos questionamentos acima. O Mestre Interior falar\u00e1 ao cora\u00e7\u00e3o de cada um e de suas comunidades, a fim de que tudo seja concretizado, tendo em vista especialmente o Cristo na pessoa do irm\u00e3o e da irm\u00e3 mais necessitados. \u00c9 o exemplo que nos d\u00e1 a m\u00e3e Maria, que nos acompanha em suas festas durante o tempo do Advento: dizer sim ao Plano de Deus, ou seja, configurar nossa vontade \u00e0 vontade do Senhor.<br \/>O Papa ainda diz: \u201ccomo mais um sinal concreto deste Ano Santo Extraordin\u00e1rio, se deve celebrar em toda a Igreja, na ocorr\u00eancia do XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial dos Pobres. Ser\u00e1 a mais digna prepara\u00e7\u00e3o para bem viver a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que Se identificou com os mais pequenos e os pobres e nos h\u00e1 de julgar sobre as obras de miseric\u00f3rdia (cf. Mt 25,31-46). Ser\u00e1 um Dia que vai ajudar as comunidades e cada batizado a refletir como a pobreza est\u00e1 no \u00e2mago do Evangelho, e tomar consci\u00eancia de que n\u00e3o poder\u00e1 haver justi\u00e7a nem paz social enquanto L\u00e1zaro jazer \u00e0 porta da nossa casa (cf. Lc 16,19-21). Al\u00e9m disso, este Dia constituir\u00e1 uma forma genu\u00edna de nova evangeliza\u00e7\u00e3o (cf. Mt 11,5), procurando renovar o rosto da Igreja na sua perene a\u00e7\u00e3o de convers\u00e3o pastoral para ser testemunha da miseric\u00f3rdia\u201d (n. 21).<br \/>\u00c9 importante que leiamos o documento por inteiro, que \u00e9 muito rico e tem muito mais assuntos. Por\u00e9m, ao concluir esta breve reflex\u00e3o, fa\u00e7o minhas as pr\u00f3prias palavras do Papa Francisco, em forma de b\u00ean\u00e7\u00e3o e de ora\u00e7\u00e3o: \u201cQue o Esp\u00edrito Santo nos ajude a estar sempre prontos a prestar de forma efetiva e desinteressada a nossa contribui\u00e7\u00e3o, para que a justi\u00e7a e uma vida digna n\u00e3o permane\u00e7am meras palavras de circunst\u00e2ncia, mas sejam o compromisso concreto de quem pretende testemunhar a presen\u00e7a do Reino de Deus\u201d (n\u00ba 19).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo domingo do ano lit\u00fargico, dia 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, o Papa Francisco fechou, na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, a Porta Santa, aberta h\u00e1 um ano por ocasi\u00e3o do Jubileu Extraordin\u00e1rio da Miseric\u00f3rdia. 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