{"id":19904,"date":"2016-12-13T12:51:03","date_gmt":"2016-12-13T14:51:03","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/12\/13\/vencer-o-iceberg-do-egoismo\/"},"modified":"2017-05-05T13:51:55","modified_gmt":"2017-05-05T16:51:55","slug":"vencer-o-iceberg-do-egoismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/vencer-o-iceberg-do-egoismo\/","title":{"rendered":"Vencer o iceberg do ego\u00edsmo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Da misteriosa encarna\u00e7\u00e3o, compreendida aos olhos da f\u00e9, \u00e9 que vem a inigual\u00e1vel energia para vencer e ultrapassar todas as barreiras que contrariam a vontade de Deus: a energia do amor. Neste tempo que antecede o Natal, estamos todos ansiosos pela chegada do Menino Jesus, t\u00e3o pequeno na gruta de Bel\u00e9m, e que entrou no mundo como uma crian\u00e7a fr\u00e1gil, vivendo na sociedade de seu tempo, filho de Maria de Nazar\u00e9 e do humilde carpinteiro Jos\u00e9, querendo, evidentemente, desmanchar o iceberg do orgulho e do ego\u00edsmo, amparado pelo emblem\u00e1tico manto da ternura, da justi\u00e7a e da paz. Misteriosamente, sem que as pessoas conseguissem identificar em toda a sua plenitude, Ele carregava consigo uma profunda impress\u00e3o: a natureza divina \u2013 \u00c9 o Verbo de Deus que se encarnou e veio se estabelecer entre n\u00f3s.[1]<br \/>No contexto da obra salv\u00edfica e redentora do nosso bom Deus, mist\u00e9rio a dominar e encantar a hist\u00f3ria da humanidade, somos convidados sempre mais a apreciar: \u201cAo nome de Jesus todo joelho se dobre no c\u00e9u, na terra e abaixo da terra, e toda l\u00edngua proclame bem alto, para a gl\u00f3ria de Deus Pai, que Jesus Cristo \u00e9 o Senhor\u201d.[2] O Cardeal Alo\u00edsio Lorscheider, no sentido profundamente belo quanto inef\u00e1vel, afirma, a partir do mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o do Filho de Deus, de um modo encantador e ao mesmo tempo paradoxal, que \u201cJesus \u00e9 a majestade divina despojada, aniquilada por n\u00f3s, \u00e9 tamb\u00e9m a nulidade humana, em certo sentido, divinizada. Vemos o nosso nada subir no trono de Deus, enquanto Deus desce \u00e0s nossas manjedouras; e quem realiza esse prod\u00edgio de onipot\u00eancia, de amor, de glorifica\u00e7\u00e3o e de humilha\u00e7\u00e3o \u00e9 Jesus\u201d.[3] <br \/>O que o mundo prop\u00f5e n\u00e3o deve ser causa de alegria. Alegria de verdade encontramos no Evangelho como uma palavra de ordem: \u201cEis que eu anuncio uma grande alegria, que ser\u00e1 para todo o povo\u201d.[4] E qual \u00e9 mesmo a alegria no sentido mais profundo? \u201cEncontramo-la no mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o, no nascimento do Filho de Deus. A n\u00f3s, crist\u00e3os, cabe exultar e, ao mesmo tempo, contemplar, associados aos anjos que povoaram os c\u00e9us naquela noite memor\u00e1vel, no inexprim\u00edvel e misterioso coro: \u201cGl\u00f3ria a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade\u201d.<br \/>O Papa Francisco alimenta no mais \u00edntimo do \u00edntimo, no convite do ap\u00f3stolo Paulo: \u201cAlegrai-vos sempre no Senhor\u201d. O Senhor est\u00e1 pr\u00f3ximo! N\u00e3o \u00e9 uma alegria superficial ou puramente emotiva, nem sequer aquela mundana ou do consumismo, mas trata-se de uma verdadeira alegria, da qual somos chamados a redescobrir o sabor\u201d,[5] numa fervorosa s\u00faplica, em que cesse a falta de amor, a insensibilidade e a indiferen\u00e7a por um mundo mais inclusivo, segundo o desejo de Francisco. Assim seja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da misteriosa encarna\u00e7\u00e3o, compreendida aos olhos da f\u00e9, \u00e9 que vem a inigual\u00e1vel energia para vencer e ultrapassar todas as barreiras que contrariam a vontade de Deus: a energia do amor. 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