{"id":19682,"date":"2016-11-30T14:32:57","date_gmt":"2016-11-30T16:32:57","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/11\/30\/o-que-a-igreja-ensina-a-respeito-da-fecundacao-artificial\/"},"modified":"2017-05-30T16:24:43","modified_gmt":"2017-05-30T19:24:43","slug":"o-que-a-igreja-ensina-a-respeito-da-fecundacao-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-que-a-igreja-ensina-a-respeito-da-fecundacao-artificial\/","title":{"rendered":"O que a Igreja ensina a respeito da fecunda\u00e7\u00e3o artificial?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/1m4pkiilkktyv7ltz.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Saiba qual \u00e9 o ser\u00edssimo problema moral desta t\u00e9cnica t\u00e3o comum em nossos laborat\u00f3rios<\/p>\n<p>O que a Igreja ensina a respeito da fecunda\u00e7\u00e3o artificial?<\/p>\n<p>Campos de concentra\u00e7\u00e3o para eliminar pessoas? Certamente, muitos de n\u00f3s ficar\u00edamos horrorizados s\u00f3 em pensar na ideia. No entanto, damos de ombros para o fato de que, atrav\u00e9s da fertiliza\u00e7\u00e3o \u201cin vitro\u201d, milhares de seres humanos sejam arbitrariamente manipulados e selecionados para morrer. Assista a este novo epis\u00f3dio de \u201cA Resposta Cat\u00f3lica\u201d e saiba qual o ser\u00edssimo problema moral dessa t\u00e9cnica infelizmente t\u00e3o comum em nossos laborat\u00f3rios.<br \/>A fecunda\u00e7\u00e3o artificial, tamb\u00e9m denominada \u201cin vitro\u201d, consiste na fecunda\u00e7\u00e3o de um \u00f3vulo em proveta, fora portanto do corpo da mulher. Nisso o procedimento \u00e9 diferente da \u201cinsemina\u00e7\u00e3o artificial\u201d, que acontece mediante a transfer\u00eancia, nas vias genitais da mulher, do esperma previamente recolhido. O ju\u00edzo moral a respeito de ambas as pr\u00e1ticas \u00e9 negativo, de acordo com o Magist\u00e9rio da Igreja, mas, neste epis\u00f3dio de \u201cA Resposta Cat\u00f3lica\u201d, apenas a fecunda\u00e7\u00e3o artificial ser\u00e1 objeto de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Vejamos, ent\u00e3o, por que raz\u00f5es a Igreja se manifesta contr\u00e1ria a essa t\u00e9cnica de procria\u00e7\u00e3o. Os argumentos para rejeitar a fecunda\u00e7\u00e3o \u201cin vitro\u201d podem ser condensados basicamente em dois, os quais s\u00e3o expressos em duas importantes declara\u00e7\u00f5es do Magist\u00e9rio recente da Igreja. Deixamos transcritos abaixo os trechos que consideramos mais relevantes para a abordagem integral da quest\u00e3o.<br \/>1. \u201cUm ponto preliminar para o ju\u00edzo moral acerca de tais t\u00e9cnicas \u00e9 constitu\u00eddo pela considera\u00e7\u00e3o das circunst\u00e2ncias e das conseq\u00fc\u00eancias que elas comportam em rela\u00e7\u00e3o ao respeito devido ao embri\u00e3o humano. A consolida\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica da fecunda\u00e7\u00e3o in vitro exigiu in\u00fameras fecunda\u00e7\u00f5es e destrui\u00e7\u00f5es de embri\u00f5es humanos. Ainda hoje, pressup\u00f5e habitualmente uma hiperovula\u00e7\u00e3o da mulher: v\u00e1rios \u00f3vulos s\u00e3o extra\u00eddos, fecundados e, a seguir, cultivados in vitro por alguns dias. Normalmente, nem todos s\u00e3o inoculados nas vias genitais da mulher; alguns embri\u00f5es, comumente chamados \u2018excedentes\u2019, s\u00e3o destru\u00eddos ou congelados. Entre os embri\u00f5es implantados, \u00e0s vezes alguns s\u00e3o sacrificados por diversas raz\u00f5es eug\u00eanicas, econ\u00f4micas ou psicol\u00f3gicas. Tal destrui\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de seres humanos ou a sua utiliza\u00e7\u00e3o para diversos fins, em detrimento da sua integridade e da sua vida, \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 doutrina j\u00e1 recordada, a prop\u00f3sito do aborto provocado.<\/p>\n<p>Freq\u00fcentemente verifica-se uma rela\u00e7\u00e3o entre fecunda\u00e7\u00e3o in vitro e elimina\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de embri\u00f5es humanos. Isso \u00e9 significativo: com esta maneira de proceder, de finalidades aparentemente opostas, a vida e a morte acabam submetidas \u00e0s decis\u00f5es do homem que, dessa forma, vem a se constituir doador arbitr\u00e1rio de vida ou de morte. Esta din\u00e2mica de viol\u00eancia e de dom\u00ednio pode permanecer despercebida por parte daqueles mesmos que, querendo utiliz\u00e1-la, a ela se sujeitam. Um ju\u00edzo moral acerca do FIVET (fecunda\u00e7\u00e3o in vitro e transfer\u00eancia do embri\u00e3o) deve levar em considera\u00e7\u00e3o os dados de fato aqui recordados e a fria l\u00f3gica que os liga: a mentalidade abortista que o tornou poss\u00edvel, conduz assim, inevitavelmente, ao dom\u00ednio por parte do homem sobre a vida e a morte dos seus semelhantes, que pode levar a uma eugenia radical.<\/p>\n<p>No entanto, abusos deste tipo n\u00e3o eximem de uma aprofundada e ulterior reflex\u00e3o \u00e9tica acerca das t\u00e9cnicas de procria\u00e7\u00e3o artificial consideradas em si mesmas, abstra\u00e7\u00e3o feita, tanto quanto poss\u00edvel, da destrui\u00e7\u00e3o dos embri\u00f5es produzidos in vitro.\u201d (Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, Instru\u00e7\u00e3o Donum Vitae, sobre o respeito \u00e0 vida humana nascente e a dignidade da procria\u00e7\u00e3o, de 22 de fevereiro de 1987)<\/p>\n<p>2. \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 eticamente inaceit\u00e1vel para a Igreja a dissocia\u00e7\u00e3o da procria\u00e7\u00e3o do contexto integralmente pessoal do ato conjugal, pois a procria\u00e7\u00e3o humana \u00e9 um ato pessoal do casal homem-mulher, que n\u00e3o admite nenhuma forma de delega\u00e7\u00e3o substitutiva. A aceita\u00e7\u00e3o pac\u00edfica da alt\u00edssima taxa abortiva das t\u00e9cnicas de fecunda\u00e7\u00e3o in vitro demonstra eloquentemente que a substitui\u00e7\u00e3o do ato conjugal por um procedimento t\u00e9cnico \u2013 al\u00e9m de n\u00e3o ser conforme ao respeito devido \u00e0 procria\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se reduz \u00e0 simples dimens\u00e3o reprodutiva \u2013 contribui para enfraquecer a consci\u00eancia do respeito devido a cada ser humano. O reconhecimento de tal respeito \u00e9 favorecido pela intimidade dos esposos, animada pelo amor conjugal.<\/p>\n<p>A Igreja reconhece a legitimidade do desejo de ter um filho e compreende os sofrimentos dos c\u00f4njuges angustiados com problemas de infertilidade. Tal desejo, por\u00e9m, n\u00e3o pode antepor-se \u00e0 dignidade de cada vida humana, a ponto de assumir o dom\u00ednio sobre a mesma. O desejo de um filho n\u00e3o pode justificar a \u2018produ\u00e7\u00e3o\u2019, assim como o desejo de n\u00e3o ter um filho j\u00e1 concebido n\u00e3o pode justificar o seu abandono ou destrui\u00e7\u00e3o.\u201d (Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, Instru\u00e7\u00e3o Dignitas Personae, sobre algumas quest\u00f5es de bio\u00e9tica, 8 de setembro de 2008, n. 16)<\/p>\n<p>O Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica lembra, enfim, aos casais que n\u00e3o podem gerar filhos que \u201ca esterilidade f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 um mal absoluto\u201d (n. 2379). Embora constitua um fato particularmente doloroso, unidos ao sacrif\u00edcio de Cristo, os nossos sofrimentos adquirem valor redentor. Al\u00e9m disso, mesmo \u00e0queles casais que n\u00e3o podem oferecer \u00e0 Igreja filhos gerados de seu pr\u00f3prio ventre, permanece vivo o apelo de Cristo para que se tornem efetivamente pais espirituais, gerando filhos j\u00e1, n\u00e3o para este mundo terreno e passageiro, mas para a vida vindoura e eterna.<\/p>\n<p>(via Pe. Paulo Ricardo)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba qual \u00e9 o ser\u00edssimo problema moral desta t\u00e9cnica t\u00e3o comum em nossos laborat\u00f3rios O que a Igreja ensina a respeito da fecunda\u00e7\u00e3o artificial? Campos de concentra\u00e7\u00e3o para eliminar pessoas? Certamente, muitos de n\u00f3s ficar\u00edamos horrorizados s\u00f3 em pensar na ideia. 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