{"id":1954,"date":"2023-07-25T00:00:00","date_gmt":"2023-07-25T03:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-cristovao\/"},"modified":"2023-01-02T17:06:02","modified_gmt":"2023-01-02T20:06:02","slug":"sao-cristovao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-cristovao\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Crist\u00f3v\u00e3o, antes do batismo, chamava-se R\u00e9probo, por\u00e9m, depois, se chamou Crist\u00f3v\u00e3o, que \u00e9 o mesmo que dizer aquele que carrega Cristo, pois ele carregou Cristo em seus ombros, transportando-o e guiando-o; em seu corpo, tornando-o esqu\u00e1lido; em sua mente, pela devo\u00e7\u00e3o; e em sua boca, confessando-o e pregando a sua mensagem.<\/p>\n<p>Crist\u00f3v\u00e3o era de linhagem Canan\u00e9ia, de estatura elevada e ereta, rosto feio e apar\u00eancia assustadora. Tinha doze c\u00fabitos de comprimento, e lemos em algumas hist\u00f3rias que, quando estava a servi\u00e7o do rei de Cana\u00e3, vivendo junto a ele, veio-lhe \u00e0 mente procurar o maior pr\u00edncipe existente no mundo e a ele servir e obedecer. E foi t\u00e3o longe, que encontrou o leg\u00edtimo grande rei, cuja fama geralmente era de que seria o maior do mundo. E quando este rei o viu, tomou-o para o seu servi\u00e7o e o fez habitar em sua corte. Certa vez, um menestrel cantou perante ele uma can\u00e7\u00e3o na qual citava constantemente o dem\u00f4nio, e o rei, que era um homem crist\u00e3o, ao ouvi-lo mencionar o dem\u00f4nio, tra\u00e7ou o sinal da cruz em sua fronte. E quando Crist\u00f3v\u00e3o viu isso, ficou curioso em saber que sinal seria aquele e para que o rei o fizera, e lhe perguntou isso. E por que o rei n\u00e3o lhe queria responder, ele disse: Se n\u00e3o me disserdes, n\u00e3o mais habitarei convosco. Ent\u00e3o o rei lhe explicou, dizendo: Sempre que ou\u00e7o mencionarem o dem\u00f4nio, temo que ele possa ter poder sobre mim, e eu me previno contra ele com este sinal, a fim de que n\u00e3o me fa\u00e7a mal e n\u00e3o me perturbe. Ent\u00e3o, Crist\u00f3v\u00e3o lhe disse. Temeis que o dem\u00f4nio vos possa fazer mal? Ent\u00e3o, o dem\u00f4nio \u00e9 mais poderoso e maior do que v\u00f3s. Por isso, fui enganado em minha esperan\u00e7a e em meu plano, pois supunha ter encontrado o maior e o mair poderoso senhor do mundo, mas eu vos recomendo a Deus, porque vou procura-lo para que seja o meu senhor, e eu, o seu servo.<\/p>\n<p>Em seguida, ele se despediu daquele rei e apressou-se a ir em busca do dem\u00f4nio. E quando passava por um grande deserto, avistou um grande s\u00e9q\u00fcito de cavalheiros, no meio dos quais se destacava um cavalheiro cruel e horr\u00edvel que, aproximando-se dele, lhe perguntou qual era o seu destino, e Crit\u00f3v\u00e3o, respondendo, disse-lhe: \u0091Estou \u00e0 procura do dem\u00f4nio, para que seja o meu senhor\u0092. E ele lhe respondeu: \u0091Eu sou quem procuras\u0092. Ent\u00e3o, Crist\u00f3v\u00e3o ficou contente, pediu-lhe para ser seu servo perp\u00e9tuo e o tomou como seu mestre e senhor. E indo os dois juntos pelo mesmo caminho, encontraram nele uma cruz erguida. O dem\u00f4nio, ao avistar a cruz, logo ficou apavorado e fugiu, deixando o caminho normal, e, fazendo um grande desvio, fez Crist\u00f3v\u00e3o passar por um deserto \u00e1rido. Mais trade, quando j\u00e1 haviam contornado a cruz, reconduziu-o ao caminho principal que haviam deixado. Quando Crist\u00f3v\u00e3o perguntou porque hesitara e abandonara o caminho principal e limpo e entrara num deserto assim t\u00e3o \u00e1rido, o dem\u00f4nio n\u00e3o quis lhe explicar de forma alguma. Ent\u00e3o, Crist\u00f3v\u00e3o lhe disse: \u0091Se n\u00e3o me disseres, separar-me-ei imediatamente de ti e n\u00e3o mais te servirei\u0092. Ao que o dem\u00f4nio se viu obrigado a lhe contar, dizendo-lhe: \u0091Havia um homem chamado Cristo que foi suspenso numa cruz, e, quando vejo o seu sinal, fico apavorado e fujo dele, onde quer que o veja\u0092. Crist\u00f3v\u00e3o disse-lhe: \u0091Ent\u00e3o, ele \u00e9 maior e mais poderoso que tu, j\u00e1 que tens medo do seu sinal, e eu, agora, por n\u00e3o ter encontrado o maior senhor do mundo, compreendo bem que trabalhei em v\u00e3o. E eu n\u00e3o mais servirei a ti; segue, pois, teu caminho, pois eu vou \u00e0 procura de Cristo\u0092.<\/p>\n<p>E ap\u00f3s ter, durante muito tempo, procurado e perguntado onde poderia encontrar Cristo, finalmente, chegou a um grande deserto, at\u00e9 onde habitava um eremita, e este lhe falou de Jesus Cristo e o instruiu diligentemente na f\u00e9 e lhe disse: \u0091Este Rei a quem desejas servir pede o servi\u00e7o de jejuares muitas vezes\u0092. E Crist\u00f3v\u00e3o lhe disse: \u0091Pede de mim qualquer outra coisa, que eu a farei, pois o que me pedes eu n\u00e3o farei\u0092. E o eremita lhe disse: \u0091Ent\u00e3o, deves vigiar e orar constantemente\u0092. E Crist\u00f3v\u00e3o lhe disse: \u0091N\u00e3o sei o que isto seja. N\u00e3o farei tal coisa\u0092. Ent\u00e3o o eremita lhe disse: \u0091Conheces aquele rio assim e assim, onde muitos pereceram e se perderam?\u0092 Ao que Crist\u00f3v\u00e3o respondeu: \u0091Conhe\u00e7o-o muito bem\u0092. Ent\u00e3o lhe disse o eremita: \u0091Como \u00e9s de estatura nobre, elevada e forte em teus membros, deves morar perto daquele rio, e transportar\u00e1s pelo mesmo todos quantos por ele precisarem passar, o que ser\u00e1 algo muito agrad\u00e1vel a Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem desejas servir, e eu espero que Ele se mostrar\u00e1 a ti\u0092. Ent\u00e3o disse Crist\u00f3v\u00e3o: \u0091Sem d\u00favida, este servi\u00e7o eu posso muito bem executar, e eu prometo a ele que o farei\u0092. Em seguida, Crist\u00f3v\u00e3o foi at\u00e9 aquele rio e l\u00e1 construiu uma morada para si e carregava nas m\u00e3os uma grande vara, \u00e0 guisa de bast\u00e3o, para se apoiar dentro da \u00e1gua, e assim transportava toda sorte de pessoas, sem parar. E l\u00e1 habitou, executando esse trabalho, durante muitos dias.<\/p>\n<p>E certa vez, quando dormia em sua choupana, ouviu uma voz de crian\u00e7a que o chamava e dizia: \u0091Crist\u00f3v\u00e3o, sai de dentro e vem carregar-me at\u00e9 a outra margem\u0092. Ent\u00e3o, levantou-se e saiu, por\u00e9m n\u00e3o viu ningu\u00e9m. E voltando de novo para dentro da casa, ouviu a mesma voz, correu para fora e n\u00e3o avistou ningu\u00e9m. Pela terceira vez, foi ele chamado e, saindo, viu uma crian\u00e7a \u00e0 beira do rio, que lhe pediu por favor que o transportasse para a outra margem. Ent\u00e3o, Crist\u00f3v\u00e3o p\u00f4s aquela crian\u00e7a aos ombros, apanhou o bast\u00e3o e entrou no rio para atravessa-lo. E a \u00e1gua do rio subiu e aumentava cada vez mais; e a crian\u00e7a pesava como chumbo, e a cada passo que dava rumo ao centro do rio, a \u00e1gua aumentava e crescia cada vez mais, e a crian\u00e7a tornava-se mais pesada ainda, a tal ponto que Crist\u00f3v\u00e3o ficou muito angustiado e temia vir a afogar-se. Por fim, conseguiu escapar daquela situa\u00e7\u00e3o com grande esfor\u00e7o, fez a travessia e colocou a crian\u00e7a no ch\u00e3o, e disse a ela: \u0091Menino, puseste-me num grande perigo; pesas tanto como se tivesse o mundo sobre os meus ombros: n\u00e3o poderia carregar um peso maior\u0092. E o menino respondeu: \u0091Crist\u00f3v\u00e3o, n\u00e3o te espantes, pois n\u00e3o s\u00f3 carregaste o mundo inteiro em teus ombros, como tamb\u00e9m carregaste Aquele que criou e fez o mundo inteiro. Eu sou Jesus Cristo, o Rei, a quem serves neste mundo. E para que saibas que digo a verdade, p\u00f5e teu bast\u00e3o no ch\u00e3o, junto \u00e0 tua casa, e amanh\u00e3 ver\u00e1s que ele estar\u00e1 coberto de flores e de frutos\u0092. E desapareceu de repente de sua vista. Ent\u00e3o, Crist\u00f3v\u00e3o colocou o bast\u00e3o na terra, e, quando levantou de manh\u00e3, encontrou-o parecido com uma palmeira, carregado de flores, folhas e t\u00e2maras.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, Crist\u00f3v\u00e3o se dirigiu at\u00e9 a cidade de L\u00edcia e n\u00e3o conseguia entender a linguagem de seus habitantes. Ent\u00e3o, orou ao Senhor, para que fizesse com que pudesse entende-los, e assim fez. E enquanto estava rezando, os ju\u00edzes pensavam que estivesse louco, e o deixaram l\u00e1 sozinho. Ent\u00e3o, quando Crist\u00f3v\u00e3o p\u00f4de entender o que diziam, cobriu o semblante e foi at\u00e9 o lugar onde costumavam martirizar os crist\u00e3os, e os confortou em nome do Senhor. Ent\u00e3o, os ju\u00edzes bateram-lhe na face, e Crist\u00f3v\u00e3o lhes disse: \u0091Se eu n\u00e3o fosse crist\u00e3o, eu vingaria esta ofensa\u0092. Ent\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o arremessou o seu bast\u00e3o no ch\u00e3o e pediu ao Senhor que, para converter aquelas pessoas, ele devia se cobrir de flores e de frutos. E logo assim sucedeu. E ent\u00e3o, converteu oito mil pessoas. E o rei enviou dois cavaleiros para que o trouxessem, e o encontraram orando, e n\u00e3o ousaram lhe dizer isso. E logo em seguida, o rei mandou muitos outros cavalheiros e logo se puseram a rezar com ele. E quando Crist\u00f3v\u00e3o se ergueu, disse a eles: \u0091O que procurais?\u0092 E ao verem o seu semblante, lhe disseram: \u0091O rei nos mandou aqui, a fim de amarra-lo e conduzi-lo at\u00e9 ele\u0092. E Crist\u00f3v\u00e3o lhes disse: \u0091Se eu quisesse, n\u00e3o poder\u00edeis me levar at\u00e9 ele, amarrado ou solto\u0092. E eles lhe disseram: \u0091Se quiseres seguir o teu caminho, vai livre, para onde quiseres. E n\u00f3s diremos ao rei que n\u00e3o te encontramos\u0092. \u0091Assim n\u00e3o ser\u00e1\u0092, disse-lhes ele, \u0091mas eu irei convosco\u0092. Ent\u00e3o, ele os converteu \u00e0 F\u00e9, e ordenou-lhes que deviam lhe atar as m\u00e3os \u00e0s costas e conduzi-lo assim amarrado \u00e0 presen\u00e7a do rei. E quando o rei o avistou, ficou apavorado e caiu do trono. E os servos o ergueram novamente. Ent\u00e3o, o rei perguntou pelo seu nome e pela sua p\u00e1tria. E Crist\u00f3v\u00e3o lhe respondeu: \u0091Antes de ser batizado, eu me chamava R\u00e9probo, e depois, eu sou Crist\u00f3v\u00e3o; antes do batismo, um cananeu; agora um crist\u00e3o\u0092. Ao que disse o rei: Tens um nome tolo, isto \u00e9, o nome de Cristo crucificado, que n\u00e3o conseguiu livrar-se e n\u00e3o pode ser-te \u00fatil. Como, pois, maldizes os cananeus, por que n\u00e3o sacrificas aos nossos deuses?\u0092 Crist\u00f3v\u00e3o respondeu-lhe: \u0091Com raz\u00e3o te chamas Dagnus, pois \u00e9s a morte do mundo e o companheiro do dem\u00f4nio, e os teus deuses s\u00e3o obras de m\u00e3os humanas\u0092. E o rei lhe disse: \u0091Foste alimentado entre animais selvagens e por isso s\u00f3 podes falar uma linguagem rude e palavras desconhecidas dos homens. E agora, se quiseres sacrificar aos deuses, dar-te-ei grandes presentes e grandes honrarias, e se n\u00e3o quiseres, destruir-te-ei e acabarei contigo, no meio de grandes sofrimentos e torturas\u0092. Mas, apesar de tudo isso, ele n\u00e3o se disp\u00f4s, de forma alguma, a sacrificar, por isso ele foi mandado para a pris\u00e3o, e o rei mandou decapitar outros cavaleiros que havia mandado busc\u00e1-lo, e a quem ele convertera.<\/p>\n<p>&#8220;Em seguida, o rei mandou levar para dentro da pris\u00e3o de Crist\u00f3v\u00e3o duas mulheres bonitas, uma das quais se chamava Nic\u00e9ia e a outra Aquilina, e prometeu a elas grandes presentes caso conseguissem fazer com que Crist\u00f3v\u00e3o pecasse com elas. Quando Crist\u00f3v\u00e3o notou isso, prostrou-se em ora\u00e7\u00e3o, e ao ser for\u00e7ado por elas, que o abra\u00e7aram para que se resolvesse a agir, ele se ergueu e disse: \u0091O que procurais? Para que fim aqui viestes?\u0092 E elas, ficando assustadas com seu aspecto e com a express\u00e3o clara do seu semblante, disseram: \u0091\u00d3 santo de Deus, compadecei-vos de n\u00f3s, a fim de que creiamos neste Deus que pregais\u0092. E quando o rei ouviu isso, ordenou que as duas fossem retiradas de l\u00e1 e trazidas \u00e0 sua presen\u00e7a. E lhes disse: \u0091Fostes enganadas. Mas conjuro-vos pelos meus deuses que, se n\u00e3o sacrificardes a eles, sereis imediatamente castigadas com uma morte horr\u00edvel\u0092. E elas lhe disseram: \u0091Se quiserdes que sacrifiquemos, ordenai que o lugar fique livre e que todas as pessoas se re\u00fanam no templo\u0092. Quando isso foi feito, elas entraram no templo, tomaram os cintos e os colocaram em volta do pesco\u00e7o dos deuses e os arrastaram at\u00e9 o ch\u00e3o, e os fizeram em peda\u00e7os. E disseram aos que estavam presentes: \u0091Chamai os m\u00e9dicos e os que trabalham com sanguessugas para que curem os vossos deuses\u0092. Ent\u00e3o, por ordem do rei, Aquilina foi enforcada, e uma enorme pedra foi amarrada e suspensa aos seus p\u00e9s, de modo que os seus membros foram quebrados de modo horr\u00edvel. E quando estava morta e passou para o Senhor, sua irm\u00e3 Nic\u00e9ia foi atirada a uma grande fogueira, por\u00e9m ela conseguiu sair ilesa, intacta. Ent\u00e3o eles mandaram decepar-lhe a cabe\u00e7a \u00e0 for\u00e7a e assim sofreu a morte.<\/p>\n<p>A seguir, Crist\u00f3v\u00e3o foi trazido \u00e0 presen\u00e7a do rei. Este ordenou que fosse torturado com varas de ferro e colocada em sua cabe\u00e7a uma cruz de ferro em brasa. Em seguida, ap\u00f3s mandar fazer um recipiente de ferro e p\u00f4r Crist\u00f3v\u00e3o amarrado dentro dele, ordenou que colocassem fogo por baixo, e o enchessem de piche. Mas o recipiente se derreteu como cera, e Crist\u00f3v\u00e3o saiu sem qualquer ferimento ou queimadura. E o ver isso, o rei ordenou que fosse amarrado a um poste resistente e fosse crivado de flechas por quarenta arqueiros. Contudo, nenhum daqueles arqueiros conseguiu acert\u00e1-lo, pois as flechas ficavam im\u00f3veis no ar, pr\u00f3ximas a ele, sem toca-lo. Ent\u00e3o o rei, imaginando que tivesse sido atravessado pelas flechas dos arqueiros, dirigiu-se at\u00e9 ele para ficar bem perto. E uma das flechas, virando-se repentinamente no ar, atingiu-o num dos olhos, deixando-o cego. Crist\u00f3v\u00e3o disse-lhe: \u0091Tirano, vou morrer amanh\u00e3. Fazei um pouco de lama misturada ao meu sangue e ungi com ela vosso olho e sereis curado\u0092. Ent\u00e3o, \u00e0 ordem do rei, ele foi levado para que lhe cortassem a cabe\u00e7a. Fez a sua ora\u00e7\u00e3o, e a cabe\u00e7a lhe foi decepada, e assim sofreu o mart\u00edrio. E o rei ent\u00e3o pegou um pouco do seu sangue e o colocou na vista, e disse: \u0091Em nome de Deus e de S. Crist\u00f3v\u00e3o\u0092 e logo ficou curado. Ent\u00e3o o rei acreditou em Deus e deu ordens para que, se qualquer pessoa culpasse a Deus ou a S. Crist\u00f3v\u00e3o, deveria ser imediatamente morto \u00e0 espada.<\/p>\n<p>Esta \u00e9, com algumas altera\u00e7\u00f5es, a hist\u00f3ria de S. Crist\u00f3v\u00e3o, extra\u00edda da Legenda \u00c1urea, da forma como foi traduzida para o ingl\u00eas por William Caxton, uma hist\u00f3ria conhecida em toda a cristandade, tanto no Oriente como no Ocidente. Dela surgiu a cren\u00e7a popular de que todo aquele que contemplasse uma imagem do santo naquele dia n\u00e3o sofreria mal algum: cren\u00e7a essa que foi respons\u00e1vel pela coloca\u00e7\u00e3o de grandes est\u00e1tuas e afrescos que o representavam na parte oposta \u00e0 entrada das igrejas (algumas das quais ainda existem em nosso pr\u00f3prio pa\u00eds), de forma que todos os que entrassem pudessem v\u00ea-la. Ele era o santo padroeiro dos viajantes, sendo invocado contra os perigos representados pelas \u00e1guas, tempestades e pragas. E, em \u00e9pocas mais recentes, encontrou uma popularidade renovada como padroeiro dos motoristas.<\/p>\n<p>A lenda de S. Crist\u00f3v\u00e3o s\u00f3 assumiu a sua forma final na Idade M\u00e9dia: seu nome latino Christophorus (o que leva Cristo), al\u00e9m de ter um significado espiritual, recebeu tamb\u00e9m um significado material. A hist\u00f3ria foi enfeitada pela vitalidade da fantasia medieval. Excluindo-se o fato de ter existido, realmente, um m\u00e1rtir de nome Crist\u00f3v\u00e3o, nada se sabe ao certo a respeito do mesmo: O Martirol\u00f3gio Romano diz que ele sofreu o mart\u00edrio na L\u00edcia, sob o Imperador D\u00e9cio, morto por flechas e decapitado, ap\u00f3s sair ileso das chamas.<\/p>\n<p>Os muitos pontos interessantes que surgem em conex\u00e3o com S. Crist\u00f3v\u00e3o s\u00e3o amplamente discutidos pelo Dr. R. Hindringer, no Lexikon fur Theologie und Kirche, vol. II, cols. 934-936, e por H.F. Rosenfeld, der ht. Christophorus (1937). Houve indubitavelmente um S. Crist\u00f3v\u00e3o, cujo culto estava bastante difundido no Oriente e no Ocidente. Uma igreja na Bit\u00ednia lhe foi dedicada em 452. A lenda primitiva nos conta a respeito da procura de um mestre por parte de S. Crist\u00f3v\u00e3o ou sobre o seu trabalho de transportar os viajantes atrav\u00e9s dos rios, por\u00e9m, sua estatura gigante e seu aspecto assustador s\u00e3o amplamente descritos, bem como o seu bast\u00e3o que cresceu e floresceu, quando atirado ao ch\u00e3o. O incidente com Aquilina e sua companheira \u00e9, tamb\u00e9m, colocado em evid\u00eancia, e temos a mesma s\u00e9rie absurda de tentativas infrut\u00edferas para levar o m\u00e1rtir \u00e0 morte. Os textos latinos e grego da lenda primitiva, em diversas revis\u00f5es, foram publicados em Acta Sanotorun, julho, vol. VI; em Analecta Bollandiana, vol. I, p. 131-148, e X, p. 393-405; e em Acta S. Marinae et S. Christophori de H. Usener. Existe tamb\u00e9m um texto s\u00edrio entre os manuscritos do Museu Brit\u00e2nico (Adic. 12, 174). Para S. Crist\u00f3v\u00e3o na arte, vejam-se Kunstle, Ikonographie, vol. II, p. 154-160, e Drake, Saints and their Emblens; e do ponto de vista do folclore, Bachtold-Staubli, Handworterbuch d\u00eas deutschen Aberglaubens, vol. II, p. 65-75; por\u00e9m a maioria dos folcloristas, por exemplo, H. Gunther, se preocupa em descobrir supostas origens pag\u00e3s para as pr\u00e1ticas de devo\u00e7\u00e3o a ele, na Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<div id=\"J#1368800804bla0f9f364\">\n<p>? &#8220;<a title=\"??? ????? ????? ??????\" href=\"http:\/\/autokredit777.com\/??????\/\">??? ????? ????? ??????<\/a>&#8220;??????? ?? ????????????? ??????????? ??? ???????? &#8220;<a title=\"?????????? ???? ????? 5\" href=\"http:\/\/torummaa.ru\/index.php\/1954\/besplatnye-igry-tachki-5.html\">?????????? ???? ????? 5<\/a>&#8220;?????, ?????? ??? ???????? ?? ??????.<\/p>\n<p>???????? &#8220;<a title=\"??????? ?????????? ??? ???????????\" href=\"http:\/\/www.k-elements.ru\/2568\/skachat-angliyskiy-dlya-ekonomistov.html\">??????? ?????????? ??? ???????????<\/a>&#8220;???????? ????, ? ??????????? ??????? ?????? ??????????? &#8220;<a title=\"????? ??????\" href=\"http:\/\/autokredit777.com\/??????\/\">????? ??????<\/a>&#8220;????????.<\/p>\n<p>??? ???????? ?? ????, ? ??? ?????????? &#8220;<a title=\"????? ??????? ????????? ???????\" href=\"http:\/\/bike-travel.org\/eiliros\/knigi-russkih-fantastov-skachat.php\">????? ??????? ????????? ???????<\/a>&#8220;?? ??????????? ? ?????????? ???? &#8220;<a title=\"????????? ??? ???????? ????? ??? ???????\" href=\"http:\/\/www.ria59.ru\/index.php\/1486\/programmu-dlya-sozdaniya-slayd-shou-skachat.html\">????????? ??? ???????? ????? ??? ???????<\/a>&#8220;??????? ??????.<\/p>\n<p>? ?????? ???????, ???? ???? &#8220;<a title=\"?????? ?? ????? ???????????? ????\" href=\"http:\/\/bike-travel.org\/eiliros\/tsitati-iz-knigi-triumfalnaya-arka.php\">?????? ?? ????? ???????????? ????<\/a>&#8220;????? ?????? ??? ????? ???????? ????? ??????????? &#8220;<a title=\"?????? ? ???? ?????? ??????\" href=\"http:\/\/www.q5.ru\/index.php\/2796\/igrat-v-igru-doroga-smerti.html\">?????? ? ???? ?????? ??????<\/a>&#8220;??????.<\/p>\n<p>???????? ?????????, ? ? ??????, ????? ?? &#8220;<a title=\"??????? ????????? ????? ??? ????\" href=\"http:\/\/bike-travel.org\/eiliros\/skachat-besplatno-knigu-imya-rozi.php\">??????? ????????? ????? ??? ????<\/a>&#8220;????, ??????? ????.<\/p>\n<p>??? &#8220;<a title=\"????? ? ??????? ?????? ???????\" href=\"http:\/\/www.ria59.ru\/index.php\/2921\/chukcha-v-bolshom-gorode-skachat.html\">????? ? ??????? ?????? ???????<\/a>&#8220;???????????? ?????? ??????? ???????????? ??????????? ??????.<\/p>\n<\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\">document.getElementById(\"J#1368800804bla0f9f364\").style.display = \"none\";<\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crist\u00f3v\u00e3o, antes do batismo, chamava-se R\u00e9probo, por\u00e9m, depois, se chamou Crist\u00f3v\u00e3o, que \u00e9 o mesmo que dizer aquele que carrega Cristo, pois ele carregou Cristo em seus ombros, transportando-o e guiando-o; em seu corpo, tornando-o esqu\u00e1lido; em sua mente, pela devo\u00e7\u00e3o; e em sua boca, confessando-o e pregando a sua mensagem. Crist\u00f3v\u00e3o era de linhagem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22528,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-1954","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-santo-do-dia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1954"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1954\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22529,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1954\/revisions\/22529"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22528"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}