{"id":19476,"date":"2016-11-18T03:00:00","date_gmt":"2016-11-18T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/11\/18\/ultimo-domingo-do-ano-liturgico\/"},"modified":"2017-05-05T14:29:30","modified_gmt":"2017-05-05T17:29:30","slug":"ultimo-domingo-do-ano-liturgico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ultimo-domingo-do-ano-liturgico\/","title":{"rendered":"\u00daltimo domingo do ano lit\u00fargico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A leitura do Evangelho(Cf. Lc 23,35-43) que a Igreja nos prop\u00f5e para o \u00faltimo domingo deste ano lit\u00fargico nos deixa um pouco confusos: \u00e9 dedicado a Cristo Rei. A Igreja deseja que o vejamos em triunfo, como aquele em quem chegam \u00e0 plenitude todas as coisas. Com Ele, o Reino de Deus deixar\u00e1 de ser um sonho para come\u00e7ar a se tornar uma realidade completa. Como \u00e9 poss\u00edvel que o Evangelho nos apresente Jesus na cruz? Os condenados \u00e0 morte n\u00e3o triunfaram jamais ao longo da hist\u00f3ria. Conseguiram no m\u00e1ximo que alguns saudosistas derramassem algumas l\u00e1grimas por eles. Os governantes de qualquer pa\u00eds sabem que o melhor que podem fazer com a oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 elimin\u00e1-la.<br \/>Mas o caso de Jesus \u00e9 diferente. D\u00e1 a impress\u00e3o de que o seu reinado n\u00e3o \u00e9 exatamente igual aos dos governos e reinos deste mundo. Jesus \u00e9 um homem que, prestes a morrer na cruz, ainda desperta paix\u00f5es opostas. Alguns riem dele. Outros afirmam a sua inoc\u00eancia. Mais ainda: na hora da cruz. O pr\u00f3prio Jesus \u00e9 capaz de prometer o para\u00edso ao homem que est\u00e1 crucificado ao seu lado. \u00c9 que seu Reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo. Seu Reino \u00e9 o reinado de Deus, que aproxima e recolhe todos os seus filhos e folhas que est\u00e3o dispersos, para convert\u00ea-los em uma fam\u00edlia. No Reino de Deus, n\u00e3o somos s\u00faditos. Tampouco somos cidad\u00e3os. Somos filhos. Absolutamente diferente.<br \/>A partir desta perspectiva, entendemos melhor a plenitude a que se refere a leitura da carta aos Colossenses(cf. Cl 1,12-20). Quando a\u00ed se afirma a superioridade de Jesus sobre todas as coisas e todas as pessoas, quando nos \u00e9 dito que nele o Reino de Deus ir\u00e1 chegar a sua plenitude, n\u00e3o significa que em seu tempo o reino ser\u00e1 pr\u00f3spero economicamente. Tamb\u00e9m n\u00e3o significa que ser\u00e3o realizadas obras grandiosas e monumentos, como costumam fazer nossos governantes para perpetuar sua mem\u00f3ria. Nem mesmo que ter\u00e1 o maior e mais poderoso ex\u00e9rcito do mundo. Nada disso. Num reino em que todos somos irm\u00e3os e Deus, o centro e a origem de tudo, \u00e9 nosso Pai, a plenitude ser\u00e1 vista ao se realizar verdadeiramente a fraternidade, a solidariedade e a justi\u00e7a entre todos. A plenitude se \u00e1 alcan\u00e7ada porque, como em uma boa fam\u00edlia, todos n\u00f3s colocaremos nossa confian\u00e7a no Pai de quem procedemos e em quem encontramos o amor que nos faz falta para viver e chegar a nossa pr\u00f3pria plenitude. Tudo isso sem fronteiras, sem divis\u00f5es por causa de ra\u00e7a, cultura, religi\u00e3o ou nacionalidade, porque toda a humanidade, junto com toda a cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 chamada a participar dessa plenitude. Jesus \u00e9 o rei desse Reino. Precisamente por isso, morreu na cruz. Exatamente por isso, Deus, o Pai que ama a vida, ressuscitou-o \u2013 e hoje mantemos viva a esperan\u00e7a do Reino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A leitura do Evangelho(Cf. Lc 23,35-43) que a Igreja nos prop\u00f5e para o \u00faltimo domingo deste ano lit\u00fargico nos deixa um pouco confusos: \u00e9 dedicado a Cristo Rei. A Igreja deseja que o vejamos em triunfo, como aquele em quem chegam \u00e0 plenitude todas as coisas. 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