{"id":19406,"date":"2016-11-16T16:55:03","date_gmt":"2016-11-16T18:55:03","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/11\/16\/conversao-ou-morte-o-calvario-dos-cristaos-iraquianos-sob-o-jugo-do-ei\/"},"modified":"2017-05-30T16:26:47","modified_gmt":"2017-05-30T19:26:47","slug":"conversao-ou-morte-o-calvario-dos-cristaos-iraquianos-sob-o-jugo-do-ei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/conversao-ou-morte-o-calvario-dos-cristaos-iraquianos-sob-o-jugo-do-ei\/","title":{"rendered":"Convers\u00e3o ou morte: o calv\u00e1rio dos crist\u00e3os iraquianos sob o jugo do EI"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/mz-5.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Convers\u00e3o ou morte: o calv\u00e1rio dos crist\u00e3os iraquianos sob o jugo do EI<\/p>\n<p>Eles foram torturados, for\u00e7ados a cuspir em um crucifixo ou se converter ao islamismo. Mas um grupo de crist\u00e3os iraquianos milagrosamente sobreviveu a mais de dois anos sob o jugo do grupo extremista Estado Isl\u00e2mico (EI).<\/p>\n<p>Quando os extremistas isl\u00e2micos invadiram a plan\u00edcie de N\u00ednive, no norte do Iraque, em 2014, eles obrigaram os crist\u00e3os a escolher entre se converter, sair ou morrer. Cerca de 120.000 deles fugiram.<\/p>\n<p>Atualmente, as for\u00e7as iraquianas assumiram grande parte da regi\u00e3o, e aqueles que n\u00e3o tiveram a oportunidade de fugir, mas que sobreviveram, testemunham os dois anos de priva\u00e7\u00e3o e isolamento.<br \/>Ismail Matti tinha 14 anos quando o EI entrou na sua cidade de Bartalla, a leste de Mossul. Ele aguardava a chegada de parentes para fugir com sua m\u00e3e doente, Jandar Nasi, mas ningu\u00e9m veio.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o eles tentaram fugir, mas foram impedidos duas vezes pelos extremistas, que os colocaram na cadeia em Mossul.<\/p>\n<p>\u201cHavia muitos xiitas na cela ao lado da nossa. Eles pegaram um, atiraram em sua cabe\u00e7a e jogaram seu corpo na frente de n\u00f3s\u201d, relata.<\/p>\n<p>\u201cEles avisaram minha m\u00e3e que o mesmo destino me aguardava se nos recus\u00e1ssemos a nos converter. Portanto, a gente se converteu\u201d, lembra Ismail, agora acolhido em um abrigo administrado pela Igreja cat\u00f3lica em Erbil, capital do Curdist\u00e3o iraquiano.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a pris\u00e3o, a m\u00e3e e seu filho voltaram para Bartalla e, em seguida, foram enviados para o vilarejo de Churikhan, a oeste de Mossul.<\/p>\n<p>\u201cTodos os nossos vizinhos eram do Daesh\u201d, relata, usando a sigla em \u00e1rabe para o EI. \u201cEles vinham verificar se eu respeitava a sharia (lei isl\u00e2mica)\u201d. \u201cSe eles vissem que eu n\u00e3o tinha ido para a mesquita para orar, poderiam me chicotear\u201d.<\/p>\n<p>Ismail sa\u00eda \u00e0s vezes para pedir alimentos a pessoas simp\u00e1ticas, mas sua m\u00e3e era mantida em clausura.<\/p>\n<p>Hoje, Jandar reluta em falar sobre esses dois anos, mas elogia a ajuda de seu filho. \u201cEle, Deus e Maria nos salvaram da morte. N\u00f3s estaremos sempre juntos\u201d, sussurra.<\/p>\n<p>Dois anos sem sair<br \/>Zarifa Bakoos Daddo, de 77 anos, quase n\u00e3o saiu de casa em Qaraqosh, que era a maior cidade crist\u00e3 no Iraque. Ela abrigava uma amiga idosa, Badriya.<\/p>\n<p>\u201cDurante todo esse tempo n\u00f3s n\u00e3o vimos nossas fam\u00edlias, apenas esses caras\u201d, os jihadistas, diz a vi\u00fava analfabeta. \u201cOs mais velhos tranquilizava-nos dizendo que \u00e9ramos como irm\u00e3s para eles, mas os jovens eram hostis\u201d.<\/p>\n<p>Zarifa e Badriya foram detidas brevemente em Mossul, onde dividiram cela com mulheres divorciadas ou vi\u00favas. Antes de serem levadas para Qaraqosh.<\/p>\n<p>\u201cUm dia, um deles veio pedir dinheiro e ouro. Ele colocou a arma em minhas costelas, amea\u00e7ando\u201d, lembra Zarifa. Ela deu os US$ 300 que tinha e sua amiga 15 quilates de ouro.<\/p>\n<p>\u201cOutra vez foi um jovem de 20, 21 anos, que veio nos dizer que dev\u00edamos nos converter. Eu disse que ele tinha a sua f\u00e9 e n\u00f3s a nossa\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u201cele ordenou que eu cuspisse numa reprodu\u00e7\u00e3o da Virgem Maria e num crucifixo. Eu me recusei, mas ele me obrigou. Todo esse tempo, falei com Deus em meu cora\u00e7\u00e3o para lhe dizer que era contra a minha vontade\u201d, afirma, emocionada.<\/p>\n<p>\u201cEu sabia que Deus tinha me ouvido porque quando o homem tentou queimar a imagem da Virgem, o isqueiro n\u00e3o funcionou\u201d, disse Zarifa, provocando o riso de sua fam\u00edlia ao ouvir a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Quando as for\u00e7as iraquianas entraram em Qaraqosh no final de outubro, as duas mulheres permaneceram em casa durante os combates. Elas foram encontradas por soldados v\u00e1rios dias depois da tomada da localidade.<\/p>\n<p>O reencontro com seus entes queridos fazem esquecer seus tormentos. Zarifa, cuja primeira l\u00edngua \u00e9 o sir\u00edaco, at\u00e9 v\u00ea uma vantagem nesses dois anos sob a lei dos jihadistas lei. \u201cMeu \u00e1rabe melhorou com o contato com eles.\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Convers\u00e3o ou morte: o calv\u00e1rio dos crist\u00e3os iraquianos sob o jugo do EI Eles foram torturados, for\u00e7ados a cuspir em um crucifixo ou se converter ao islamismo. Mas um grupo de crist\u00e3os iraquianos milagrosamente sobreviveu a mais de dois anos sob o jugo do grupo extremista Estado Isl\u00e2mico (EI). 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