{"id":19369,"date":"2016-11-16T11:28:55","date_gmt":"2016-11-16T13:28:55","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/11\/16\/cristo-rei-do-universo\/"},"modified":"2017-05-05T14:32:55","modified_gmt":"2017-05-05T17:32:55","slug":"cristo-rei-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cristo-rei-do-universo\/","title":{"rendered":"Cristo, Rei do universo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na Cruz Jesus se manifestou como Rei num epis\u00f3dio cujos detalhes merecem uma reflex\u00e3o profunda por parte de seus seguidores (Lc 23,l35-43). Como era costume no seu tempo no caso de um condenado \u00e0 tortura da cruz, no alto da mesma, havia uma tabuleta, que esclarecia o motivo daquela crucifix\u00e3o. No caso de Cristo l\u00e1 estava uma inscri\u00e7\u00e3o em grego, latim e hebraico: \u201cEste \u00e9 o rei dos judeus\u201d. A Jud\u00e9ia era governada diretamente pelo Procurador romano e n\u00e3o tinha, de fato, um rei como outras regi\u00f5es vizinhas. As autoridades de ent\u00e3o estavam ironicamente a mostrar aos que haviam reconhecido Jesus como o Messias-Rei o destino desastrado do mesmo. Entretanto,\u00a0 mesmo os que acertadamente viam em Cristo o soberano de que falaram os profetas, erravam ao julgar que Ele era Rei num sentido pol\u00edtico. Pensavam que Ele haveria de expulsar os romanos invasores e ofereceria ao povo judeu sua autonomia perdida, dando-lhe um reino humanamente glorioso. Enganavam-se os que assim julgavam ser esta a miss\u00e3o daquele que fizera tantos milagres e se mostrara como o libertador dos mais necessitados. Jesus, contudo, n\u00e3o deixou ilus\u00e3o ao responder claramente a Pilatos no processo a que fora submetido: \u201cMeu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo\u201d (Jo 18,36), Bem, podemos, contudo imaginar a decep\u00e7\u00e3o daqueles que o haviam aclamado na entrada triunfal em Jerusal\u00e9m poucos dias antes. Agora estavam diante do Filho de Davi, perante um Messias retalhado de feridas pendente no lenho de um supl\u00edcio humilhante. Jesus, antes de morrer, como narrou S\u00e3o Lucas, observava diante de si aqueles que o olhavam desiludidos; os chefes\u00a0 que zombavam dele; os soldados romanos os quais ca\u00e7oavam daquele pobre homem ali martirizado. S\u00e3o Paulo dir\u00e1 com propriedade aos Cor\u00edntios que Jesus era \u201cum esc\u00e2ndalo para os judeus e uma loucura para os pag\u00e3os\u201d (1 Cor 1,23).\u00a0 Ao lado, por\u00e9m, do M\u00e1rtir divino l\u00e1 estavam dois famigerados ladr\u00f5es. Um a provoc\u00e1-lo: \u201cN\u00e3o \u00e9s tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e n\u00f3s\u201d. O outro a proclamar solenemente a realeza e a divindade de Cristo ao lhe dizer: \u201cJesus, lembra-te de mim, quando vieres na aur\u00e9ola de tua realeza\u201d. Mereceu uma resposta admir\u00e1vel de algu\u00e9m que era, realmente, Rei: \u201cEm verdade te digo: hoje estar\u00e1s comigo no para\u00edso\u201d, Gestas se equivocou porque Jesus n\u00e3o veio para libertar da cruz. Dimas acertou, dado que Ele viera salvar pela cruz .A\u00ed\u00a0 uma not\u00e1vel mensagem. Com efeito, aqueles sofrimentos, aquela cruz eram a manifesta\u00e7\u00e3o de um grande amor. S\u00e3o Jo\u00e3o magistralmente havia explicado: \u201cComo amasse os seus que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 o fim\u201d (Jo 13,1). A cruz seria a prova definitiva da dire\u00e7\u00e3o imensa do Rei do Universo que havia dito: \u201cNingu\u00e9m d\u00e1 maior prova de amor do que aquele que d\u00e1 a vida por seus amigos\u201d (Jo 15,13). Pendente da Cruz, Ele demonstrou que era um Rei que viera n\u00e3o para salvar da cruz, mas para libertar pela cruz, sinal definitivo de um\u00a0 amor imenso pela humanidade da qual se tornara o Soberano, abrindo aos que O amam um Reino eterno de gl\u00f3rias conquistado com tantos sofrimentos. Deixou, contudo, uma ordem para seus s\u00faditos: \u201cSe algu\u00e9m quer vir ap\u00f3s mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me\u201d (Mt 16,24) . Hoje este Rei est\u00e1 a interrogar a cada um de n\u00f3s se temos carregado a nossa cruz, pois a dele Ele carregou at\u00e9 o Calv\u00e1rio. Ele n\u00e3o est\u00e1 a exigir sacrif\u00edcios imposs\u00edveis, mas sim o cumprimento exato do dever de cada dia, a paci\u00eancia diante dos naturais sofrimentos inerentes a um ex\u00edlio terreno. Ele pede uma fidelidade incondicional na fuga corajosa do pecado.. Ele quer a observ\u00e2ncia corajosa dos Mandamentos e muito amor a Ele e ao pr\u00f3ximo. \u00c9 a cruz de uma luta sem tr\u00e9guas contra o mal, de uma caridade sem limites para com todos, de uma coopera\u00e7\u00e3o generosa na difus\u00e3o do Evangelho no meio em que se vive, sobretudo atrav\u00e9s do exemplo. Uma vida voltada para Ele, Rei do universo, ao qual cada um foi consagrado no dia de seu Batismo.\u00a0 Os batizados\u00a0 O devem fazer conhecido e amado. Jean-Christian L\u00e9v\u00eaque, foi inspirado ao dizer que \u201co reinado de Jesus \u00e9 o brilho universal de sua palavra, \u00e9 a ilumina\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o daquele que cr\u00ea, \u00e9 o inc\u00eandio do amor at\u00e9 os confins da terra a come\u00e7ar pelo inc\u00eandio de nosso cora\u00e7\u00e3o, onde tudo deve arder\u00a0 para gl\u00f3ria de Deus e salva\u00e7\u00e3o do mundo\u201d.\u00a0 Pensemos nisto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Cruz Jesus se manifestou como Rei num epis\u00f3dio cujos detalhes merecem uma reflex\u00e3o profunda por parte de seus seguidores (Lc 23,l35-43). Como era costume no seu tempo no caso de um condenado \u00e0 tortura da cruz, no alto da mesma, havia uma tabuleta, que esclarecia o motivo daquela crucifix\u00e3o. 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