{"id":19359,"date":"2016-11-11T18:11:54","date_gmt":"2016-11-11T20:11:54","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/11\/11\/9-horas-de-confissoes-assim-o-papa-celebrava-a-virgem-de-lujan-na-argentina\/"},"modified":"2017-05-29T15:15:32","modified_gmt":"2017-05-29T18:15:32","slug":"9-horas-de-confissoes-assim-o-papa-celebrava-a-virgem-de-lujan-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/9-horas-de-confissoes-assim-o-papa-celebrava-a-virgem-de-lujan-na-argentina\/","title":{"rendered":"9 horas de confiss\u00f5es: Assim o Papa celebrava a Virgem de Luj\u00e1n na Argentina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/xpapaconfesando.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>ROMA, 11 Nov. 16 \/ 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco narra algumas hist\u00f3rias que viveu na \u00e9poca em que serviu como Arcebispo de Buenos Aires, quando todo dia 8 de maio ia ao Santu\u00e1rio da Virgem de Luj\u00e1n, Padroeira da Argentina, e atendia confiss\u00f5es dos peregrinos que visitavam o local durante 9 horas.<\/p>\n<p>O Santo Padre contou estas hist\u00f3rias em uma conversa com Pe. Antonio Spadaro no livro que traz suas homilias como Arcebispo de Buenos Aires, apresentado ontem em italiano, intitulado \u201cNei tuoi occhi \u00e8 la mia parola\u201d (\u201cEm teus olhos est\u00e1 minha palavra\u201d).<\/p>\n<p>\u201cEm Luj\u00e1n, durante a peregrina\u00e7\u00e3o, quando em dois dias chegam 2 milh\u00f5es de pessoas, pregava-se logo cedo na manh\u00e3. Eu pregava \u00e0s 7h e essa missa estava cheia de pessoas e eu a celebrava depois de ter atendido confiss\u00f5es durante a noite\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu confessava das 18h \u00e0s 22h. Em seguida, comia alguma coisa. Dormia um pouco e depois, \u00e0s 1h da manh\u00e3, voltava para atender confiss\u00f5es at\u00e9 \u00e0s 6h. Depois, a Missa. Algumas vezes n\u00e3o conseguia rezar nem dois mist\u00e9rios do ros\u00e1rio, porque n\u00e3o havia tempo: a fila de pessoas era enorme. E na Bas\u00edlica \u00e9ramos 30 confessores! Escutava experi\u00eancias de vida\u201d, relatou o Papa.<\/p>\n<p>Francisco assegurou, ent\u00e3o, que \u201cisto prepara a prega\u00e7\u00e3o: escutar sobre a vida das pessoas\u201d. \u201cSe n\u00e3o escutamos as pessoas, como podemos pregar?\u201d, questionou.<\/p>\n<p>\u201cLembro-me de um jovem. Observei que andava para frente e para tr\u00e1s, de um lado para o outro, enquanto eu confessava\u2026 ele olhava, observava e, em um determinado momento que n\u00e3o havia ningu\u00e9m na fila, aproximou-se de mim e perguntou: \u2018O que fazem aqui?\u2019. Ent\u00e3o respondi: \u2018Eu confesso\u2019. Perguntei: \u2018Voc\u00ea nunca se confessou?\u2019. \u2018Sim\u2019, respondeu-me, \u2018quando fiz a Primeira Comunh\u00e3o, mas n\u00e3o me lembro\u2019. E come\u00e7ou a falar, falar e falar\u2026 e assim se confessou!\u201d.<\/p>\n<p>\u201cObviamente, na minha homilia do dia, o encontro com este menino esteve presente: n\u00e3o podia agir como se n\u00e3o tivesse encontrado como ele. Tocou a minha alma. S\u00e3o estas experi\u00eancias que te ajudam a pregar!\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em seguida, Francisco narrou outra hist\u00f3ria: \u201cEra um rapaz\u201d. \u201cTinha uns 23 anos e usava brinco na orelha. Sentou-se e me disse: \u2018Venho buscar uma resposta porque tenho um problema, um problema que me angustia\u2019. E me disse o seu problema. N\u00e3o aguentava mais. \u2018A minha m\u00e3e est\u00e1 sozinha, foi m\u00e3e solteira e trabalha como empregada dom\u00e9stica. Eu estudei na escola t\u00e9cnica e trabalho como t\u00e9cnico especializado\u2019. N\u00e3o estava casado e n\u00e3o mencionou sobre alguma mulher ou um noivado. O problema era outro\u201d, revelou o Papa.<\/p>\n<p>O jovem disse ent\u00e3o que \u201cum dia n\u00e3o aguentava mais e disse para a minha m\u00e3e: \u2018tenho este problema\u2019. Minha m\u00e3e disse para vir \u00e0 Luj\u00e1n, pois a Virgem me diria o que deveria fazer. E antes de vir aqui estive diante da Virgem e senti que devia fazer isto, e isto, e isto\u2026. E agora me confesso\u2019. E assim ele abriu o seu cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Francisco continuou: \u201cNo dia seguinte, como se faz para ignorar o encontro com este jovem? Eu n\u00e3o conseguia. N\u00e3o podia ignor\u00e1-lo com o carinho\u201d.<\/p>\n<p>Com tudo isto, disse o Papa, o que quer dizer \u00e9 que \u201cquanto mais pr\u00f3ximo estamos das pessoas, melhor \u00e9 a prega\u00e7\u00e3o ou melhor \u00e9 a proximidade \u00e0 Palavra de Deus nas suas vidas. Assim chega a Palavra de Deus com uma experi\u00eancia humana que precisa dessa Palavra\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROMA, 11 Nov. 16 \/ 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco narra algumas hist\u00f3rias que viveu na \u00e9poca em que serviu como Arcebispo de Buenos Aires, quando todo dia 8 de maio ia ao Santu\u00e1rio da Virgem de Luj\u00e1n, Padroeira da Argentina, e atendia confiss\u00f5es dos peregrinos que visitavam o local durante 9 horas. 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