{"id":19282,"date":"2016-11-09T17:35:16","date_gmt":"2016-11-09T19:35:16","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/11\/09\/afinal-o-que-e-resiliencia\/"},"modified":"2017-05-30T16:28:31","modified_gmt":"2017-05-30T19:28:31","slug":"afinal-o-que-e-resiliencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/afinal-o-que-e-resiliencia\/","title":{"rendered":"Afinal, o que \u00e9 resili\u00eancia?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/woman_window-.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Temos tanto medo de sofrer, que somos capazes de fazer tudo contra uma poss\u00edvel dor, na cren\u00e7a de que somos fortes o bastante para eliminar os sofrimentos de nossas vidas<\/p>\n<p>Acredito que uma das maiores li\u00e7\u00f5es que aprendi nos meus \u00faltimos anos foi a tal da resili\u00eancia. A palavra pode estar na moda, mas nem de longe, \u00e9 algo que se pratique com facilidade. \u00c9 preciso maturidade e for\u00e7a de esp\u00edrito para vivenci\u00e1-la na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Gosto de pensar num exemplo assim: se uma crian\u00e7a morre de medo de inje\u00e7\u00e3o, pode ser que no momento da aplica\u00e7\u00e3o, de medo e revolta, ela comece a chorar, gritar e a debater-se. Como o medicamento deve ser tomado, algu\u00e9m ir\u00e1 segurar a crian\u00e7a at\u00e9 que ela esteja ent\u00e3o medicada. Mas \u00e9 claro que o choro, os gritos e o \u201cser segurado \u00e0 for\u00e7a\u201d acabam sendo muito mais traum\u00e1ticos do que apenas a dor de uma agulhada.<\/p>\n<p>Temos tanto medo de sofrer, que somos capazes de fazer tudo contra uma poss\u00edvel dor, na cren\u00e7a de que somos fortes o bastante para eliminar os sofrimentos de nossas vidas.<\/p>\n<p>Somos t\u00e3o inocentes e imaturos, que durante a maior parte da vida choramos, gritamos e nos debatemos exatamente como aquela crian\u00e7a. E quem nos segura \u00e9 a pr\u00f3pria vida, que nos imobiliza ainda mais, quando tentamos fugir de uma determinada situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se eu me revolto em rela\u00e7\u00e3o a minha fam\u00edlia, a minha raiva me faz sofrer ainda mais aquilo que j\u00e1 me machuca. E quanto mais eu alimento este sentimento, maior ele fica. O sofrimento cresce \u00e0 mesma medida em que eu vou me tornando mais dependente deste rancor.<\/p>\n<p>Se no trabalho eu n\u00e3o aceito como as coisas funcionam, mais elas continuar\u00e3o a funcionar da maneira que me incomoda.<\/p>\n<p>Se a pessoa que eu amo me irrita de uma determinada maneira e eu n\u00e3o aceito esta determinada caracter\u00edstica, cada vez mais vis\u00edvel este ponto se torna para mim. Quanto mais eu n\u00e3o gosto de uma pessoa, mais eu terei que conviver com a mesma.<\/p>\n<p>\u00c9 incr\u00edvel o poder da atra\u00e7\u00e3o que a raiva e a revolta possuem. Quanto mais eu n\u00e3o quero uma coisa, mais esta coisa gruda em mim.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil aceitar todos os familiares exatamente como eles s\u00e3o. Nem as situa\u00e7\u00f5es no trabalho, quando elas parecem injustas ou ruins. Ou ainda a pessoa que eu espero ter o resto da vida ao meu lado, com um defeito irritante. Ou ent\u00e3o conviver com algu\u00e9m que eu detesto. Nada disso \u00e9 f\u00e1cil.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, como funciona a tal da resili\u00eancia nisso tudo? Aceitando tudo e a todos exatamente como eles s\u00e3o. Este \u00e9 o primeiro e maior passo. Quando eu paro de brigar internamente, mentalmente, com aquilo que me incomoda, eu dou in\u00edcio a um \u201cacalmar\u201d dos \u00e2nimos.<\/p>\n<p>Quando eu paro de julgar os meus familiares e entendo que eles t\u00eam o direito de ser como s\u00e3o e me lembro de que eu tamb\u00e9m tenho defeitos, toda a raiva e revolta d\u00e1 lugar a uma paz de esp\u00edrito antes nunca sentida. O aceitar as diferen\u00e7as inclui aquilo que me incomoda. O que difere daquilo que eu sou ou penso, visto com respeito, me torna humilde e livre, uma vez que compreendo tamb\u00e9m as minhas imperfei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Somos todos iguais, seres errantes, aprendendo uma li\u00e7\u00e3o por dia, na dor que a vida nos imp\u00f5e. E nas poucas alegrias que ela verdadeiramente oferece. Se no trabalho algu\u00e9m me incomoda ou algo me perturba, entendo que de alguma maneira irei crescer com aquilo. Seja no dom da paci\u00eancia e da toler\u00e2ncia, ou no me sobressair com calma e autocontrole. \u00c9 mais do que talento o ser que se autodomina. \u00c9 a lideran\u00e7a de si mesmo num mundo onde tantos ainda acreditam que ser forte \u00e9 quest\u00e3o de autoridade em rela\u00e7\u00e3o aos outros.<\/p>\n<p>Aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra chave para uma vida menos sofrida. Porque quando um sofrimento chega, o me debater apenas prolonga e intensifica a dor. Quando eu aceito, permito que a dor chegue, observo, analiso e aprendo algo com ela. Desta forma, assim como a inje\u00e7\u00e3o da pequena crian\u00e7a pode se tornar um drama ou uma leve picada, nossas vidas podem se tornar mais f\u00e1ceis, se eu aceito o que a vida me imp\u00f5e.<\/p>\n<p>Nada vem sem alguma li\u00e7\u00e3o. E quanto mais eu aceito o que chega, mas r\u00e1pido tamb\u00e9m se vai. Resili\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um ato e nem um momento. Resili\u00eancia \u00e9 pr\u00e1tica, e constante. Aprendizado que nos ilumina por dentro. E depois por fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temos tanto medo de sofrer, que somos capazes de fazer tudo contra uma poss\u00edvel dor, na cren\u00e7a de que somos fortes o bastante para eliminar os sofrimentos de nossas vidas Acredito que uma das maiores li\u00e7\u00f5es que aprendi nos meus \u00faltimos anos foi a tal da resili\u00eancia. 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