{"id":19211,"date":"2016-11-18T03:00:00","date_gmt":"2016-11-18T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/11\/18\/cristo-reina-3\/"},"modified":"2017-05-05T14:28:29","modified_gmt":"2017-05-05T17:28:29","slug":"cristo-reina-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cristo-reina-3\/","title":{"rendered":"Cristo reina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Com a Solenidade de Cristo, Rei do Universo, encerramos o Ano Lit\u00fargico neste XXXIV Domingo do Tempo Comum. \u00c9 tamb\u00e9m Dia do Crist\u00e3o Leigo e in\u00edcio da Campanha pela Evangeliza\u00e7\u00e3o. Em Roma ser\u00e1 o encerramento do Ano Santo, junto com o consist\u00f3rio com a cria\u00e7\u00e3o de novos cardeais. Aqui no Rio de Janeiro vivemos a Assembleia do Regional Leste 1, que aprofunda o tema do documento do Papa sobre a fam\u00edlia.<br \/>O domingo seguinte, dia 27 de novembro, ser\u00e1 o Primeiro Domingo do Advento, um novo Ano Lit\u00fargico, ciclo A. Ainda que as festas da Epifania, P\u00e1scoa e Ascens\u00e3o sejam tamb\u00e9m festas de Cristo Rei e Senhor de todas as coisas criadas, a festa de hoje foi especialmente institu\u00edda para nos mostrar Jesus como \u00fanico soberano de uma sociedade que parece querer viver de costas para Deus. <br \/>A Solenidade de Cristo Rei foi institu\u00edda no Ano Jubilar de 1925 pelo Papa Pio XI, com a Carta Enc\u00edclica \u201cQuas Primas\u201d (QP), com a qual coincidiu o 16\u00ba centen\u00e1rio do Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia, que proclamara a divindade do Filho de Deus; este Conc\u00edlio inseriu tamb\u00e9m em sua f\u00f3rmula de f\u00e9 as palavras: \u201ccujo reino n\u00e3o ter\u00e1 fim\u201d, afirmando assim a dignidade real de Cristo (cf. QP 2).<br \/> Estarei nessa \u00e9poca participando, em Roma, do Consist\u00f3rio p\u00fablico de cria\u00e7\u00e3o de novos cardeais, dentre eles nosso vener\u00e1vel irm\u00e3o S\u00e9rgio, Cardeal da Rocha. Irei passar pela Porta Santa da Bas\u00edlica Vaticana de S\u00e3o Pedro. Levarei em meu cora\u00e7\u00e3o pedidos de todos aqueles que me cabe servir como Pastor da Igreja Metropolitana de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, e a todos os homens e mulheres de boa vontade que procuram\u00a0 Cristo Rei de cora\u00e7\u00e3o sincero.<br \/> Quando n\u00f3s, crist\u00e3os, confessamos que Cristo \u00e9 Rei, de que reinado estamos falando? A que Reino estamos nos referindo? N\u00f3s realmente acreditamos com todo o cora\u00e7\u00e3o e confessamos com toda convic\u00e7\u00e3o que Jesus Cristo \u2013 e s\u00f3 ele! \u2013 \u00e9 Rei? Rei do universo, Rei da hist\u00f3ria, Rei da humanidade, Rei da vida de cada criatura humana, crist\u00e3 ou n\u00e3o-crist\u00e3. Ele \u00e9 Rei porque \u00e9 Deus feito homem; \u00e9, como diz a Escritura, aquele \u201catrav\u00e9s de quem e para quem todas as coisas foram criadas, no C\u00e9u e na Terra\u2026 Tudo foi criado atrav\u00e9s dele e para ele\u2026 Ele \u00e9 o Primog\u00eanito dentre os mortos\u201d. (Cl 1,1518).<br \/> Jesus veio ao mundo para buscar e salvar o que estava perdido; veio em busca dos homens dispersos e afastados de Deus pelo pecado. E como estavam feridos e doentes, curou-os as feridas. Tanto os amou que deu a vida por eles. Como Rei, vem para revelar o amor de Deus, para ser o Mediador da Nova Alian\u00e7a, o Redentor do homem. No Pref\u00e1cio da Missa fala-se de Jesus, que ofereceu ao Pai \u201cum reino de verdade e de vida, de santidade e de gra\u00e7a, de justi\u00e7a, de amor e de paz\u201d.<br \/> No Evangelho (cf. Lc 23,35-43), se percebe esse desejo atrav\u00e9s da conjun\u00e7\u00e3o \u201cse\u201d: \u201cse \u00e9 o Cristo, o escolhido de Deus!\u201d \u2013 manifestam os pr\u00edncipes dos sacerdotes; \u201cse \u00e9s o rei dos judeus\u201d \u2013 dizem os soldados; \u201cse \u00e9s o Cristo\u201d \u2013 diz um dos malfeitores crucificados com Jesus. Parece existir uma d\u00favida, que no fundo \u00e9 um \u201cgrito silencioso\u201d que poderia ser traduzido dessa maneira: \u201cPor favor, Senhor, se manifesta; por favor, me diz quem \u00e9 voc\u00ea. N\u00e3o aconte\u00e7a que pela minha ignor\u00e2ncia, venha eu a perecer. Se voc\u00ea \u00e9 o Cristo, me salva\u201d. Frequentemente, diante da aparente indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escuta do Evangelho, devemos escutar esse apelo oculto, silencioso, um grito suplantado.<br \/> O chamado \u201cbom ladr\u00e3o\u201d teve coragem de expressar nitidamente o desejo do seu cora\u00e7\u00e3o: \u201cJesus, lembra-te de mim quando tiveres entrado no teu Reino\u201d! (cf. Lc 23,42). N\u00e3o devemos temer as revoltas humanas contra Deus. Temos a esperan\u00e7a de que, um dia, essas pessoas possam dizer como esse pecador que, como era um bom ladr\u00e3o, soube \u201croubar\u201d o c\u00e9u nos \u00faltimos minutos de vida. Tenhamos por certo: a verdade de Cristo \u00e9 o que todos os homens e mulheres desejam, sabendo ou n\u00e3o.<br \/> A Liturgia de hoje coloca como Ant\u00edfona de Entrada do Missal Romano uma frase do Apocalipse, que \u00e9 surpreendente: \u201cO Cordeiro que foi imolado \u00e9 digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a for\u00e7a e a honra. A ele a gl\u00f3ria e poder atrav\u00e9s dos s\u00e9culos\u201d! (cf. Ap 5,12; 1,6). Frase surpreendente, sim! Quem \u00e9 Aquele que proclamamos Rei? O Cordeiro; e Cordeiro imolado. Cordeiro evoca mansid\u00e3o, paz, fragilidade. Nosso Rei \u00e9 o Cordeiro que foi esmagado na cruz, Aquele que foi imolado pelo Pecado do mundo. O mundo passou e passa por cima do nosso Rei, refuta seu Evangelho, desdenha de sua Palavra, ridiculariza seus preceitos, calunia sua Igreja\u2026 Esse Rei \u00e9 Aquele que foi crucificado, que foi derrotado e terminou sozinho; \u00e9 o Homem de dores, prenunciado por Isa\u00edas. No Evangelho escutamos que zombaram e zombam dele: \u201cA outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se de fato \u00e9 o Cristo de Deus, o Escolhido! Tu n\u00e3o \u00e9s o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a n\u00f3s\u201d! (Lc 23,35.39).<br \/> Contudo, Jesus n\u00e3o \u00e9 Rei nos moldes dos reis da Terra. O reinado de Cristo somente pode ser compreendido a partir da l\u00f3gica do pr\u00f3prio Cristo: \u201cO Filho do Homem n\u00e3o veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos\u201d. (Mc 10,45). Eis o modo que Cristo tem de reinar: servindo, dando vida e entregando a pr\u00f3pria vida. T\u00e3o diferente dos reis da Terra, dos pol\u00edticos e l\u00edderes de ontem e de hoje: \u201cSabeis que aqueles que vemos governar as na\u00e7\u00f5es as dominam, e os seus grandes as tiranizam. Entre v\u00f3s n\u00e3o ser\u00e1 assim\u2026\u201d (Mc 10,42s). Cristo \u00e9 Rei porque se fez solid\u00e1rio conosco ao fazer-se um de n\u00f3s; \u00e9 Rei porque tomou nossa vida sobre seus ombros; \u00e9 Rei porque passou entre n\u00f3s servindo, at\u00e9 o maior servi\u00e7o: entregar-se totalmente na cruz!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a Solenidade de Cristo, Rei do Universo, encerramos o Ano Lit\u00fargico neste XXXIV Domingo do Tempo Comum. \u00c9 tamb\u00e9m Dia do Crist\u00e3o Leigo e in\u00edcio da Campanha pela Evangeliza\u00e7\u00e3o. Em Roma ser\u00e1 o encerramento do Ano Santo, junto com o consist\u00f3rio com a cria\u00e7\u00e3o de novos cardeais. 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