{"id":19141,"date":"2016-11-01T11:03:25","date_gmt":"2016-11-01T13:03:25","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/11\/01\/sede-de-felicidade\/"},"modified":"2017-05-05T14:53:06","modified_gmt":"2017-05-05T17:53:06","slug":"sede-de-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sede-de-felicidade\/","title":{"rendered":"Sede de felicidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Deus seja louvado, amado e glorificado, em nossos irm\u00e3os e amigos falecidos, na certeza de que neles o amor de Deus fixou morada, cresceu e se fez dom para o mundo, no mais elevado esp\u00edrito de confian\u00e7a e na feliz bem-aventuran\u00e7a, indicadores daquele caminho, pelo qual deve prevalecer uma enorme sede de eterna felicidade, raiz maior do cristianismo, dadivosa vida, associada ao nosso bom e terno Deus. Que nossa reflex\u00e3o sobre o tema da morte nos conscientize de que a bondade de Deus \u00e9 sem limites, ao socorrer a dor e a ang\u00fastia humana de toda natureza.<br \/>Compreendemos que somos limitados, que n\u00e3o conseguimos dar um passo a mais diante de trag\u00e9dias, tens\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es de limites. Elas nos ensinam e revelam algo precioso: a certeza de que a realidade dura e pesada dos sinais de morte nos engrandece e humaniza, dizendo-nos que a vida est\u00e1 acima de tudo. Da\u00ed olhar para a realidade da morte como nossa amiga, irm\u00e3 e companheira insepar\u00e1vel. O exemplo t\u00e3o bem conhecido vem de Francisco de Assis, ao dizer, com grande f\u00e9, sabedoria e confian\u00e7a: \u201cLouvado seja Deus pela irm\u00e3 morte\u201d.<br \/>O grande romancista, dramaturgo, poeta e maior escritor espanhol, Miguel Cervantes (1547-1616), em seu cl\u00e1ssico da literatura ocidental e obra-prima \u201cDom Quixote\u201d, nos estimula no sentido de jamais perder a coragem de lutar e viver de bem com a vida, na seguinte afirma\u00e7\u00e3o: \u201cQuem perde seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo\u201d. Aos olhos de Deus \u00e9 a esperan\u00e7a do encontro beat\u00edfico e sagrado, quando a criatura humana ir\u00e1 participar da promessa da feliz eternidade.<br \/>A Carta aos Hebreus diz que \u201cn\u00f3s n\u00e3o temos aqui nenhuma cidade permanente, estamos \u00e0 procura da cidade que h\u00e1 de vir\u201d (cf. Hb 13, 14). O mundo deveria ser bom e, igualmente, as cidades deveriam ser boas.<br \/>Que as pessoas de boa vontade saibam perceber a bondade de Deus, na busca do seu pr\u00f3prio bem e do pr\u00f3ximo, contribuindo para a harmonia do mundo como um todo, feito para n\u00f3s, suas criaturas, na sede da eterna felicidade, agarrando-nos na for\u00e7a daquele que est\u00e1 acima das dores, ang\u00fastias e tristezas humanas: \u201cSabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele \u00e9\u201d (cf. I Jo 3, 2). Dentro do contexto da recompensa celestial, n\u00e3o obstante a criatura humana fixar morada em cidades, mas por vontade do Criador e Pai, somos convidados a nunca perdermos de vista a cidade do c\u00e9u, a Jerusal\u00e9m do Alto.<br \/>Encerramos com Santo Agostinho, na beleza de sua obra \u201cA cidade de Deus\u201d, colocando-nos diante do mist\u00e9rio acima e propondo uma escolha: \u201cDois amores fundaram duas cidades, a saber: o amor pr\u00f3prio, levado ao desprezo a Deus, a terrena; e o amor a Deus, levado ao desprezo de si pr\u00f3prio, a celestial\u201d. Assim seja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deus seja louvado, amado e glorificado, em nossos irm\u00e3os e amigos falecidos, na certeza de que neles o amor de Deus fixou morada, cresceu e se fez dom para o mundo, no mais elevado esp\u00edrito de confian\u00e7a e na feliz bem-aventuran\u00e7a, indicadores daquele caminho, pelo qual deve prevalecer uma enorme sede de eterna felicidade, raiz [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-19141","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19141","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19141"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19141\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21221,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19141\/revisions\/21221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}