{"id":19132,"date":"2016-10-31T17:36:25","date_gmt":"2016-10-31T19:36:25","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/10\/31\/a-felicidade-dos-santos\/"},"modified":"2017-05-05T14:55:10","modified_gmt":"2017-05-05T17:55:10","slug":"a-felicidade-dos-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-felicidade-dos-santos\/","title":{"rendered":"A felicidade dos santos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na solenidade de todos os santos a liturgia leva os fi\u00e9is a refletirem sobre as Bem-aventuran\u00e7as (Mt 5,1-12), \u00c9 que os santos compreenderam plenamente que ser feliz \u00e9 reconhecer a Deus como \u00fanica felicidade e foram, assim, bem-aventurados. Entretanto, a ventura que Jesus descreve n\u00e3o \u00e9 segundo a medida dos valores humanos, nem segundo a sabedoria terrena. Sup\u00f5e, ao contr\u00e1rio, uma ruptura com os crit\u00e9rios mundanos e isto como condi\u00e7\u00e3o para se atingir a santidade a qual se contempla em todos aqueles que est\u00e3o por toda a eternidade l\u00e1 no c\u00e9u. Deste modo, as bem-aventuran\u00e7as s\u00e3o a descri\u00e7\u00e3o daqueles que j\u00e1 conquistaram a gl\u00f3ria eterna, especificando os aspectos de suas exist\u00eancias nesta terra. Eles devem ser imitados por aqueles que ainda est\u00e3o a caminho da Jerusal\u00e9m celeste. Cristo mostra que felizes n\u00e3o s\u00e3o aqueles que possuem a abund\u00e2ncia de riquezas, mas os que suportam com paci\u00eancia as adversidades; os que conservam a mansid\u00e3o em todas as circunst\u00e2ncias da vida; aqueles que procuram a justi\u00e7a, ou seja, que fazem em tudo a vontade divina; quem tem compaix\u00e3o, imitando a miseric\u00f3rdia da Deus; os que n\u00e3o se deixam macular com as paix\u00f5es desregradas; aqueles que s\u00e3o profetas da paz. Por tudo isto, muitas vezes eles s\u00e3o perseguidos, injuriados, mas se alegram porque seus nomes est\u00e3o no rol dos que se candidatam a entrar na casa do Pai. Tudo isto aconteceu com os santos n\u00e3o porque eles se privaram de algo que \u00e9 bom oferecido pela bondade de Deus ou se viram sempre em situa\u00e7\u00f5es dolorosas, mas porque em tudo estavam unidos ao seu Criador, observando seus des\u00edgnios em todos os momentos e circunst\u00e2ncias. Amaram a vida, mas a amaram n\u00e3o atrav\u00e9s de vulgares prazeres e m\u00edseras ambi\u00e7\u00f5es. Amaram-na pelo que a exist\u00eancia neste mundo tem de importante, de grande, de divino. H\u00e1, portanto, em cada bem-aventuran\u00e7a alguma coisa de radical que estrutura a verdadeira felicidade a qual se radica no Senhor Todo-poderoso.\u00a0 Porque Deus \u00e9 a heran\u00e7a dos santos, porque a p\u00e1tria verdadeira \u00e9 o c\u00e9u onde se ver\u00e1 o Ser Supremo face a face, \u00e9 que se deve procurar ser feliz dentro dos par\u00e2metros estabelecidos por Cristo. Os santos foram ditosos na alegria ou na tristeza, na pobreza ou no bem-estar, dado que viveram initerruptamente em fun\u00e7\u00e3o de Deus o qual a eles bastava. Por isto imitaram a miseric\u00f3rdia divina e tiveram o cora\u00e7\u00e3o aberto \u00e0s mis\u00e9rias alheias para alivi\u00e1-las. Foram puros uma vez que observaram o sexto e o nono mandamentos \u00e0 risca e n\u00e3o se deixaram contaminar pelas alicia\u00e7\u00f5es lascivas suscitadas pelo esp\u00edrito do mal. Compreenderam e viveram a m\u00e1xima estabelecida por Jesus: \u201cSede perfeitos como o Pai celeste \u00e9 perfeito\u201d. Procuraram ent\u00e3o ter um cora\u00e7\u00e3o grande como o do Deus no qual pulsa um amor infinito. Eis a\u00ed o que prop\u00f5e a solenidade de todos os santos. S\u00e3o eles n\u00e3o apenas os que foram canonizados e est\u00e3o nos altares das Igrejas, mas tantos parentes e amigos nossos que retrataram em suas vidas as bem-aventuran\u00e7as registradas por S\u00e3o Mateus.\u00a0 Todos eles est\u00e3o a mostrar que, de acordo com o Evangelho, a felicidade consiste em ter Deus como o bem supremo, \u00fanico, suficiente. Eles nos convidam a ter uma vida conforme os ensinamentos b\u00edblicos e n\u00e3o como as estapaf\u00fardias vis\u00f5es de um mundo divorciado da verdade, imerso nos v\u00edcios, na voluptuosidade e em toda esp\u00e9cie de corrup\u00e7\u00e3o.\u00a0 Os santos foram luz do mundo e sal da terra e est\u00e3o a nos recordar o conselho do Mestre divino: \u201dBrilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, a fim de que, vendo as vossas obras, glorifiquem vosso Pai est\u00e1 nos c\u00e9us\u201d (Mt, 5,16). Que ent\u00e3o a proclama\u00e7\u00e3o das bem-aventuran\u00e7as possa significar a ess\u00eancia mesma da vida do verdadeiro crist\u00e3o, pois a felicidade \u00edntima de cada um \u00e9 proporcional \u00e0 largura e \u00e0 profundidade de sua f\u00e9. \u00c9 preciso saber viver o que Jesus nos prop\u00f5e. Ele quer uma atitude decidida de nosso cora\u00e7\u00e3o, de todo o nosso ser que se concentra na vontade de Deus para poder estar com Ele um dia l\u00e1 no c\u00e9u por todo sempre na companhia de todos os santos.* Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na solenidade de todos os santos a liturgia leva os fi\u00e9is a refletirem sobre as Bem-aventuran\u00e7as (Mt 5,1-12), \u00c9 que os santos compreenderam plenamente que ser feliz \u00e9 reconhecer a Deus como \u00fanica felicidade e foram, assim, bem-aventurados. 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