{"id":19104,"date":"2016-10-31T11:21:04","date_gmt":"2016-10-31T13:21:04","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/10\/31\/quando-o-fim-e-o-comeco\/"},"modified":"2017-05-05T15:03:41","modified_gmt":"2017-05-05T18:03:41","slug":"quando-o-fim-e-o-comeco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quando-o-fim-e-o-comeco\/","title":{"rendered":"Quando o fim \u00e9 o come\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quando Lavoisier elaborou a Lei da Conserva\u00e7\u00e3o das massas, n\u00e3o pensou que atrav\u00e9s dela fazia um enunciado vago, mas plaus\u00edvel, sobre a vida al\u00e9m da morte. Ou seja: \u201cna natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma\u201d. Nesse ciclo cont\u00ednuo estaria tamb\u00e9m a natureza humana? E sua alma, seu esp\u00edrito ficariam fora, mesmo sendo esse o grande desejo humano de perpetua\u00e7\u00e3o? A f\u00e9 n\u00e3o nos ensina ser o homem agente de transforma\u00e7\u00e3o do mundo? E dotado de corpo e alma, mat\u00e9ria e esp\u00edrito, portanto massa \u00fanica de vida em transforma\u00e7\u00e3o?<br \/> Certamente o qu\u00edmico franc\u00eas Antoine Lavoisier jamais se preocupou em dar uma dimens\u00e3o maior \u00e0 vida humana do que aquela que seus olhos viam e seus microsc\u00f3pios exploravam com o plaus\u00edvel da ci\u00eancia. Nada al\u00e9m disso. No entanto, seu enunciado foi al\u00e9m: nada mais se cria, pois o Criador nos deu tudo pronto. Nada se perde, pois o ciclo de metamorfose das massas e mat\u00e9rias \u00e9 um cont\u00ednuo gerador de energias que se multiplicam, se somam ou se dividem permanentemente. Mas tudo se transforma. Tudo no mundo est\u00e1 em cont\u00ednua ebuli\u00e7\u00e3o e processo de mudan\u00e7as, seja para mais ou menos, para melhor ou pior, para crescimento ou encolhimento, para ebuli\u00e7\u00e3o ou enrijecimento&#8230; At\u00e9 o ser humano! At\u00e9 sua vida!<br \/> Aqui \u00e9 que s\u00e3o elas. Se participantes desse ciclo de vida que denominamos natureza, se nesse processo figuramos como o principal agente, ao qual Deus confiou a tarefa de guiar, disciplinar, gerenciar ou mesmo tirar proveito das transforma\u00e7\u00f5es que se processam aos nossos olhos, sob nossos p\u00e9s ou em n\u00f3s mesmos; se somos os maiores e mais diretamente beneficiados com esse processo cont\u00ednuo de mudan\u00e7as da natureza que nos cerca, se a vida \u00e9 a soma disso tudo e do qual temos o usufruto para nosso bem-estar e gozo cont\u00ednuo, como negar outra dimens\u00e3o de vida? <br \/> Quando a afirmativa b\u00edblica nos lembra o que somos, nada mais que p\u00f3, ao qual voltaremos, fala-nos t\u00e3o somente da estrutura f\u00edsica que ocupamos. H\u00e1 ainda a estrutura espiritual. Dessa nos ensina a f\u00e9. A mesma que nos deu a no\u00e7\u00e3o do pecado que nos trouxe a morte. \u201cDe fato, quem est\u00e1 morto, est\u00e1 livre do pecado. Mas, se estamos mortos com Cristo, acreditamos que tamb\u00e9m viveremos com ele, pois sabemos que Cristo, ressuscitado dos mortos, n\u00e3o morre mais; a morte j\u00e1 n\u00e3o tem poder sobre ele\u201d (Rom 6, 7-9). Quem assim nos ensinou, o ap\u00f3stolo Paulo, sabia muito bem do que estava falando, pois viveu na carne essa experi\u00eancia de \u201ctransforma\u00e7\u00e3o\u201d em sua vida. Um dia exclamou: \u201cJ\u00e1 n\u00e3o sou eu quem vive; \u00e9 Cristo que vive em mim\u201d.<br \/> Perceber, pois, que \u201cnada se perde\u201d da natureza \u00e9 tamb\u00e9m incluir nesse processo a vida espiritual. Sobre ela a morte n\u00e3o tem poder. Esta, portanto, nunca ser\u00e1 o fim, mas o in\u00edcio, a volta \u00e0 origem do ser espiritual que somos. Pedro bem definiu essa descoberta em sua vida, quando Cristo o deixou livre para escolher outros caminhos. \u201cA quem iremos, Senhor! S\u00f3 tu tens palavras de vida eterna\u201d. Essa \u00e9 a fonte da nossa esperan\u00e7a, o segredo que a Lei da Vida nos aponta como a mais preciosa descoberta dos que buscam um sentido para suas vidas. \u201cPois o pecado n\u00e3o os dominar\u00e1 nunca mais, porque voc\u00eas j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o debaixo da Lei (da morte), mas da gra\u00e7a (da vida plena)\u201d (Rom 6,14). Esse \u00e9 o caminho que Jesus veio nos apontar. E confirmar: \u201cQuem cr\u00ea em mim, ainda que esteja morto, viver\u00e1\u201d!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando Lavoisier elaborou a Lei da Conserva\u00e7\u00e3o das massas, n\u00e3o pensou que atrav\u00e9s dela fazia um enunciado vago, mas plaus\u00edvel, sobre a vida al\u00e9m da morte. Ou seja: \u201cna natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma\u201d. Nesse ciclo cont\u00ednuo estaria tamb\u00e9m a natureza humana? 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