{"id":19028,"date":"2016-10-27T12:37:06","date_gmt":"2016-10-27T14:37:06","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/10\/27\/a-presenca-arriscada-da-igreja-na-somalia\/"},"modified":"2017-05-31T13:30:29","modified_gmt":"2017-05-31T16:30:29","slug":"a-presenca-arriscada-da-igreja-na-somalia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-presenca-arriscada-da-igreja-na-somalia\/","title":{"rendered":"A presen\u00e7a arriscada da Igreja na Som\u00e1lia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/9f69834c2.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Dom Giorgio Bertin Dom Giorgio Bertin<\/p>\n<p>\u201cMesmo se tiver que ser no sil\u00eancio, ainda assim \u00e9 melhor do que n\u00e3o estar\u201d, \u00e9 o que afirma Dom Giorgio Bertin, administrador apost\u00f3lico de Mogadishu e bispo de Djibouti, se referindo \u00e0 presen\u00e7a da Igreja Cat\u00f3lica nessa parte da \u00c1frica, onde ele tem vivido e estado \u00e0 servi\u00e7o da Igreja por j\u00e1 h\u00e1 quase 40 anos.<\/p>\n<p>Os olhos do prelado Italiano brilham quando ele \u00e9 perguntado sobre a pequena igreja de Santo Ant\u00f4nio de P\u00e1dua na cidade de Hargeisa, na Somalil\u00e2ndia (regi\u00e3o aut\u00f4noma do Norte da Som\u00e1lia que se autodeclarou como estado independente, n\u00e3o reconhecido internacionalmente). \u201cEla foi constru\u00edda pelos capuchinhos em 1950, mas por muitos anos permaneceu fechada. Antes do levante dos rebeldes contra as autoridades somalis em Mogadishu, eu celebrava missa l\u00e1 pelo menos tr\u00eas vezes ao ano, incluindo Natal e P\u00e1scoa&#8230; depois desses acontecimentos ficou muito perigoso. Em janeiro passado entrei em contato com as autoridades em Hargeisa, explicando que gostar\u00edamos de reabrir a igreja e que l\u00e1 tamb\u00e9m seria um lugar de atividades humanit\u00e1rias sob responsabilidade da Caritas. Eles aceitaram, e assim eu celebrei a re-abertura da igreja\u201d, exp\u00f5e o bisco com um sorriso de orelha a orelha. Ele fala ao pessoal da ACN (Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre) em Roma, durante r\u00e1pida visita \u00e0 It\u00e1lia. \u201cN\u00e3o s\u00e3o muitas pessoas que v\u00e3o \u00e0 missa \u2013 umas 10 no m\u00e1ximo \u2013 contudo, n\u00e3o diminui a import\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n<p>A pequena igreja em Hargeisa \u00e9 o \u00fanico lugar de presen\u00e7a da Igreja Cat\u00f3lica em toda a Somalia at\u00e9 o momento, num pa\u00eds onde todo o dia \u201ch\u00e1 mais e mais mesquitas, gra\u00e7as \u00e0 ajuda financeira da Ar\u00e1bia Saudita\u201d. Para os cat\u00f3licos, no entanto, \u201cn\u00e3o h\u00e1 maneira de estar presente em Mogadishu, j\u00e1 que o perigo \u00e9 muito grande. H\u00e1 alguns cat\u00f3licos, mas se eles se envolvem em qualquer atividade, na Caritas por exemplo, estar\u00e3o arriscando suas vidas. N\u00f3s s\u00f3 podemos estar l\u00e1 atrav\u00e9s do interm\u00e9dio de outras associa\u00e7\u00f5es somalis\u201d.<\/p>\n<p>Foi h\u00e1 27 anos, depois do assassinato do Bispo Salvatore Colombo, que a Curia Romana, solicitou que o Bispo Bertin se tornasse o administrador apost\u00f3lico de Mogadishu, depois que rebeldes tinham destru\u00eddo quase toda a capital da Som\u00e1lia e toda a presen\u00e7a f\u00edsica da Igreja Cat\u00f3lica. \u201cEles deliberadamente nos tornaram seu alvo, mas n\u00e3o s\u00f3 n\u00f3s; na verdade, eles destru\u00edram tudo \u2013 as embaixadas, institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas&#8230;\u201d Essa foi uma rebeli\u00e3o nunca vista antes na hist\u00f3ria da Som\u00e1lia, um pa\u00eds onde ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel formar um estado, mas ao contr\u00e1rio tem sido dividido em diferentes regi\u00f5es em que algumas se autoproclamaram independentes, a maioria n\u00e3o reconhecidos.<\/p>\n<p>A Igreja \u00e9 respeitada em Djibouti, no entanto&#8230;<\/p>\n<p>Dom Bertin \u00e9 cuidadoso ao explicar que o Estado independente de Djibouti, onde ele vive atualmente, \u00e9 um tanto diferente da Som\u00e1lia. \u201cN\u00f3s somos deixados em paz l\u00e1; n\u00e3o h\u00e1 perigo e a Igreja \u00e9 respeitada\u201d. No momento h\u00e1 cerca de 5.000 cat\u00f3licos vivendo nessa antiga col\u00f4nia francesa, a maioria s\u00e3o estrangeiros que trabalham l\u00e1: franceses, ou pessoas que vieram da Eti\u00f3pia. \u201cH\u00e1 tamb\u00e9m alguns cat\u00f3licos nativos e Djibouti, por tradi\u00e7\u00e3o familiar ou \u00f3rf\u00e3os que foram levados \u00e0s institui\u00e7\u00f5es da Igreja, mas s\u00e3o a minoria\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm Djibouti, a maior tarefa da Igreja s\u00e3o as escolas e o trabalho da Caritas\u201d, o bispo nos assegura, tocando sua cruz peitoral de madeira. \u201cEles s\u00e3o como nossos dois bra\u00e7os\u201d, ele adiciona. \u201cNosso trabalho pastoral \u00e9 muito limitado, e mesmo que n\u00e3o tenhamos convertido pessoas ou estabelecido esse trabalho, estamos, no entanto, semeando o Evangelho entre o povo, dado que 99% dos alunos de nossas escolas s\u00e3o mu\u00e7ulmanos, eles sabem que n\u00f3s somos sinceros e que os respeitamos, eles ent\u00e3o nos respeitam em troca\u201d.<\/p>\n<p>Nessa regi\u00e3o de esmagadora maioria isl\u00e2mica, h\u00e1 cerca de 30 religiosos cat\u00f3licos, com 2 igrejas e 4 casas mission\u00e1rias. \u201cUm padre ou uma irm\u00e3 religiosa n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1 s\u00f3 pelos cat\u00f3licos; est\u00e3o l\u00e1 como uma presen\u00e7a na sociedade, em contato com as pessoas e abertas a elas. N\u00f3s n\u00e3o podemos permanecer fechados \u00e0s nossas estruturas\u201d, explica o Dom Bertin, que pisou pela primeira vez nessa parte conhecida como Chifre da \u00c1frica em 1969 e tem vivido l\u00e1 de modo permanente desde de 1978.<\/p>\n<p>Ele foi recebido em audi\u00eancia recentemente pelo Papa Francisco. \u201cEle me ouviu, n\u00f3s conversamos sobre a realidade da vida l\u00e1, ele agradeceu pelo nosso trabalho e tamb\u00e9m pelo presente que levei a ele, um incenso \u2013 e ele me disse que o incenso da Som\u00e1lia \u00e9 muito bom!\u201d, o bispo conta rindo. \u201cAgora esperamos ansiosamente a visita ad limina\u00b9\u201d.<\/p>\n<p>A ACN tem v\u00e1rios projetos, tanto na Som\u00e1lia quanto em Djibouti h\u00e1 anos; como por exemplo na tradu\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios livros religiosos, incluindo o catecismo. \u201cSou muito agradecido \u00e0 ACN. Temos tido um \u00f3timo relacionamento por muitos anos\u201d, diz o bispo de Djibouti.<br \/>______________<\/p>\n<p>\u00b9Vista ad limita: encontro obrigat\u00f3rio de prelados ou bispos diocesanos com o Papa nos t\u00famulos de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo; acontece em m\u00e9dia a cada 5 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: ACN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Giorgio Bertin Dom Giorgio Bertin \u201cMesmo se tiver que ser no sil\u00eancio, ainda assim \u00e9 melhor do que n\u00e3o estar\u201d, \u00e9 o que afirma Dom Giorgio Bertin, administrador apost\u00f3lico de Mogadishu e bispo de Djibouti, se referindo \u00e0 presen\u00e7a da Igreja Cat\u00f3lica nessa parte da \u00c1frica, onde ele tem vivido e estado \u00e0 servi\u00e7o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19027,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-19028","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19028","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19028"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19028\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25014,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19028\/revisions\/25014"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}