{"id":18776,"date":"2016-10-17T18:40:55","date_gmt":"2016-10-17T20:40:55","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/10\/17\/furacao-matthew-sacerdote-pede-em-comovente-carta-oracoes-por-cubanos-atingidos\/"},"modified":"2017-05-29T15:30:25","modified_gmt":"2017-05-29T18:30:25","slug":"furacao-matthew-sacerdote-pede-em-comovente-carta-oracoes-por-cubanos-atingidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/furacao-matthew-sacerdote-pede-em-comovente-carta-oracoes-por-cubanos-atingidos\/","title":{"rendered":"Furac\u00e3o Matthew: Sacerdote pede em comovente carta ora\u00e7\u00f5es por cubanos atingidos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/sofrimento.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>HAVANA, 17 Out. 16 \/ 01:00 pm (ACI).- \u201cRezem por todas estas pessoas. Rezem para que n\u00e3o lhes falte for\u00e7as. E rezem por mim, para que eu saiba estar \u00e0 altura do pastor que eles necessitam agora\u201d, s\u00e3o as palavras do Pe. Alberto, p\u00e1roco de Mais\u00ed, prov\u00edncia de Guant\u00e1namo (Cuba), ao relatar em uma carta o sofrimento da popula\u00e7\u00e3o localizada ao sul da ilha atingida pelo furac\u00e3o Matthew no dia 4 de outubro.<\/p>\n<p>Como se recorda, no in\u00edcio deste m\u00eas o furac\u00e3o Matthew passou pelo Caribe causando destrui\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos e no Haiti \u2013 onde deixou mais de 900 v\u00edtimas mortais \u2013, entretanto, tal como relata o sacerdote, tamb\u00e9m causou estragos no sul de Cuba deixando milhares de danificados.<\/p>\n<p>Na carta, a qual teve acesso o Grupo ACI, o Pe. Alberto explicou que a regi\u00e3o na qual trabalha pastoralmente \u201c\u00e9 uma zona eminentemente rural, onde a maioria das casas s\u00e3o de madeira com teto de telha de zinco ou de fibrocimento\u201d, e, portanto, n\u00e3o tem a capacidade de suportar furac\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesse sentido, recordou que quando o furac\u00e3o estava quase chegando \u00e0 ilha, ele e um seminarista decidiram permanecer na par\u00f3quia. \u201cA igreja \u00e9 de telha de zinco, com uma constru\u00e7\u00e3o de alvenaria que compreende a sacristia, dois quartos e em uma sala pequena\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Por sua parte, a popula\u00e7\u00e3o \u201cfez o que p\u00f4de para proteger suas casas, embora muitos n\u00e3o se arriscaram a permanecer nelas e durante o furac\u00e3o estiveram em casas de alvenaria de familiares e vizinhos ou grutas, porque esta \u00e9 uma regi\u00e3o de muitas rochas e abundam as grutas, e n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que as pessoas se refugiam ali para passar o mau tempo. Em dois povoados que frequento, os templos s\u00e3o de alvenaria e ali tamb\u00e9m se refugiaram algumas pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Conforme as horas passavam \u2013 e sem energia el\u00e9trica \u2013, a for\u00e7a do vento aumentava e \u201co seminarista e eu est\u00e1vamos impotentes e olh\u00e1vamos pela janela o irrevers\u00edvel, como foram caindo uma \u00e1rvore atr\u00e1s da outra no nosso p\u00e1tio e no dos vizinhos, algumas \u00e1rvores ca\u00edram em cima da despensa e do refeit\u00f3rio da C\u00e1ritas\u201d.<\/p>\n<p>O furac\u00e3o Matthew come\u00e7ou a destruir as instala\u00e7\u00f5es da par\u00f3quia: \u201cOs tetos dos banheiros, do port\u00e3o da casa e o assoalho voaram. A cozinha da C\u00e1ritas resistiu, porque suportou uma imensa \u00e1rvore de abacate que caiu em cima dela\u201d; mas o vento \u201ccome\u00e7ou a levar as telhas da despensa\u201d e a destruir o teto da cozinha e algumas partes da igreja.<\/p>\n<p>\u201cNo dia seguinte \u2013 relatou o sacerdote \u2013, parecia que t\u00ednhamos despertado em um lugar diferente. Tudo estava devastado, \u00e1rvores, casas, tudo (\u2026). O seminarista e eu fomos visitar as pessoas da par\u00f3quia. Era desolador\u201d.<\/p>\n<p>E embora as pessoas estivessem agradecidas porque n\u00e3o houve perdas humanas, ficaram angustiadas \u201cpelo futuro incerto devido a tudo o que eles perderam. Sob a chuva, de um lado para o outro, as pessoas recuperavam peda\u00e7os de telhas e tentavam remendar os tetos, tentando garantir um local minimamente seco para cozinhar e dormir, sabendo que dormiriam no ch\u00e3o ou em qualquer outra coisa, porque seus colch\u00f5es estavam molhados\u201d.<\/p>\n<p>Indicou que por dois dias as estradas permaneceram interrompidas e ningu\u00e9m podia passar; mas ambos puderam avisar aos seus pais que estavam bem \u201cporque meu motorista foi de bicicleta ao outro lado da par\u00f3quia para saber como estavam os seus pais e por l\u00e1 encontraram o bispo tentando cruzar uma ponte quebrada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO bispo de Guant\u00e1namo queria chegar aqui de qualquer maneira para saber como est\u00e1vamos, mas a passagem era imposs\u00edvel. Meu motorista o encontrou cheio de lama tentando procurar um caminho para o carro. Felizmente conseguiu informa\u00e7\u00f5es de como est\u00e1vamos e avisou \u00e0s fam\u00edlias e, assim que restabeleceram os caminhos, veio nos ver\u201d, escreveu.<\/p>\n<p>Na mesma carta, \u00e0 qual o Grupo ACI teve acesso no dia 13 de outubro, o sacerdote relatou que \u201cmuitos fi\u00e9is perderam praticamente tudo\u201d e, embora funcion\u00e1rios do governo perguntassem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o a quantia de suas perdas, n\u00e3o trouxeram alimentos. \u201cAt\u00e9 hoje \u2013 no momento em que escreveram este texto \u2013 a padaria n\u00e3o tinha conseguido ligar o forno e n\u00e3o h\u00e1 p\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Entretanto, C\u00e1ritas se mobilizou e as distintas dioceses est\u00e3o vendo como podem apoiar. O Arcebispo de Havana, Dom Juan Garc\u00eda, \u201cj\u00e1 enviou uma ajuda e dinheiro para comprar o indispens\u00e1vel, sobretudo comida\u201d, indicou.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o sacerdote afirmou: \u201cAgora a nossa prioridade \u00e9 que as pessoas possam ter algo para comer. Os templos j\u00e1 ser\u00e3o reconstru\u00eddos em seu momento, agora \u00e9 necess\u00e1rio garantir o sustento, porque algumas pessoas perderam tudo e, embora a solidariedade de familiares e amigos tenha sido muito evidente, as reservas acabam e aqui a gente n\u00e3o tem muito\u201d.<\/p>\n<p>Pe. Alberto compartilhou que se sente angustiado, embora espere \u201cque passe logo, porque n\u00e3o h\u00e1 tempo para isso. Imagino que \u00e9 o bloqueio de n\u00e3o saber por onde come\u00e7ar. Tudo est\u00e1 t\u00e3o destru\u00eddo, h\u00e1 tanta gente afetada e h\u00e1 tanto por fazer que se come\u00e7o a pensar fico paralisado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu tentarei dar o m\u00e1ximo de mim no que for poss\u00edvel, mas n\u00e3o posso prever o que acontecer\u00e1. Escrevo esta cr\u00f4nica com a confian\u00e7a de que amanh\u00e3 irei a Baracoa e l\u00e1 poderei envi\u00e1-la, mas n\u00e3o sei quando poderei conectar-me novamente\u201d, assinalou.<\/p>\n<p>O sacerdote disse que \u201cesta carta e estas cr\u00f4nicas n\u00e3o s\u00e3o para pedir ajuda material, nem para contar o que estamos vivendo, mas como n\u00e3o terei acesso f\u00e1cil aos correios e pode ser que algu\u00e9m pergunte \u2018posso fazer algo?\u2019, deixo o e-mail do Bispo de Guant\u00e1namo. Seu nome \u00e9 Wilfredo Pino e seu e-mail \u00e9 willyp@obigtmo.co.cu, ele \u00e9 quem est\u00e1 coordenando tudo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO que eu pe\u00e7o \u00e9 ora\u00e7\u00e3o\u201d, expressou. \u201c\u00c9 um momento de incerteza e ang\u00fastia e parece que o ciclone tamb\u00e9m levou a alma de muitas pessoas. Muita gente faz a mesma pergunta que eu fa\u00e7o: \u2018por onde come\u00e7ar?\u2019 Muita gente est\u00e1 enfrentando o momento com for\u00e7a e est\u00e1 lutando. A outros devemos animar o esp\u00edrito\u201d, escreveu o Pe. Alberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HAVANA, 17 Out. 16 \/ 01:00 pm (ACI).- \u201cRezem por todas estas pessoas. Rezem para que n\u00e3o lhes falte for\u00e7as. E rezem por mim, para que eu saiba estar \u00e0 altura do pastor que eles necessitam agora\u201d, s\u00e3o as palavras do Pe. 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