{"id":18578,"date":"2016-10-10T12:20:45","date_gmt":"2016-10-10T15:20:45","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/10\/10\/constancia-na-prece\/"},"modified":"2017-05-05T15:43:29","modified_gmt":"2017-05-05T18:43:29","slug":"constancia-na-prece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/constancia-na-prece\/","title":{"rendered":"Const\u00e2ncia na prece"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo de Cristo ao narrar a par\u00e1bola do juiz in\u00edquo e a vi\u00fava injusti\u00e7ada foi mostrado claramente por S\u00e3o Lucas, ou seja, ensinar a seus disc\u00edpulos que \u00e9 preciso rezar sempre sem desanimar (Lc 18,1-8). A perseveran\u00e7a \u00e9 de suma import\u00e2ncia, sobretudo na prece de s\u00faplica. Se perante um magistrado injusto uma pessoa pobre e desamparada conseguiu aquilo que com raz\u00e3o pleiteava, conclui Jesus que Deus faz justi\u00e7a aos que nele confiam e continuamente a Ele clamam. A prece tenaz deparar\u00e1 sempre a resposta favor\u00e1vel da parte do Onipotente. Este, contudo, deseja, pedagogicamente, que se persevere na solicita\u00e7\u00e3o que o fiel vislumbra como imprescind\u00edvel para si ou para o pr\u00f3ximo. Deus quer a fidelidade de um di\u00e1logo, de uma ora\u00e7\u00e3o iluminada por uma f\u00e9 inabal\u00e1vel no seu poder sem limites e na sua bondade infinita. Ele n\u00e3o \u00e9 um senhor desalmado como o juiz da par\u00e1bola, nem um juiz indiferente, passivo, silencioso, mas quer ser tratado como um pai amoroso. Este pai, por\u00e9m, diagnostica na const\u00e2ncia do pedido que lhe \u00e9 dirigido o que se passa l\u00e1 no \u00edntimo do suplicante. Trata-se do impetrante que passa ent\u00e3o a reconhecer que de si nada pode, mas firma sua depend\u00eancia ontol\u00f3gica daquele que \u00e9 rico em comisera\u00e7\u00e3o. A pobreza do cora\u00e7\u00e3o faz aflorar a necessidade do aux\u00edlio divino e leva ao reconhecimento da capacidade divina de atender o que se pede. Rezar assim e amar a este Deus \u00e9 uma abertura interior de si mesmo, um dom precioso para pode receber deste Deus a gra\u00e7a solicitada. N\u00e3o se trata, portanto, de se for\u00e7ar a bondade do Ser Supremo ao qual se demonstra, contudo, uma confian\u00e7a absoluta. H\u00e1 algo maravilhoso na atitude do suplicante, pois este n\u00e3o lan\u00e7a clamores no vazio. Sua ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um brado sem possibilidade de ser acolhido por quem pode e quer ajudar, atender, consolar. O crist\u00e3o, entretanto, nunca se esquece do que Jesus tamb\u00e9m ensinou, mostrando que se deve sempre dizer ao Pai do C\u00e9u: \u201cSeja feita a tua vontade\u201d. Muitas vezes o que se suplica na ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser atendido por muitas raz\u00f5es que Deus sabe melhor do que o ser humano com sua vis\u00e3o limitada. Numa prece humilde est\u00e1, assim,\u00a0 impl\u00edcito que o Senhor Poderoso atender\u00e1 quando for oportuno. Ele saber\u00e1 dar algo muito melhor para aquele que reza ou para as pessoas pelas quais se desejam gra\u00e7as especiais, dado que uma prece nunca fica sem resposta da parte do Criadora o narrar a Par\u00e1bola da vi\u00fava injusti\u00e7ada Jesus, Mestre da Ora\u00e7\u00e3o, ensina a todos os seus seguidores a procurarem sempre a justi\u00e7a e a jamais quererem se vingar de seus malfeitores. Para estes se deve pedir o perd\u00e3o divino como ocorreu com Santo Estev\u00e3o, o qual ao morrer apedrejado pedia a Deus que n\u00e3o castigasse seus perseguidores. Est\u00e1 registrado no Livro \u201cAtos dos Ap\u00f3stolos&#8221;: \u201cSenhor, n\u00e3o lhes impute este pecado\u201d (Atos 8,60). O protom\u00e1rtir imitava Jesus que, martirizado, no alto da Cruz suplicava: \u201cPai, perdoai-lhes porque n\u00e3o sabem o que fazem&#8221; (Lc 23, 46). Diante, por\u00e9m, das iniquidades que se cometem pelo mundo afora muitos se esquecem de que Deus \u00e9 paciente, porque \u00e9 eterno, e quer dar oportunidade a todos de se arrependerem, e possam reparar seus crimes e, assim, poderem obter a vida eterna. Como bem se expressou S\u00e3o Pedro, &#8220;Ele n\u00e3o quer que alguns pere\u00e7am, mas que todos cheguem \u00e0 convers\u00e3o\u201d. A longanimidade divina O leva a suportar os erros humanos, oferecendo oportunidade para que haja um arrependimento do pecador e este se converta e viva. Adite-se que mesmo os bons quando oram e suplicam devem estar certos de que Deus \u00e9 fiel e sempre levar\u00e1 em conta suas preces. Por vezes Ele prova a persist\u00eancia do orante. \u00c9 que Deus usa com sabedoria sua paci\u00eancia. \u00c9 preciso tamb\u00e9m que o fiel se examine se est\u00e1 pedindo dentro do trip\u00e9 sagrado, ou seja, pedindo bona, bene, boni. Isto significa que se deve suplicar sempre coisas boas, necess\u00e1rias a si e aos outros, com muita f\u00e9 e confian\u00e7a e sendo bons, estando na gra\u00e7a divina e unidos a\u00a0 Deus em todos os instantes de sua exist\u00eancia. Nunca se deve suplicar coisas m\u00e1s ~mala;\u00a0 duvidando do poder de Deus de maneira m\u00e1- male,\u00a0 e sendo maus &#8211; mali. Os grandes intercessores foram sempre os santos que viveram ou vivem de acordo com os des\u00edgnios divinos Eles t\u00eam o poder da prece eivada de uma f\u00e9 inabal\u00e1vel, alicer\u00e7ada numa viv\u00eancia agradabil\u00edssima a seu Senhor que logo os atende. T\u00eam a chave dos tesouros do Deus justo e fiel! A exemplo deles tenhamos coragem e a aud\u00e1cia na prece e seremos atendidos como foi a vi\u00fava da Par\u00e1bola de hoje, n\u00e3o por um juiz in\u00edquo, mas por um Deus que \u00e9 Pai de miseric\u00f3rdia infinita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O objetivo de Cristo ao narrar a par\u00e1bola do juiz in\u00edquo e a vi\u00fava injusti\u00e7ada foi mostrado claramente por S\u00e3o Lucas, ou seja, ensinar a seus disc\u00edpulos que \u00e9 preciso rezar sempre sem desanimar (Lc 18,1-8). A perseveran\u00e7a \u00e9 de suma import\u00e2ncia, sobretudo na prece de s\u00faplica. Se perante um magistrado injusto uma pessoa pobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-18578","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18578"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21258,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18578\/revisions\/21258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}