{"id":18577,"date":"2016-10-10T12:17:48","date_gmt":"2016-10-10T15:17:48","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/10\/10\/maria-e-a-missao\/"},"modified":"2017-05-05T15:43:50","modified_gmt":"2017-05-05T18:43:50","slug":"maria-e-a-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/maria-e-a-missao\/","title":{"rendered":"Maria e a miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o compreendo cristianismo sem Maria. Por mais que se negue seu protagonismo na vida mission\u00e1ria da Igreja, esta n\u00e3o existiria sem seu sim, sua disponibilidade servi\u00e7al ao projeto de Deus em sua vida. Foi Maria o embri\u00e3o de uma proposta de amor de Deus \u00e0s suas criaturas. Sem ela, a hist\u00f3ria crist\u00e3 n\u00e3o aconteceria. Portanto, fica claro a qualquer crist\u00e3o mais consciente o valor de Maria na vida da Igreja; esta que se deixou usar por Deus para que Jesus se inserisse em nossa caminhada. Crist\u00e3o que nega essa maternidade ou menospreza sua import\u00e2ncia, nega tamb\u00e9m seu Filho.\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 como separar a figura da m\u00e3e do encanto e beleza de sua crian\u00e7a. Em tudo se assemelham. At\u00e9 na miss\u00e3o que Deus lhes reservou. Tal m\u00e3e, tal filho.<\/p>\n<p> Assim refletir \u00e9 resgatar os passos e atitudes de uma mulher determinada a cumprir sua miss\u00e3o em todos os detalhes. N\u00e3o foi ela a primeira alma viva a acolher em si pr\u00f3pria a vontade de Deus em sua plenitude? \u201cFa\u00e7a-se em mim segundo a sua vontade\u201d? N\u00e3o foi ela a primeira mission\u00e1ria a anunciar pessoalmente \u00e0 fam\u00edlia de Jo\u00e3o Batista, o precursor, que o Reino de Deus estava pr\u00f3ximo, ganhava forma em seu ventre? \u201cVoc\u00ea \u00e9 bendita entre as mulheres, e \u00e9 bendito o fruto do seu ventre!\u201d, exclamou-lhe Isabel ao v\u00ea-la portadora da mais bela gravidez do g\u00eanero humano. N\u00e3o foi ela a paciente zeladora e primeira grande admiradora de seu menino preocupado em ensinar naquele templo, entre os doutores? \u201cN\u00e3o sabeis que devo preocupar-me com as coisas do meu Pai\u201d? N\u00e3o foi ela a primeira intercessora do grande milagre de um novo tempo (o vinho novo das bodas), cuja realiza\u00e7\u00e3o s\u00f3 se deu gra\u00e7as \u00e0 sua interven\u00e7\u00e3o? \u201cFa\u00e7am tudo o que ele vos disser&#8230;\u201d N\u00e3o foi ela a mulher paciente que o ouvia \u00e0 dist\u00e2ncia, dando espa\u00e7o \u00e0s multid\u00f5es que o cercavam e renunciando sempre aos direitos que a pr\u00f3pria maternidade lhe concedia? \u201cMinha m\u00e3e e meus irm\u00e3os s\u00e3o aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a p\u00f5em em pr\u00e1tica\u201d. Como deve ter lhe sido doloroso ouvir essas palavras!<\/p>\n<p> Ser m\u00e3e \u00e9 renunciar. \u00c9 criar para o mundo, mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia. \u00c9 olhar ao longe um rebento que cresce, que verga, que adquire for\u00e7as e um dia parte, sem olhar para tr\u00e1s. Mas ao Filho sempre resta a certeza de que aquele colo que o embalou, aqueles seios que o amamentaram, aquele sorriso que aliviava suas dores, aquele olhar reluzente de esperan\u00e7a e de \u00e2nimos, n\u00e3o lhe faltariam nunca. A m\u00e3e, de uma forma ou de outra, tinha endere\u00e7o fixo em seu cora\u00e7\u00e3o e velaria por ele em qualquer circunst\u00e2ncia, em qualquer necessidade. O seu Filho j\u00e1 n\u00e3o mais lhe pertencia. Mas as multid\u00f5es lhe davam gra\u00e7as: \u201cFeliz o ventre que te carregou, e os seios que te amamentaram\u201d. Ou seja: obrigado m\u00e3e pelo presente que nos destes!<\/p>\n<p> A obra mission\u00e1ria da Igreja nasceu do sim de Maria. Por isso \u00e9 ela a estrela da evangeliza\u00e7\u00e3o, a primeira grande mission\u00e1ria da f\u00e9 nascida de seu ventre, a m\u00e3e de Deus e da Igreja&#8230; Sem ela n\u00e3o ter\u00edamos a Reden\u00e7\u00e3o. Tanto que o pr\u00f3prio Redentor nos presenteou com sua maternidade, confiando-a a prote\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo que mais amava: \u201cMulher, eis a\u00ed o seu filho\u201d. Depois disse ao bom disc\u00edpulo, aquele que nos representou aos p\u00e9s da cruz: \u201cEis a\u00ed a sua m\u00e3e\u201d.\u00a0 Esse \u00e9 o detalhe que nos falta na pr\u00e1tica da devo\u00e7\u00e3o mariana. N\u00e3o quest\u00e3o de desvio de foco da obra redentora \u2013 como nos acusam alguns \u2013 mas preserva\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o, acolhimento e gratid\u00e3o a tudo e por tudo que Maria nos proporcionou e continua a nos proporcionar com sua presen\u00e7a e b\u00ean\u00e7\u00e3os maternais. Foi ap\u00f3s a consuma\u00e7\u00e3o de tudo, da maior d\u00e1diva de amor que Deus nos fez, foi nesta hora insana, por\u00e9m magn\u00e2nima que \u201co disc\u00edpulo a recebeu em sua casa\u201d. A miss\u00e3o de Maria continua em nosso meio, nossa casa comum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o compreendo cristianismo sem Maria. Por mais que se negue seu protagonismo na vida mission\u00e1ria da Igreja, esta n\u00e3o existiria sem seu sim, sua disponibilidade servi\u00e7al ao projeto de Deus em sua vida. Foi Maria o embri\u00e3o de uma proposta de amor de Deus \u00e0s suas criaturas. Sem ela, a hist\u00f3ria crist\u00e3 n\u00e3o aconteceria. 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