{"id":18575,"date":"2016-10-07T03:00:00","date_gmt":"2016-10-07T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/10\/07\/a-chave-e-o-agradecimento\/"},"modified":"2017-05-05T15:46:50","modified_gmt":"2017-05-05T18:46:50","slug":"a-chave-e-o-agradecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-chave-e-o-agradecimento\/","title":{"rendered":"A chave \u00e9 o agradecimento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A chave das leituras do vig\u00e9simo oitavo domingo do Tempo Comum \u00e9 o agradecimento: o leproso no Evangelho(Cf. Lc 17,11-19) e o de Naam\u00e3(Cf. 2Rs 5,14-17), na primeira leitura. A a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as \u00e9, tamb\u00e9m, a chave da vida crist\u00e3, de nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus, com Jesus e com os irm\u00e3os. Da f\u00e9 nasce o agradecimento. E a\u00ed, precisamente como diz o Evangelho, est\u00e1 \u00e0 salva\u00e7\u00e3o, a vida nova. Dizendo de outra maneira, est\u00e1 no agradecimento o ato de assumir outro estilo de vida, mais pleno, mais humano e, por isso, mais divino.<br \/>Em nossa cultura agradecemos quando nos fazem um favor ou nos d\u00e3o algo de presente. Quanto mais inesperado ou mais gratuito, mais sentidos s\u00e3o os agradecimentos. Sempre \u00e9 um reconhecimento de que recebemos algo de gra\u00e7a. O que se recebe assim adquire um valor tal para a pessoa, que estabelece um relacionamento com o doador do presente que vai mais al\u00e9m de qualquer considera\u00e7\u00e3o interesseira ou ego\u00edsta. O favor n\u00e3o se devolve. Simplesmente fica estabelecida uma rela\u00e7\u00e3o de gratuidade, de carinho entre as pessoas. N\u00e3o h\u00e1 c\u00e1lculo de custos. H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o pessoal, um la\u00e7o que \u00e9 dif\u00edcil de ser rompido.<br \/>H\u00e1 pessoas que, esquecendo-se da gratuidade, procuram mudar essa rela\u00e7\u00e3o em uma rela\u00e7\u00e3o comercial. O favor \u00e9 devolvido calculando-se os custos do benef\u00edcio recebido. Nesse caso, a rela\u00e7\u00e3o perde seu car\u00e1ter de gratuidade e os agradecimentos perdem a sua natureza. N\u00e3o h\u00e1 agradecimento, mas pagamento.<br \/>Nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de agradecimento. Dele recebemos tudo em total gratuidade: a vida, a liberdade, o amor, a cria\u00e7\u00e3o&#8230; N\u00e3o h\u00e1 forma de se medir aquilo que recebemos. Aqueles que pretendem fazer de seu relacionamento com Deus uma esp\u00e9cie de contabilidade, de toma l\u00e1, d\u00e1 c\u00e1, de \u201cvou \u00e0 missa para que me salve\u201d, ou \u201cpara que seja perdoado\u201d, perdem-se em um labirinto sem sa\u00edda. Como Eliseu, Deus n\u00e3o aceita nada, pois nada lhe faz falta. Em certo sentido, nada do que fa\u00e7amos lhe pode interessar. Ele nos deu a vida de presente, e em seu amor total por n\u00f3s, s\u00f3 quer que a desfrutemos, que a gozemos, que vivamos a fundo nossa responsabilidade, que tornemos realidade a fraternidade entre n\u00f3s e com toda a cria\u00e7\u00e3o. Mais do que a devolu\u00e7\u00e3o do favor-algo imposs\u00edvel de se realizar em rela\u00e7\u00e3o a Deus \u2013 nasce o agradecimento, a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. A\u00ed nos encontramos com a salva\u00e7\u00e3o. Aquele que vive em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as permanente vive a salva\u00e7\u00e3o. Jesus cura dez leprosos. Mas apenas ao que retorna diz que sua f\u00e9 o salvou. Os outros ficaram perdidos em seus labirintos. Menos mal por Deus os amar do mesmo jeito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A chave das leituras do vig\u00e9simo oitavo domingo do Tempo Comum \u00e9 o agradecimento: o leproso no Evangelho(Cf. Lc 17,11-19) e o de Naam\u00e3(Cf. 2Rs 5,14-17), na primeira leitura. 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