{"id":18421,"date":"2016-10-03T14:10:11","date_gmt":"2016-10-03T17:10:11","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/10\/03\/papa-no-encontro-inter-religioso-qsomos-chamados-a-construir-juntos-um-futuro-de-pazq\/"},"modified":"2017-06-02T13:04:43","modified_gmt":"2017-06-02T16:04:43","slug":"papa-no-encontro-inter-religioso-qsomos-chamados-a-construir-juntos-um-futuro-de-pazq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-no-encontro-inter-religioso-qsomos-chamados-a-construir-juntos-um-futuro-de-pazq\/","title":{"rendered":"Papa no Encontro Inter-religioso: &#8220;Somos chamados a construir juntos um futuro de paz&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/epa2219603_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Baku (RV) \u2013 A breve visita do Papa Francisco ao Azerbaij\u00e3o teve um forte car\u00e1ter inter-religioso. Neste sentido, este domingo teve seu ponto alto com o Encontro Inter-religioso na Mesquita H. Aliyev, de Baku, reunindo o Xeique dos mu\u00e7ulmanos do C\u00e1ucaso, Allahshukur Pashazadeh, e representantes das outras comunidades do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00550969.mp3\">Clique aqui para ouvir.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes do proferir seu discurso, o Santo Padre teve um encontro privado com o Xeique, com a troca de dons, para ent\u00e3o encontrar os demais representantes religiosos.<\/p>\n<p>Ao se pronunciar antes de Francisco, o Xeique desejou a ele, em nome seu e de todo o Azerbaij\u00e3o, as mais sinceras felicita\u00e7\u00f5es pelo transcurso dos 80 anos, proximamente\u201d.<\/p>\n<p>Ao iniciar seu <a href=\"http:\/\/br.radiovaticana.va\/news\/2016\/10\/02\/papa_no_encontro_inter-religioso_%C3%ADntegra_do_pronunciamento\/1262354\">pronunciamento<\/a>, o Papa destacou o grande sinal que era o encontro &#8211; em fraterna amizade &#8211; realizar-se naquele local de ora\u00e7\u00e3o. \u201cUm sinal que manifesta aquela harmonia que as religi\u00f5es, em conjunto, podem construir, a partir das rela\u00e7\u00f5es pessoais e da boa vontade dos respons\u00e1veis\u201d, e da qual o Azerbaij\u00e3o se beneficia, pois &#8220;\u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a contraposi\u00e7\u00e3o que ajudam a construir sociedades melhores&#8221;, frisou o Pont\u00edfice.<\/p>\n<p>O presente encontro &#8211; recordou o Papa &#8211;\u00a0 est\u00e1 em continuidade aos numerosos encontros que se realizam em Baku \u201cpara promover o di\u00e1logo e a multiculturalidade\u201d:<\/p>\n<p>\u201cA fraternidade e a partilha que desejamos incrementar n\u00e3o ser\u00e3o apreciadas por aqueles que querem salientar divis\u00f5es, reacender tens\u00f5es e enriquecer \u00e0 custa de conflitos e contrastes; mas s\u00e3o imploradas e esperadas por quem deseja o bem comum, e sobretudo s\u00e3o agrad\u00e1veis a Deus, Compassivo e Misericordioso, que quer os filhos e filhas da \u00fanica fam\u00edlia humana unidos e sempre em di\u00e1logo entre si\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAbrir-se aos outros \u2013 diz Francisco &#8211;\u00a0 n\u00e3o empobrece, mas enriquece, porque nos ajuda a ser mais humanos\u201d:<\/p>\n<p>\u201cA reconhecer-se parte ativa dum todo maior e a interpretar a vida como um dom para os outros; a ter como alvo n\u00e3o os pr\u00f3prios interesses, mas o bem da humanidade; a agir sem idealismos nem intervencionismos, sem realizar interfer\u00eancias prejudiciais nem a\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, mas sempre no respeito das din\u00e2micas hist\u00f3ricas, das culturas e das tradi\u00e7\u00f5es religiosas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=vi2nwRJi850\">Clique aqui para assistir.<\/a><\/p>\n<p>Para o Papa, as pr\u00f3prias religi\u00f5es \u201ct\u00eam a grande tarefa de acompanhar os homens em busca do sentido da vida, ajudando-os a compreender que as limitadas capacidades do ser humano e os bens deste mundo nunca se devem tornar absolutos\u201d:<\/p>\n<p>\u201cAs religi\u00f5es s\u00e3o chamadas a fazer-nos compreender que o centro do homem est\u00e1 fora dele, que tendemos para o Outro infinito e para o outro que est\u00e1 pr\u00f3ximo de n\u00f3s. A\u00ed o homem \u00e9 chamado a encaminhar a vida rumo ao amor mais sublime e, simultaneamente, mais concreto: este n\u00e3o pode deixar de estar no cume de toda a aspira\u00e7\u00e3o autenticamente religiosa\u201d.<\/p>\n<p>As religi\u00f5es, neste sentido, t\u00eam tamb\u00e9m \u201cuma tarefa educativa: ajudar a tirar fora do homem o seu melhor. E n\u00f3s, como guias, temos uma grande responsabilidade que \u00e9 dar respostas aut\u00eanticas \u00e0 busca do homem, hoje frequentemente perdido nos paradoxos vertiginosos do nosso tempo\u201d.<\/p>\n<p>O Papa observa, que nos nossos dias avan\u00e7a, por um lado, \u201co niilismo daqueles que n\u00e3o acreditam em nada mais sen\u00e3o nos seus pr\u00f3prios interesses, benef\u00edcios e lucros, daqueles que jogam fora a vida acomodando-se ao ditado \u00abse Deus n\u00e3o existe, tudo \u00e9 permitido\u00bb e por outro, \u201cemergem cada vez mais as rea\u00e7\u00f5es r\u00edgidas e fundamentalistas daqueles que, com a viol\u00eancia da palavra e dos gestos, querem impor atitudes extremas e radicalizadas, as mais distantes do Deus vivo:<\/p>\n<p>\u201cAs religi\u00f5es, pelo contr\u00e1rio, ajudando a discernir o bem e a p\u00f4-lo em pr\u00e1tica com as obras, a ora\u00e7\u00e3o e o esfor\u00e7o do trabalho interior, s\u00e3o chamadas a construir a cultura do encontro e da paz, feita de paci\u00eancia, compreens\u00e3o, passos humildes e concretos. \u00c9 assim que se serve a sociedade humana\u201d.<\/p>\n<p>A sociedade, por sua vez \u2013 chama a aten\u00e7\u00e3o Francisco &#8211; est\u00e1 sempre obrigada a vencer a tenta\u00e7\u00e3o de se servir do fator religioso: as religi\u00f5es n\u00e3o devem jamais ser instrumentalizadas e nunca se podem prestar a apoiar conflitos e confrontos\u201d. Pelo contr\u00e1rio, \u201c\u00e9 fecunda uma liga\u00e7\u00e3o virtuosa entre sociedade e religi\u00f5es, uma alian\u00e7a respeitosa que deve ser constru\u00edda e preservada\u201d, a qual o Papa simboliza com as preciosas janelas art\u00edsticas, presentes h\u00e1 s\u00e9culos naquelas terras, \u201cfeitas apenas de madeira e vidros coloridos (Shebeke)\u201d, sem o uso de colas, nem pregos, \u201cmas encaixados entre si com um trabalho longo e cuidadoso\u201d, em que um material sustenta o outro.<\/p>\n<p>\u201cDa mesma forma \u2013 observou o Papa &#8211;\u00a0 \u00e9 dever de cada sociedade civil sustentar a religi\u00e3o, que permite a entrada duma luz indispens\u00e1vel para viver: para isso \u00e9 necess\u00e1rio garantir-lhe uma efetiva e aut\u00eantica liberdade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDeus n\u00e3o pode ser invocado para interesses de parte nem para fins ego\u00edstas; n\u00e3o pode justificar qualquer forma de fundamentalismo, imperialismo ou colonialismo. Mais uma vez deste lugar t\u00e3o significativo, levanta-se o grito angustiado: nunca mais viol\u00eancia em nome de Deus! Que o seu Santo nome seja adorado, e n\u00e3o profanado nem mercantilizado por \u00f3dios e conflitos humanos\u201d, disse com veem\u00eancia Francisco.<\/p>\n<p>Ora\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo \u2013 dever para os crist\u00e3os e condi\u00e7\u00e3o para a paz &#8211; est\u00e3o profundamente relacionados entre si, disse o Pont\u00edfice. \u201cPartem da abertura do cora\u00e7\u00e3o e tendem para o bem dos outros; por isso se enriquecem e refor\u00e7am mutuamente\u201d.<\/p>\n<p>Nos passos do Conc\u00edlio Vaticano II \u2013 disse o Papa \u2013 a Igreja exorta\u00a0 ao di\u00e1logo e colabora\u00e7\u00e3o com seguidores de outras religi\u00f5es. \u201cN\u00e3o se trata de qualquer \u00absincretismo conciliador\u00bb, nem de \u00abuma abertura diplom\u00e1tica que diga sim a tudo para evitar problemas\u00bb mas de dialogar com os outros e rezar por todos: estes s\u00e3o os nossos meios para mudar as lan\u00e7as em foices, para fazer surgir amor onde h\u00e1 \u00f3dio e perd\u00e3o onde h\u00e1 ofensa, para n\u00e3o nos cansarmos de implorar e percorrer caminhos de paz\u201d:<\/p>\n<p>\u201cUma paz verdadeira, fundada sobre o respeito m\u00fatuo, o encontro e a partilha, sobre a vontade de ultrapassar os preconceitos e as injusti\u00e7as do passado, sobre a ren\u00fancia \u00e0 duplicidade e aos interesses de parte; uma paz duradoura, animada pela coragem de superar as barreiras, de debelar a pobreza e as injusti\u00e7as, de denunciar e deter a prolifera\u00e7\u00e3o de armas e os ganhos in\u00edquos obtidos \u00e0 custa da pele dos outros. A voz de demasiado sangue clama a Deus a partir do solo da Terra, nossa casa comum\u201d.<\/p>\n<p>O Papa afirmou que \u201csomos desafiados a dar uma resposta, sem mais adiamentos, para construir um futuro de paz\u201d:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 tempo de solu\u00e7\u00f5es violentas e bruscas, mas o momento urgente de empreender processos pacientes de reconcilia\u00e7\u00e3o. A verdadeira quest\u00e3o do nosso tempo n\u00e3o \u00e9 como promover os nossos interesses, mas que perspectiva de vida oferecer \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras, como deixar um mundo melhor do que aquele que recebemos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDeus \u2013 disse o Papa &#8211; e a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, interrogar-nos-\u00e3o se hoje nos gastamos pela paz; j\u00e1 no-lo perguntam instantemente as gera\u00e7\u00f5es jovens, que sonham com um futuro diferente\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNa noite dos conflitos que estamos a atravessar, as religi\u00f5es sejam alvorecer de paz, sementes de renascimento por entre devasta\u00e7\u00f5es de morte, ecos de di\u00e1logo que ressoam incansavelmente, caminhos de encontro e reconcilia\u00e7\u00e3o para se chegar mesmo l\u00e1 onde as tentativas das media\u00e7\u00f5es oficiais parecem n\u00e3o ter \u00eaxito. Especialmente nesta amada regi\u00e3o cauc\u00e1sica, que muito desejei visitar e \u00e0 qual cheguei como peregrino de paz, as religi\u00f5es sejam ve\u00edculos ativos para a supera\u00e7\u00e3o das trag\u00e9dias do passado e das tens\u00f5es atuais\u201d.<\/p>\n<p>Que \u201cas riquezas inestim\u00e1veis destes pa\u00edses \u2013 concluiu o Papa &#8211; sejam conhecidas e valorizadas: os tesouros antigos e sempre novos de sabedoria, cultura e religiosidade dos povos do C\u00e1ucaso s\u00e3o um grande recurso para o futuro da regi\u00e3o e, em particular, para a cultura europeia, bens preciosos a que n\u00e3o podemos renunciar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baku (RV) \u2013 A breve visita do Papa Francisco ao Azerbaij\u00e3o teve um forte car\u00e1ter inter-religioso. 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