{"id":18387,"date":"2016-09-30T14:22:59","date_gmt":"2016-09-30T17:22:59","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/09\/30\/georgia-o-pais-que-o-papa-visita\/"},"modified":"2017-06-02T10:55:17","modified_gmt":"2017-06-02T13:55:17","slug":"georgia-o-pais-que-o-papa-visita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/georgia-o-pais-que-o-papa-visita\/","title":{"rendered":"Ge\u00f3rgia: o pa\u00eds que o Papa visita"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/rv19719_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Cidade do Vaticano (RV) \u2013 Mas que pa\u00eds \u00e9 hoje a Ge\u00f3rgia, ex-rep\u00fablica sovi\u00e9tica independente desde 1991? E sobretudo, como as autoridades veem a chegada de um segundo Pont\u00edfice depois de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II em 1999? A R\u00e1dio Vaticano conversou com Marilisa Lorusso, pesquisadora e perita da \u00e1rea do Observat\u00f3rio B\u00e1lc\u00e3s e C\u00e1ucaso:<\/p>\n<p>R. \u2013 Certamente \u00e9 um pa\u00eds que cresceu: viveu um per\u00edodo inicial muito turbulento, com duas guerras de secess\u00e3o, uma guerra civil, grandes lacunas de capacidade de soberania e um colapso econ\u00f4mico completo, devido, como muitos outros pa\u00edses p\u00f3s-sovi\u00e9ticos, \u00e0 crise da estrutura econ\u00f4mica da URSS. Sobre os \u00edndices de crescimento que tinham superado 8% ao ano, agora estamos em 3% em rela\u00e7\u00e3o ao PIB. Portanto, \u00e9 um pa\u00eds que, com grande dificuldade, est\u00e1 procurando propor-se como um agente econ\u00f4mico, de explorar a sua posi\u00e7\u00e3o seja do ponto de vista do turismo, seja da diferencia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, seja industrial que agr\u00edcola, em um contexto que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. De fato, existem tens\u00f5es entre os pa\u00edses vizinhos que geram dificuldades de transporte e comunica\u00e7\u00e3o; entre outras coisas, toda a Regi\u00e3o do Mar Negro est\u00e1 sofrendo, e ainda mais por causa da crise na Ucr\u00e2nia. Ent\u00e3o, entre mil dificuldades, a Ge\u00f3rgia est\u00e1 procurando uma estabiliza\u00e7\u00e3o seja econ\u00f4mica, seja pol\u00edtica.<\/p>\n<p>P. O Papa chega a poucos dias das elei\u00e7\u00f5es: o que o pa\u00eds, e o povo tamb\u00e9m, esperam dessas elei\u00e7\u00f5es? O que as pessoas pedem?<\/p>\n<p>R. &#8211; O que se espera segundo as pesquisas \u00e9 que o governo atual seja bem ou mal confirmado. Existe um verdadeiro debate pol\u00edtico: n\u00e3o temos mais o poder esmagador de um partido, por isso s\u00e3o elei\u00e7\u00f5es realmente discutidas e debatidas. No que concerne \u00e0s quest\u00f5es reais que interessam ao povo, em primeiro lugar est\u00e1 o desemprego. Se esta estabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica continuar, poder\u00e1 incentivar os investidores estrangeiros a expandirem sua presen\u00e7a no pa\u00eds. Por isso, \u00e9 muito prov\u00e1vel que n\u00e3o se registrem grandes mudan\u00e7as nas estrat\u00e9gias econ\u00f4micas; assim \u00e9 improv\u00e1vel que estas elei\u00e7\u00f5es tragam mudan\u00e7as do ponto de vista de orienta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 na pol\u00edtica interna, mas tamb\u00e9m naquela exterior. A Ge\u00f3rgia parece bastante atrelada a um caminho euro-atlantista. O reconhecimento pela R\u00fassia das suas duas rep\u00fablicas separatistas depois de 2008 &#8211; Abc\u00e1sia e da Oss\u00e9tia &#8211; na verdade, criou uma profunda divis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia, que ainda n\u00e3o foi normalizada do ponto de vista diplom\u00e1tico, entregando assim a Ge\u00f3rgia a uma orienta\u00e7\u00e3o pr\u00f3-ocidental, j\u00e1 no pensamento do pa\u00eds desde a independ\u00eancia.<\/p>\n<p>P. Como os pol\u00edticos georgianos olham para a visita do Papa? Recordamos que quando S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II visitou o pa\u00eds estava ali o seu amigo Shevardnadze: portanto a situa\u00e7\u00e3o era diferente\u2026<\/p>\n<p>R. &#8211; Certamente a visita do Papa \u00e9 uma reafirma\u00e7\u00e3o da identidade europeia para a Ge\u00f3rgia. Depois, h\u00e1 planos relativos \u00e0 pol\u00edtica interna georgiana: acolher o representante de outra confiss\u00e3o crist\u00e3 no seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio \u00e9 tamb\u00e9m, em certo sentido, um ato de supera\u00e7\u00e3o de formas de nacionalismo que tendem ent\u00e3o, eventualmente, a minar a coes\u00e3o social. Isto aplica-se n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s minorias crist\u00e3s, mas tamb\u00e9m \u00e0quelas mu\u00e7ulmanas. H\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es bilaterais: esta ser\u00e1, entre outras coisas, a primeira visita do Papa depois que a Ge\u00f3rgia reconheceu a presen\u00e7a de outras Igrejas no seu territ\u00f3rio, n\u00e3o como associa\u00e7\u00f5es, mas como &#8220;Igrejas&#8221;; ent\u00e3o certamente este \u00e9 um dado importante. E, em geral &#8211; em n\u00edvel internacional &#8211; a visita a um pa\u00eds que tem uma forte liga\u00e7\u00e3o entre a Igreja nacional e o Estado de um l\u00edder estrangeiro, \u00e9 um desejo de reiterar o caminho de paz e de di\u00e1logo inter-religioso, que no C\u00e1ucaso \u00e9 mais do que nunca necess\u00e1rio, em um momento em que toda a \u00e1rea \u00e9 abalada pela onda do conflito s\u00edrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Vaticano (RV) \u2013 Mas que pa\u00eds \u00e9 hoje a Ge\u00f3rgia, ex-rep\u00fablica sovi\u00e9tica independente desde 1991? E sobretudo, como as autoridades veem a chegada de um segundo Pont\u00edfice depois de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II em 1999? A R\u00e1dio Vaticano conversou com Marilisa Lorusso, pesquisadora e perita da \u00e1rea do Observat\u00f3rio B\u00e1lc\u00e3s e C\u00e1ucaso: R. 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