{"id":18189,"date":"2016-09-23T18:30:46","date_gmt":"2016-09-23T21:30:46","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/09\/23\/diga-a-verdade-mesmo-quando-ela-pode-machucar-voce\/"},"modified":"2017-05-30T16:38:47","modified_gmt":"2017-05-30T19:38:47","slug":"diga-a-verdade-mesmo-quando-ela-pode-machucar-voce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/diga-a-verdade-mesmo-quando-ela-pode-machucar-voce\/","title":{"rendered":"Diga a verdade \u2013 mesmo quando ela pode machucar voc\u00ea"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/elep.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Os laicistas floresceram porque ningu\u00e9m discute com eles<\/p>\n<p>Adote isto como uma regra de vida: diga a verdade mesmo quando a verdade pode machucar voc\u00ea.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea tem medo dos resultados dessa regra, fale como se n\u00e3o tivesse.<\/p>\n<p>Deus vai ser honrado, a Igreja e a humanidade v\u00e3o ser bem servidas e voc\u00ea vai se sentir melhor consigo mesmo. Voc\u00ea talvez perca alguns amigos e ganhe novos inimigos, mas isso aconteceu com Jesus tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Eu digo isso olhando para o espelho. Eu me lembro, com vergonha, das vezes em que algu\u00e9m perto de mim zombou da f\u00e9 ou da Igreja e eu n\u00e3o disse nada. Ficar quieto era mais f\u00e1cil do que discutir dolorosamente com algu\u00e9m que estaria cheio daquela ira laicista contra os \u201cignorantes\u201d; daquela alegria do le\u00e3o que avan\u00e7a pela arena para abocanhar um crist\u00e3o acorrentado l\u00e1 no meio.<\/p>\n<p>Como cat\u00f3licos num mundo secularizado, n\u00f3s n\u00e3o temos outra escolha. Se n\u00e3o dissermos as verdades que a Igreja conhece, ningu\u00e9m mais as dir\u00e1. Alguns at\u00e9 dir\u00e3o umas verdades aqui, outros dir\u00e3o umas verdades ali, e v\u00e1rios v\u00e3o at\u00e9 pagar um pre\u00e7o alto por isso; mas ningu\u00e9m vai dizer a verdade completa em nome da Igreja se n\u00f3s mesmos n\u00e3o a dissermos.<\/p>\n<p>O professor Robert P. George, da Universidade de Princeton, postou recentemente na sua p\u00e1gina do Facebook uma conversa com um \u201ccolega conservador enrustido\u201d (ele poderia ter dito \u201ccolega cat\u00f3lico enrustido\u201d). George costuma falar publicamente em nome da sua f\u00e9 com a confian\u00e7a de que aquilo que diz \u00e9 verdadeiro. J\u00e1 o seu colega \u201cconservador enrustido\u201d d\u00e1 desculpas para manter as suas opini\u00f5es guardadas para si mesmo. George considera:<\/p>\n<p>\u201cExiste certo risco moral em n\u00e3o se dizer o que se pensa. Como acad\u00eamicos, n\u00f3s temos uma especial obriga\u00e7\u00e3o para com a verdade e uma voca\u00e7\u00e3o a dizer a verdade. \u00c9 claro que todo o mundo tem a obriga\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de honrar a verdade na medida em que a conhece, mas a nossa obriga\u00e7\u00e3o, sendo quem somos, \u00e9 ainda mais essencial. Falando por mim, eu n\u00e3o entendo qual \u00e9 o sentido de algu\u00e9m ser acad\u00eamico e n\u00e3o estar disposto a dizer a verdade da melhor forma que a for compreendendo\u201d.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o o mencione, George mesmo j\u00e1 pagou um pre\u00e7o alto pelo seu testemunho.<\/p>\n<p>De minha parte, posso dizer que, alguns anos atr\u00e1s, como episcopaliano que trabalhava em um semin\u00e1rio episcopaliano, os meus escritos sobre a situa\u00e7\u00e3o do mundo anglicano renderam frequentes cartas ao decano exigindo que eu fosse demitido. Eu era o \u00fanico arrimo da minha esposa e dos meus quatro filhos e, portanto, essas amea\u00e7as n\u00e3o eram pouca coisa para mim; mesmo assim, eu n\u00e3o queria sentir vergonha de mim mesmo quando ficasse mais velho.<\/p>\n<p>Seria bom se os pol\u00edticos cat\u00f3licos realmente falassem como cat\u00f3licos e n\u00e3o padronizadamente como democratas ou republicanos. Seria bom se as \u201ccelebridades acad\u00eamicas\u201d cat\u00f3licas emprestassem a sua influ\u00eancia a causas cat\u00f3licas. Seria bom se os jornalistas cat\u00f3licos cobrissem hist\u00f3rias que a sua f\u00e9 lhes diz que s\u00e3o importantes. Seria bom se as grandes vozes que s\u00e3o cat\u00f3licas se tornassem grandes vozes cat\u00f3licas.<\/p>\n<p>Mas o nosso mundo precisa de mais ainda: ele tamb\u00e9m precisa das vozes menores, dos acad\u00eamicos desconhecidos, dos escritores com p\u00fablico modesto, dos p\u00e1rocos, dos leigos articulados, de todos aqueles que n\u00e3o falam habitualmente do jeito que s\u00e3o capazes de falar. O mundo precisa de n\u00f3s todos.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos descarregar a nossa responsabilidade nas costas das \u201cgrandes vozes\u201d, at\u00e9 porque muitas dessas vozes n\u00e3o v\u00e3o querer pagar o pre\u00e7o de falar: elas t\u00eam as suas desculpas, do tipo \u201cEu n\u00e3o vou poder ajudar se perder o emprego\u201c, \u201cEu posso fazer mais nos bastidores\u201c, \u201cEu sou um cat\u00f3lico discreto\u201c.<\/p>\n<p>Pense no quanto o discurso p\u00fablico pode mudar se dezenas de milh\u00f5es de cat\u00f3licos falarem abertamente, com a mesma confian\u00e7a com que dezenas de milh\u00f5es de laicos falam abertamente. Muitos cat\u00f3licos j\u00e1 o fazem, mas n\u00e3o o suficiente: todos n\u00f3s perdemos chances.<\/p>\n<p>Imagine aquele ateu do escrit\u00f3rio sabendo que um cat\u00f3lico bem formado pode desafi\u00e1-lo. Imagine aquele valent\u00e3o da faculdade, que est\u00e1 sempre tentando perseguir algum grupo de estudantes crist\u00e3os, de repente saber que muitos colegas v\u00e3o levantar a voz em defesa deles. Imagine aquele vizinho que defende a guerra total contra os mu\u00e7ulmanos tendo que responder a um cat\u00f3lico que entende de verdade a Doutrina Social da Igreja.<\/p>\n<p>Esses falastr\u00f5es floresceram porque ningu\u00e9m discute com eles. Se eles forem enfrentados por pessoas realmente conhecedoras da pr\u00f3pria f\u00e9, v\u00e3o ter que baixar o tom destemperado e come\u00e7ar a partir para um di\u00e1logo de verdade. Ent\u00e3o, de repente, haver\u00e1 duas alternativas em jogo em vez de apenas uma.<\/p>\n<p>E mesmo que eles n\u00e3o recuem, mesmo que eles se tornem ainda mais agressivos, algu\u00e9m precisa desafi\u00e1-los para que a verdade tenha a chance de aparecer; para que as outras pessoas possam notar as lacunas do que eles dizem e comecem a rever o seu pr\u00f3prio pensamento. Quando voc\u00ea n\u00e3o defende a f\u00e9 diante dos ataques, os outros nem sempre v\u00e3o supor que voc\u00ea fica quieto apenas porque \u00e9 t\u00edmido ou prudente: eles v\u00e3o supor tamb\u00e9m que voc\u00ea fica quieto porque n\u00e3o se importa.<\/p>\n<p>Diga a verdade mesmo quando a verdade pode machucar voc\u00ea.<\/p>\n<p>Pense no quanto um cat\u00f3lico que ergue a voz pode encorajar outros cat\u00f3licos a falarem e outras pessoas a enxergarem algo que ainda n\u00e3o tinham enxergado.<\/p>\n<p>Uma voz que se levanta pode mudar toda a conversa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os laicistas floresceram porque ningu\u00e9m discute com eles Adote isto como uma regra de vida: diga a verdade mesmo quando a verdade pode machucar voc\u00ea. Se voc\u00ea tem medo dos resultados dessa regra, fale como se n\u00e3o tivesse. 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