{"id":18065,"date":"2016-09-21T12:21:15","date_gmt":"2016-09-21T15:21:15","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/09\/21\/papa-francisco-em-assis-somente-a-paz-e-santa-nao-a-guerra\/"},"modified":"2017-06-02T11:50:34","modified_gmt":"2017-06-02T14:50:34","slug":"papa-francisco-em-assis-somente-a-paz-e-santa-nao-a-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-francisco-em-assis-somente-a-paz-e-santa-nao-a-guerra\/","title":{"rendered":"Papa Francisco em Assis: somente a paz \u00e9 santa, n\u00e3o a guerra!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/ossrom131650_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Cidade do Vaticano (RV) &#8211; \u201cN\u00e3o podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz.\u201d \u201cN\u00e3o temos armas; mas acreditamos na for\u00e7a mansa e humilde da ora\u00e7\u00e3o.\u201d Foi o que disse o Papa Francisco na cerim\u00f4nia conclusiva do Dia Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz, celebrado na ter\u00e7a-feira (20\/09) em Assis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00549146.mp3\">Clique aqui para ouvir.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na esteira do 30\u00ba anivers\u00e1rio do hist\u00f3rico Encontro de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz convocado por Jo\u00e3o Paulo II (27 de outubro de 1986), reunindo l\u00edderes religiosos do mundo inteiro, o evento desta ter\u00e7a-feira teve como tema \u201cSede de Paz. Religi\u00f5es e Culturas em Di\u00e1logo\u201d, promovido Diocese de Assis, Fam\u00edlias Franciscanas e a Comunidade romana de Santo Eg\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?time_continue=1&#038;v=X-dVWuOYoVI\">Clique aqui para assistir.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Viemos a Assis como peregrinos \u00e0 procura de paz<\/p>\n<p>J\u00e1 no in\u00edcio de seu discurso, ap\u00f3s agradecer aos ilustres representantes das Igrejas, Comunidades crist\u00e3s e Religi\u00f5es pela presen\u00e7a e participa\u00e7\u00e3o, Francisco lembrou que todos se encontravam reunidos em Assis como peregrinos \u00e0 procura da paz, movidos pelo desejo de testemunhar a paz, sobretudo pela necessidade de rezar pela paz, \u201cporque a paz \u00e9 dom de Deus e cabe a n\u00f3s invoca-la, acolh\u00ea-la e constru\u00ed-la cada dia com a sua ajuda\u201d, frisou.<\/p>\n<p>\u201cSair, p\u00f4r-se a caminho, encontrar-se em conjunto, trabalhar pela paz: n\u00e3o s\u00e3o movimentos apenas f\u00edsicos, mas sobretudo da alma\u201d, acrescentou; \u201cs\u00e3o respostas espirituais concretas para superar os fechamentos, abrindo-se a Deus e aos irm\u00e3os. \u00c9 Deus que no-lo pede, exortando-nos a enfrentar a grande doen\u00e7a do nosso tempo: a indiferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Em seguida, o Pont\u00edfice caracterizou essa grande enfermidade: \u201c\u00c9 um v\u00edrus que paralisa, torna inertes e insens\u00edveis, um morbo que afeta o pr\u00f3prio centro da religiosidade produzindo um novo e trist\u00edssimo paganismo: o paganismo da indiferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Mundo de hoje tem sede ardente de paz<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz. Em muitos pa\u00edses, sofre-se por guerras, tantas vezes esquecidas, mas sempre causa de sofrimento e pobreza\u201d, disse Francisco, lembrando sua visita \u00e0 ilha grega de Lesbos (16 de abril passado), na qual viu nos olhos dos refugiados o sofrimento da guerra, a ang\u00fastia de povos sedentos de paz.<\/p>\n<p>\u201cPenso em fam\u00edlias, cuja vida foi transtornada; nas crian\u00e7as, que na vida s\u00f3 conheceram viol\u00eancia; nos idosos, for\u00e7ados a deixar as suas terras: todos eles t\u00eam uma grande sede de paz. N\u00e3o queremos que estas trag\u00e9dias caiam no esquecimento. Desejamos dar voz em conjunto a quantos sofrem, a quantos se encontram sem voz e sem escuta. Eles sabem bem \u2013 muitas vezes melhor do que os poderosos \u2013 que n\u00e3o h\u00e1 qualquer amanh\u00e3 na guerra e que a viol\u00eancia das armas destr\u00f3i a alegria da vida.\u201d<\/p>\n<p>A for\u00e7a mansa e humilde da ora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos armas; mas acreditamos na for\u00e7a mansa e humilde da ora\u00e7\u00e3o. Neste dia, a sede de paz fez-se implora\u00e7\u00e3o a Deus, para que cessem guerras, terrorismo e viol\u00eancias\u201d, disse ainda o Santo Padre.<\/p>\n<p>A paz que invocamos, a partir de Assis, n\u00e3o \u00e9 um simples protesto contra a guerra, nem \u00e9 sequer \u00abo resultado de negocia\u00e7\u00f5es, de compromissos pol\u00edticos ou de acordos econ\u00f4micos, mas o resultado da ora\u00e7\u00e3o\u00bb, acrescentou Francisco citando palavras Jo\u00e3o Paulo II no Encontro de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz de 30 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cProcuramos em Deus, fonte da comunh\u00e3o, a \u00e1gua cristalina da paz, de que est\u00e1 sedenta a humanidade: essa \u00e1gua n\u00e3o pode brotar dos desertos do orgulho e dos interesses de parte, das terras \u00e1ridas do lucro a todo o custo e do com\u00e9rcio das armas.\u201d<\/p>\n<p>Diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 motivo de conflito<\/p>\n<p>Dirigindo-se aos l\u00edderes religiosos, o Papa lembrou que nossas tradi\u00e7\u00f5es religiosas s\u00e3o diversas. \u201cMas para n\u00f3s, a diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 motivo de conflito, de pol\u00eamica ou de frio distanciamento\u201d, observou.<\/p>\n<p>\u201cHoje n\u00e3o rezamos uns contra os outros, como \u00e0s vezes infelizmente se deu na Hist\u00f3ria. Ao contr\u00e1rio, sem sincretismos nem relativismos, rezamos uns ao lado dos outros, uns pelos outros.\u201d<\/p>\n<p>\u201cContinuando o caminho iniciado h\u00e1 trinta anos em Assis, onde permanece viva a mem\u00f3ria daquele homem de Deus e de paz que foi S\u00e3o Francisco, \u00abuma vez mais n\u00f3s, aqui reunidos, afirmamos que quem recorre \u00e0 religi\u00e3o para fomentar a viol\u00eancia contradiz a sua inspira\u00e7\u00e3o mais aut\u00eantica e profunda\u00bb.\u201d<\/p>\n<p>S\u00f3 a paz \u00e9 santa; n\u00e3o a guerra<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o nos cansamos de repetir que o nome de Deus nunca pode justificar a viol\u00eancia. S\u00f3 a paz \u00e9 santa; n\u00e3o a guerra!\u201d, exclamou o Papa.<\/p>\n<p>Francisco ressaltou que a ora\u00e7\u00e3o e a vontade de colaborar comprometem uma paz verdadeira, n\u00e3o ilus\u00f3ria: \u201cn\u00e3o a tranquilidade de quem esquiva as dificuldades e vira a cara para o lado, se os seus interesses n\u00e3o forem atingidos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o o cinismo de quem se lava as m\u00e3os dos problemas alheios; n\u00e3o a abordagem virtual de quem julga tudo e todos no teclado dum computador, sem abrir os olhos \u00e0s necessidades dos irm\u00e3os nem sujar as m\u00e3os em prol de quem passa necessidade\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s afirmar ser a paz um fio de esperan\u00e7a que liga a terra ao c\u00e9u, o Pont\u00edfice disse tratar-se de uma palavra t\u00e3o simples e ao mesmo tempo t\u00e3o dif\u00edcil. Paz quer dizer perd\u00e3o, acolhimento, colabora\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o, disse.<\/p>\n<p>Concluindo, o Papa lembrou que nosso futuro \u00e9 viver juntos. \u201cPor isso, somos chamados a libertar-nos dos fardos pesados da desconfian\u00e7a, dos fundamentalismos e do \u00f3dio\u201d.<\/p>\n<p>L\u00edderes da na\u00e7\u00f5es n\u00e3o se cansem de promover a paz<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s, como Chefes religiosos, temos a obriga\u00e7\u00e3o de ser pontes s\u00f3lidas de di\u00e1logo, mediadores criativos de paz. Dirigimo-nos tamb\u00e9m \u00e0queles que det\u00eam a responsabilidade mais alta no servi\u00e7o dos povos, aos l\u00edderes das na\u00e7\u00f5es, pedindo-lhes que n\u00e3o se cansem de procurar e promover caminhos de paz, olhando para al\u00e9m dos interesses de parte e do momento.\u201d<\/p>\n<p>A paz \u00e9 uma responsabilidade universal, lembrou Francisco, fazendo uma exorta\u00e7\u00e3o: \u201cAssumamos esta responsabilidade, reafirmemos hoje o nosso sim a ser, juntos, construtores da paz que Deus quer e de que a humanidade est\u00e1 sedenta.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Vaticano (RV) &#8211; \u201cN\u00e3o podemos ficar indiferentes. 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