{"id":18022,"date":"2016-09-19T12:25:30","date_gmt":"2016-09-19T15:25:30","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/09\/19\/minha-palavra-contra-a-dele\/"},"modified":"2017-05-05T16:33:57","modified_gmt":"2017-05-05T19:33:57","slug":"minha-palavra-contra-a-dele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/minha-palavra-contra-a-dele\/","title":{"rendered":"Minha palavra contra a dele"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ainda me recordo dessa estranha forma de juramento, para atestar uma verdade: dou-lhe minha palavra. Exclu\u00eda-se usar em v\u00e3o o nome de Deus, mas dava-se a pr\u00f3pria cara a tapa. Acredite em mim, se quiser&#8230; Tirando o elemento do car\u00e1ter, que todos prezavam com orgulho, fico a imaginar o peso da palavra, essa que constr\u00f3i e destr\u00f3i com a for\u00e7a de um vulc\u00e3o. Por isso, \u201clevantar falso testemunho\u201d \u00e9 um dos mandamentos crist\u00e3os. Por isso, quando tribunais humanos fazem uso da palavra de uma testemunha, o fazem acreditando na integridade e na boa inten\u00e7\u00e3o daquele que se prop\u00f5e a evidenciar a justi\u00e7a sobre um fato, um crime, uma contraven\u00e7\u00e3o qualquer. Hoje, no entanto, nem que se fa\u00e7a uso do nome de Deus, podemos por a m\u00e3o no fogo por causa da palavra de muitos. A palavra humana perdeu sua for\u00e7a.<br \/> Mas o que dizer da palavra de Deus? Escrita, registrada e multiplicada por m\u00e3os humanas, \u00e9 hoje o maior tesouro que nossa hist\u00f3ria compilou. N\u00e3o h\u00e1 na B\u00edblia palavras v\u00e3s. Nem crendices superficiais. Nem fantasias da dem\u00eancia humana. Nem promessas f\u00fateis. Nem testemunhos comprados por advogados oportunistas. Nada disso. A B\u00edblia \u00e9 a Palavra de Deus e ponto. Mas, pelo fato de ouvirmos com frequ\u00eancia essa afirmativa, muitas vezes n\u00e3o paramos com serenidade sobre ela, para buscar ao menos um pouco de sintonia, clareza de id\u00e9ias, entendimento ou mesmo for\u00e7as sobre t\u00e3o profunda defini\u00e7\u00e3o. Se palavra, \u00e9 revela\u00e7\u00e3o. Se divina, \u00e9 extraordin\u00e1ria. Se dirigida \u00e0 humanidade, \u00e9 tudo o que humanamente esperamos para compreens\u00e3o da vida: uma explica\u00e7\u00e3o vinda de quem nos criou. Da\u00ed, a trilogia fatal: origem, causa e conseq\u00fc\u00eancia. Ou seja: De onde viemos, por que viemos e para onde vamos?<br \/> Tais respostas Deus nos d\u00e1 quando sua palavra se deixa ecoar dentro de n\u00f3s. N\u00e3o que um simples folhear das p\u00e1ginas sagradas, citando o livro tal, cap\u00edtulo tal e vers\u00edculo subsequente, elimine de imediato a quest\u00e3o ou quest\u00f5es levantadas. N\u00e3o estamos diante de um dicion\u00e1rio, um livro de perguntas e respostas, mas, sobretudo, diante de um desafio: colocar na vida o timbre de Deus sobre nossos ouvidos. Ler com os olhos ou com o tato, qualquer crian\u00e7a \u00e9 capaz, desde que alfabetizada em sua pr\u00f3pria l\u00edngua. Mas a Palavra de Deus s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel ser entendida quando lida com o cora\u00e7\u00e3o e posta em pr\u00e1tica. \u00c9 certo que nem sempre temos elementos que nos ajudam na compreens\u00e3o imediata de certas situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 certo que, \u00e0 luz de um simples olhar, nem sempre os enigmas b\u00edblicos facilitam nosso entendimento ou busca de respostas que fazemos. Mas tamb\u00e9m \u00e9 certo que a inspira\u00e7\u00e3o divina e a a\u00e7\u00e3o de seu esp\u00edrito de amor por n\u00f3s \u2013 aquele que se revela como Esp\u00edrito Santo \u2013 est\u00e1 sempre \u00e0 frente de nossos dilemas, para nos religar com as verdades do Pai.<br \/> Para n\u00e3o nos alongarmos \u2013 pois que o tema \u00e9 um manancial inesgot\u00e1vel \u2013 busco o essencial da mensagem: acreditar na for\u00e7a da Palavra. N\u00e3o importa qual sua proced\u00eancia, mas \u00e9 esta o maior dos instrumentos da Cria\u00e7\u00e3o. Vinda de Deus ou proferida entre n\u00f3s, \u00e9 a palavra que gera e conduz a exist\u00eancia humana. A comunica\u00e7\u00e3o, esse dom humano de interagir-se e expandir seus conhecimentos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, sem d\u00favidas, \u00e9 o dom mais precioso que nos foi dado nessa odiss\u00e9ia. Me\u00e7amos nossas palavras, sejam estas escritas, faladas ou criptografadas em ondas sonoras, radiof\u00f4nicas e que tais&#8230; Quando Deus \u201cdisse\u201d, tudo se fez. Quando o homem \u201cdiz\u201d h\u00e1 dois caminhos: fazer o novo ou destruir o velho. N\u00e3o s\u00f3 constru\u00edmos, como tamb\u00e9m destru\u00edmos. Usando a l\u00edngua, usamos um instrumento de vida ou morte. Voltemos sempre \u00e0s nossas origens, como bem escreveu Jo\u00e3o: \u201cNo princ\u00edpio era o Verbo e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus\u201d. Nenhuma outra palavra pode acrescentar algo mais, pois a Palavra \u00e9 Deus. Talvez nossa forma de pronunci\u00e1-la \u2013 com a vida \u2013 ajude-nos na compreens\u00e3o desse mist\u00e9rio, o Verbo que se fez Carne.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda me recordo dessa estranha forma de juramento, para atestar uma verdade: dou-lhe minha palavra. 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