{"id":17891,"date":"2016-09-16T03:00:00","date_gmt":"2016-09-16T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/09\/16\/vigesimo-quinto-domingo-do-tempo-comum\/"},"modified":"2017-05-05T16:37:50","modified_gmt":"2017-05-05T19:37:50","slug":"vigesimo-quinto-domingo-do-tempo-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/vigesimo-quinto-domingo-do-tempo-comum\/","title":{"rendered":"Vig\u00e9simo quinto domingo do tempo comum"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 um ditado popular mineiro que diz que \u201c\u00e9 imposs\u00edvel amassar uma fortuna sem antes fazer farinha dos demais\u201d. Certamente, \u00e9 um exagero, mas, como todos os exageros, tem alguma coisa de verdade. A realidade \u00e9 que a prosperidade experimentada atualmente nos pa\u00edses desenvolvidos se deve muito ao trabalho e \u00e0 habilidade dos seus cidad\u00e3os, mas tamb\u00e9m, para sermos realistas, a tudo aquilo que, no passado e ainda hoje, se tirou dos pa\u00edses mais pobres. Sem irmos muito longe, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil compreender que o sistema econ\u00f4mico em que vivemos n\u00e3o \u00e9 propriamente justo, solid\u00e1rio, evang\u00e9lico.<br \/>No evangelho deste domingo, Jesus nos conta a historia do administrador injusto. Sabe que ser\u00e1 despedido e procura empregar todos os recursos \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o para fazer amigos que garantam o seu futuro. \u00c9 \u201ccomo se dissesse: \u2018Hoje fa\u00e7o por ti, amanh\u00e3 far\u00e1s por mim\u201d. Jesus n\u00e3o desejava falar de economia. Simplesmente apresentava o caso de um homem que estava em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e era capaz de fazer conjecturas eficazes para tirar proveito dela a fim de garantir o seu futuro. Mas o que nos vale \u00e9 a compara\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil aplic\u00e1-la ao mundo da economia, t\u00e3o importante em nossa sociedade.<br \/>Em primeiro lugar, quem n\u00e3o est\u00e1 a ponto de ser despedido? Certamente, hoje se vive em uma situa\u00e7\u00e3o em que falta trabalho. Mas \u00e9 que, al\u00e9m disso, nossa perman\u00eancia nesse mundo \u00e9 limitada, nossa vida tem uma data de validade, ainda que n\u00e3o esteja escrita em uma etiqueta, tal como nos produtos do supermercado. N\u00e3o sabemos de quanto tempo dispomos. Em segundo lugar, n\u00e3o \u00e9 injusto o dinheiro que temos? Podemos dizer que \u00e9 nosso? Os recursos desse mundo s\u00e3o para todos e na fraternidade, tudo se compartilha. Dessa maneira, o melhor que podemos fazer \u00e9 compartilhar aquilo de que nos apropriamos. E, em terceiro lugar, que \u00e9 melhor compartilh\u00e1-lo fazendo amigos, criando fraternidade e estabelecendo la\u00e7os de solidariedade. Desta forma, aquilo que, em nossa sociedade nos separa \u2013 o meu e o teu, meu dinheiro, minha casa \u2013 converte-se em instrumento de fraternidade. E, consequentemente, encontramo-nos com a chave que abre a porta para uma vida melhor, para uma vida plena, na qual, aqui mesmo, podemos saborear a vida do Reino: a fraternidade dos filhos de Deus.<br \/>No final, aqueles que se dedicam, de maneira exclusiva, a cuidar daquilo que \u00e9 seu, convertem o dinheiro, o que possuem, em um \u00eddolo, em outro deus, ao qual ser em de forma apaixonada e devotada. Enganam-se, por\u00e9m, porque Deus s\u00f3 h\u00e1 um. Os bens desse mundo n\u00e3o s\u00e3o mais que instrumentos a servi\u00e7o do Reino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um ditado popular mineiro que diz que \u201c\u00e9 imposs\u00edvel amassar uma fortuna sem antes fazer farinha dos demais\u201d. Certamente, \u00e9 um exagero, mas, como todos os exageros, tem alguma coisa de verdade. 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