{"id":17835,"date":"2016-09-12T17:53:59","date_gmt":"2016-09-12T20:53:59","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/09\/12\/estou-casada-sera-que-renunciei-a-minha-liberdade\/"},"modified":"2017-05-31T08:50:47","modified_gmt":"2017-05-31T11:50:47","slug":"estou-casada-sera-que-renunciei-a-minha-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/estou-casada-sera-que-renunciei-a-minha-liberdade\/","title":{"rendered":"Estou casada: ser\u00e1 que renunciei \u00e0 minha liberdade?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/ufe1bkl-w8fl42r.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Nossa natureza ao servi\u00e7o da melhor express\u00e3o da liberdade: o amor<\/p>\n<p>Quando eu era crian\u00e7a, meu ideal de liberdade se inspirava nas grandes fa\u00e7anhas dos aventureiros que partiam rumo ao desconhecido, descobrindo, conquistando novos mundos. Seres extraordin\u00e1rios que haviam deixado para tr\u00e1s um mundo de ataduras convencionais para assumir o risco da fascinante explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 cheguei a aspirar ser a vers\u00e3o feminina de Marco Polo. Mas n\u00e3o demorei muito para perceber que j\u00e1 n\u00e3o havia mais continentes para descobrir. Come\u00e7ava, assim, um longo caminho rumo \u00e0 realidade, com todos os relevos das limita\u00e7\u00f5es e possibilidades humanas, mas o \u00fanico que leva \u00e0 aut\u00eantica liberdade.<\/p>\n<p>E assim foi, at\u00e9 que chegou a hora de empreender a mais importante aventura da minha vida: o casamento.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, comecei a fazer um invent\u00e1rio das minhas possibilidades humanas para dedicar-me a esta grande empresa, ou seja, para chegar a ser uma boa esposa.<\/p>\n<p>O plano: seguir o curso da minha natureza do Ser pessoa, como mulher.<\/p>\n<p>Este curso natural tem as instru\u00e7\u00f5es precisas de um projeto oferecido a mim e ao meu esposo, contando com as diferen\u00e7as das estruturas ps\u00edquicas e f\u00edsicas da nossa sexualidade, para complementar-nos e construir nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria nas circunst\u00e2ncias que vierem.<\/p>\n<p>Um projeto cujo dinamismo depende da nossa vontade de adquirir as virtudes necess\u00e1rias para fazer essa rela\u00e7\u00e3o crescer.<\/p>\n<p>Em outras palavras, o que nossa natureza nos d\u00e1 nos ajuda a ser senhores da nossa liberdade, construindo nossa hist\u00f3ria de amor.<\/p>\n<p>Nossa natureza ao servi\u00e7o do amor pela nossa liberdade!<\/p>\n<p>Esta manifesta\u00e7\u00e3o da liberdade n\u00e3o revela nem conquista dimens\u00f5es do espa\u00e7o exterior, sen\u00e3o que ilumina e torna poss\u00edvel a conquista da nossa interioridade. Uma liberdade que pode se doar e se comprometer; capaz de dar um sentido maior \u00e0 minha vida \u2013 mais do que ser a primeira mulher a pisar outro planeta. A resposta a um chamado, a voca\u00e7\u00e3o ao amor.<\/p>\n<p>Uma liberdade mais comprometida que a de qualquer arriscado explorador, que em qualquer momento poderia desistir da sua aventura sem fragmentar-se interiormente como pessoa.<\/p>\n<p>No casamento, o envolvimento pessoal conta com a vontade de comprometer a liberdade, assumindo o futuro poss\u00edvel em sua plenitude e totalidade, para entreg\u00e1-lo a outro por amor, com dever de justi\u00e7a, sem desistir jamais. Esta \u00e9 a miss\u00e3o do casamento e n\u00e3o h\u00e1 desculpa.<\/p>\n<p>Mas esta miss\u00e3o sup\u00f5e duas coisas: que algo est\u00e1 chamado a ser e que esse algo pode n\u00e3o chegar a ser, mesmo quando a natureza proporciona a capacidade de chegar \u00e0 correta forma\u00e7\u00e3o da vontade de compromisso. Quando se pode, mas n\u00e3o se quer, na voca\u00e7\u00e3o ao casamento, estamos no campo da liberdade sem norma do homem, uma vida contra a natureza.<\/p>\n<p>Contudo, o casamento \u00e9 uma maravilhosa aventura, j\u00e1 n\u00e3o feita de sonhos, mas sim de magn\u00edficas realidades, como os filhos, o amor conjugal e a ajuda m\u00fatua entre os esposos.<\/p>\n<p>\u201cNa hist\u00f3ria, interv\u00eam a natureza, as circunst\u00e2ncias e a liberdade. Coisas dadas \u00e0 pessoa, coisas que a pessoa coloca. Mas tudo est\u00e1 permeado de liberdade. \u00c9 o ser humano quem assume a natureza, como assume tamb\u00e9m as circunst\u00e2ncias, ou quem se rebela contra tudo isso em uma t\u00e3o lacerante quanto in\u00fatil atitude de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o\u201d, disse Javier Hervada, em \u201cLiberdade, natureza e compromisso no casamento\u201d.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o da liberdade \u00e9 muito forte \u2013 tanto que o ser humano tamb\u00e9m pode se abster do casamento mediante o celibato por amor ao reino dos c\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa natureza ao servi\u00e7o da melhor express\u00e3o da liberdade: o amor Quando eu era crian\u00e7a, meu ideal de liberdade se inspirava nas grandes fa\u00e7anhas dos aventureiros que partiam rumo ao desconhecido, descobrindo, conquistando novos mundos. 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