{"id":1768,"date":"2012-05-22T17:56:40","date_gmt":"2012-05-22T20:56:40","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santa-rita-de-cassia\/"},"modified":"2017-03-21T10:32:27","modified_gmt":"2017-03-21T13:32:27","slug":"santa-rita-de-cassia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santa-rita-de-cassia\/","title":{"rendered":"Santa Rita de C\u00e1ssia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/dom20orani.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Velada pelas montanhas dos Apeninos e banhada pelas \u00e1guas do rio Tibre, encontramo-nos em territ\u00f3rio italiano, num lugar que, sem d\u00favida, podemos considerar um ber\u00e7o de grandes santos: \u00dambria de tantas belezas naturais \u00e9, tamb\u00e9m, um lugar de beleza da f\u00e9! Do cora\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia, ainda hoje, ressoam no mundo cat\u00f3lico as vozes e o exemplo de seus grandes filhos: \u00c2ngela de Foligno, Jos\u00e9 de Leonissa, Bento de N\u00farsia, Escol\u00e1stica sua irm\u00e3, Clara e Francisco de Assis, da \u00dambria e do mundo!<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Deus, em sua infinita bondade, quis acrescentar \u00e0 hist\u00f3ria de f\u00e9 da \u00dambria ainda uma mulher que, desde muito cedo apontava sinais de santidade e que foi gerada em meio a tantas ora\u00e7\u00f5es e s\u00faplicas a Deus, tendo em vista que seus pais, j\u00e1 de idade avan\u00e7ada, n\u00e3o tinham constitu\u00eddo herdeiros. Assim, no ano de 1381, a vila de Roca Porena, escondida entre os montes, viu nascer aquela que seria mais tarde a grande Santa Rita.<\/p>\n<p>Filha de pais pobres, Rita n\u00e3o teve tantas oportunidades como tiveram alguns conterr\u00e2neos seus, por\u00e9m seus pais levaram a filhinha \u00e0 riqueza inapreci\u00e1vel de uma boa educa\u00e7\u00e3o, fundada nos princ\u00edpios da f\u00e9 e da moral crist\u00e3.<\/p>\n<p>Desde crian\u00e7a, a menina Rita demonstrava que a vida \u00e9 s\u00f3 uma e por isso n\u00e3o pode ser desperdi\u00e7ada em busca de tesouros que as tra\u00e7as corroem e a ferrugem destr\u00f3i. Seu modo de viver apontava-nos um caminho que deveria ser a regra de todo aquele que foi enxertado na Videira Verdadeira: nossa vida deve estar a servi\u00e7o exclusivo de Deus para alcan\u00e7armos o c\u00e9u!<\/p>\n<p>Se o grande Redentor, um dia ousou resumir toda a lei em apenas um mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao pr\u00f3ximo como a ti mesmo, n\u00e3o precisaria outra regra para direcionar a sua vida. Por esta raz\u00e3o, Rita procurava at\u00e9 mesmo fazer, dos trabalhos dom\u00e9sticos e da obedi\u00eancia aos seus pais, uma express\u00e3o de retribui\u00e7\u00e3o ao amor de Deus e, consequentemente, um caminho de amor concreto para com o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Apesar de os pais de Rita ficarem felizes pelo modo de vida que esta levava em busca da santidade, grande foi a contrariedade quando descobriram que sua filha desejava ingressar na vida religiosa junto \u00e0s Agostinianas. Por diversos motivos, por\u00e9m, antes que Rita viesse a fazer parte da fam\u00edlia Agostiniana, muitos sofrimentos, ainda, teria que passar.<\/p>\n<p>Para fazer a vontade dos pais, contraiu n\u00fapcias com o jovem Paulo Ferdinando. Este, por\u00e9m, tornou-se um grande algoz, que espancava barbaramente a jovem Rita. Dessa uni\u00e3o nasceram dois filhos que foram praticamente educados s\u00f3 pela m\u00e3e, pois o pai havia sido assassinado quando eles tinham apenas dois anos. Aos quatorze anos de idade morrem tamb\u00e9m os filhos, ap\u00f3s calorosas s\u00faplicas feitas pela m\u00e3e, que preferia perd\u00ea-los a v\u00ea-los vingar a morte do pai e sujar as m\u00e3os com sangue.<\/p>\n<p>A Terra \u00e9 com raz\u00e3o chamada de Vale de l\u00e1grimas! Para todos, a vida \u00e9 uma luta, \u00e9 mesmo um combate! Quem poder\u00e1 contestar que a vida de Rita foi um espinhal de sofrimentos desde a sua mocidade, a viol\u00eancia sofrida no lar, e o assassinato do esposo, a morte dos filhos, a recusa inicial de ingressar no Convento ap\u00f3s a sua viuvez etc. E mesmo no Convento, muitos sofrimentos pr\u00f3prios do novo estado de vida que abra\u00e7ou foram modelando aquela que se tornaria um dia um dos grandes nomes da Vila de Roca Porena. At\u00e9 mesmo a ferida aberta pelo espinho cravado em sua testa foi motivo de grande sofrimento, tendo em vista o odor desagrad\u00e1vel que dele exalava e que, consequentemente, afastava as pessoas.<\/p>\n<p>O sem f\u00e9 sofre estoicamente, ou em sua impot\u00eancia levanta-se contra o seu destino. N\u00e3o assim o crist\u00e3o! Este se acostuma a conhecer a m\u00e3o de Deus em todos os lances de sua vida, e mesmo quando n\u00e3o os compreende e por vezes n\u00e3o desejaria viver, prefere abandonar-se todo inteiro nas m\u00e3os do Senhor. Na vida de Rita esse foi o grande diferencial: abandonar-se nas m\u00e3os do Senhor! Com Jesus, a Terra deixa de ser um vale de l\u00e1grimas sem sentido e passa a ser caminho de conforma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria vida com a vida de Cristo crucificado.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s percorrer a sua via dolorosa, aos 22 de maio de 1457, o Senhor quis colher do jardim, que \u00e9 a Igreja, a sua preciosa rosa. O Monast\u00e9rio de Santa Maria Madalena, em C\u00e1ssia, entregava a Deus e ao mundo uma das suas mais belas flores  Rita de C\u00e1ssia agora pertencia ao mundo!<\/p>\n<p>A devo\u00e7\u00e3o \u00e0 bem-aventurada da Vila de C\u00e1ssia rapidamente se estendeu sobre toda a It\u00e1lia, chegando posteriormente a Portugal e Espanha, onde, por causa dos milagres obtidos por sua intercess\u00e3o, o povo lhe deu o nome de Santa das causas imposs\u00edveis. Sua beatifica\u00e7\u00e3o se deu em 1628, pelo papa Urbano VIII, e foi, enfim, canonizada em maio de 1900, pelo Papa Le\u00e3o XIII.<\/p>\n<p>No Brasil, tendo em vista o grande patrim\u00f4nio religioso herdado dos portugueses, a devo\u00e7\u00e3o a Santa Rita chegou muito cedo. Por meio de um indulto do Papa Bento XIII, antes mesmo da canoniza\u00e7\u00e3o e 99 anos ap\u00f3s a beatifica\u00e7\u00e3o, construiu-se o primeiro templo dedicado \u00e0 Bem-Aventurada no Rio de Janeiro, o primeiro das Am\u00e9ricas. Hoje, s\u00e3o in\u00fameros os santu\u00e1rios, par\u00f3quias, comunidades dedicadas a Santa Rita em solo brasileiro, uma express\u00e3o da grande popularidade, amor e devo\u00e7\u00e3o da irm\u00e3zinha de C\u00e1ssia que subiu \u00e0 honra dos altares.<\/p>\n<p>Enfim, o que fez essa mulher para se tornar t\u00e3o amada por uma numerosa multid\u00e3o de pessoas nas mais diferentes \u00e9pocas e na\u00e7\u00f5es? O que podemos aprender com Santa Rita? Rita abandonou-se em Deus e Ele fez o tudo nela. Sua vida de entrega a Deus apontou para todos n\u00f3s o caminho para o c\u00e9u. Caminho este que \u00e9 o da ora\u00e7\u00e3o, jejum, mortifica\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios desejos, confian\u00e7a em Deus, amor \u00e0 Virgem Maria que desde crian\u00e7a Rita nutria, busca dos sacramentos e contempla\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas n\u00e3o uma contempla\u00e7\u00e3o passiva como quem observa de fora, mas uma contempla\u00e7\u00e3o vivencial de quem quer trilhar a vida junto a Jesus.<\/p>\n<p>N\u00e3o perder de vista o Cristo Crucificado \u00e9 o grande ensinamento de Santa Rita para todos n\u00f3s. Que todos n\u00f3s possamos, no matrim\u00f4nio ou na vida religiosa, caminhar sempre ir com Cristo, pois Ele jamais nos decepciona.<\/p>\n<p>Santa Rita de C\u00e1ssia, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n<p>Local: S\u00e3o Sebasti\u00e3o (RJ)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Velada pelas montanhas dos Apeninos e banhada pelas \u00e1guas do rio Tibre, encontramo-nos em territ\u00f3rio italiano, num lugar que, sem d\u00favida, podemos considerar um ber\u00e7o de grandes santos: \u00dambria de tantas belezas naturais \u00e9, tamb\u00e9m, um lugar de beleza da f\u00e9! 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