{"id":17503,"date":"2016-08-31T18:03:28","date_gmt":"2016-08-31T21:03:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/08\/31\/viver-em-liberdade\/"},"modified":"2017-05-08T09:12:13","modified_gmt":"2017-05-08T12:12:13","slug":"viver-em-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/viver-em-liberdade\/","title":{"rendered":"Viver em liberdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ensinaram-nos, desde pequenos, o que era bom ou mau, o que se podia ou n\u00e3o fazer. Alguns de n\u00f3s paramos a\u00ed, isto \u00e9, sempre esperamos que algu\u00e9m nos diga o que temos de fazer. Mas a verdade \u00e9 que ser crist\u00e3o n\u00e3o torna a nossa vida mais f\u00e1cil. Ser crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de almofada ou colch\u00e3o que nos proteja de todos os perigos do mundo. Ser crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ter encontrado um ref\u00fagio, \u00e0s vezes fisicamente, na Igreja, onde nos afastamos das dores e dos problemas que encontramos na nossa vida familiar ou em nosso trabalho. Ser crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um chamado para sermos crian\u00e7as, isto \u00e9, pessoas que perguntam sempre ao pai, ou ao sacerdote, para que lhes diga o que devem fazer.<br \/>Ser crist\u00e3o \u00e9, ao contr\u00e1rio, um chamado para que cres\u00e7amos como pessoas, para que amadure\u00e7amos, sejamos respons\u00e1veis, vivamos em liberdade, assumamos as nossas pr\u00f3prias decis\u00f5es e nos arrisquemos. N\u00e3o porque assim ganharemos o pr\u00eamio da vida, mas porque essa forma de viver \u00e9 a Vida em si mesma. O \u201cdes\u00edgnio de Deus\u201d, segundo nos diz a primeira leitura do vig\u00e9simo terceiro domingo do Tempo Comum(cf. Sb 9,13-18), \u00e9 que vivamos em liberdade.<br \/>Jesus, no evangelho(cf Lc 14,25-33), nos convida a segui-lo. Mas n\u00e3o nos diz o que temos de fazer a cada instante. Diz-nos que segui-lo \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para chegar \u00e0 vida e que temos de estar dispostos a deixar tudo, absolutamente tudo, para acompanh\u00e1-lo.<br \/>Ele nos convida, desta forma, a vivermos o dom da liberdade, a nos livrarmos de todas as amarras que nos escravizam. A fam\u00edlia \u00e9, \u00e0s vezes, um convite para nos mantermos sempre crian\u00e7as, a sermos um a mais do rebanho, a fazermos n\u00e3o aquilo que devemos fazer, mas o que outros esperam que fa\u00e7amos. Seguir a Jesus \u00e9 deixar a casa em que vivemos. N\u00e3o propriamente no sentido f\u00edsico ou geogr\u00e1fico, mas no sentido afetivo. Deixar esse lugar mental em que nos sentimos seguros e temos respostas para tudo. Seguir a Jesus \u00e9 sair para o mau tempo e deixar-nos afetar pelo que pensam, sentem e sofrem nossos irm\u00e3os, os homens e as mulheres deste mundo.<br \/>Carregar nossa cruz significa aceitar nossas feridas e limita\u00e7\u00f5es, nossos erros do passado. N\u00e3o neg\u00e1-los, mas assumir que \u00e9 parte de nossa hist\u00f3ria, de nosso ser. E caminhar com os olhos erguidos, confiando que Deus ir\u00e1 curar todas essas feridas, confiando que o dom da liberdade, do encontro alegre com o irm\u00e3o e com Deus compensar\u00e1 amplamente tudo \u00e0quilo que tenhamos deixado para tr\u00e1s.<br \/>Ser crist\u00e3o e seguir a Jesus t\u00eam muito a ver com aprender a ser livre e descobrir que somos filhos de Deus e irm\u00e3os de todos. Jesus nos mostra o caminho e nos ensina que somente deixando tudo poderemos encontrar a vida e a felicidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ensinaram-nos, desde pequenos, o que era bom ou mau, o que se podia ou n\u00e3o fazer. Alguns de n\u00f3s paramos a\u00ed, isto \u00e9, sempre esperamos que algu\u00e9m nos diga o que temos de fazer. Mas a verdade \u00e9 que ser crist\u00e3o n\u00e3o torna a nossa vida mais f\u00e1cil. Ser crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-17503","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17503"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17503\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21350,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17503\/revisions\/21350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}