{"id":17437,"date":"2016-08-28T03:00:00","date_gmt":"2016-08-28T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/08\/28\/e-tempo-de-romaria\/"},"modified":"2017-05-08T09:21:24","modified_gmt":"2017-05-08T12:21:24","slug":"e-tempo-de-romaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/e-tempo-de-romaria\/","title":{"rendered":"\u00c9 tempo de Romaria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Neste tempo de peregrina\u00e7\u00e3o arquidiocesana a casa de Nossa Senhora, m\u00e3e de Deus e nossa m\u00e3e, entre n\u00f3s invocada sobre o t\u00edtulo de Aparecida, \u00e9 o momento de fazermos experi\u00eancia da miseric\u00f3rdia, cujo Jubileu Extraordin\u00e1rio estamos vivendo.<br \/> No dia 27\/08, nossa Arquidiocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro faz sua Romaria anual a Aparecida. S\u00e3o os filhos que se dirigem confiantes \u00e0 \u201cCasa da M\u00e3e\u201d ou \u00e0 \u201ccapital nacional da f\u00e9\u201d, como se tem dito nos \u00faltimos tempos, quase que \u00e0 moda de um bom slogan entre as pessoas em geral, ou seja, n\u00e3o s\u00f3 entre os cat\u00f3licos. Quem vai \u00e0 Casa da M\u00e3e, muito mais do que fazer um passeio qualquer, tem um prop\u00f3sito religioso de verdadeira peregrina\u00e7\u00e3o. Somos peregrinos neste mundo em demanda da p\u00e1tria definitiva, a Jerusal\u00e9m do alto, a cidade cujo arquiteto \u00e9 Deus (cf. Hb 11,10).<br \/>O peregrinar religioso tem sua base na pr\u00f3pria B\u00edblia. Significa \u201cuma viagem para um lugar sagrado, empreendida por motivos religiosos, geralmente com a inten\u00e7\u00e3o de, em seguida, voltar para a casa\u201d (Dicion\u00e1rio enciclop\u00e9dico da B\u00edblia. Petr\u00f3polis: Vozes, 1977). Tem como pano de fundo \u2013 sem menosprezar a presen\u00e7a e a a\u00e7\u00e3o ilimitada de Deus \u2013 a ideia de que h\u00e1 lugares privilegiados de manifesta\u00e7\u00f5es divinas. Tal pensamento perpassa a imensa maioria das grandes religi\u00f5es.<br \/>No Antigo Testamento, vemos que o povo de Israel, a partir dos reis Davi e Salom\u00e3o, centralizadores do culto em Jerusal\u00e9m, peregrinava para l\u00e1 a fim de adorar a Deus no templo (cf. 1Rs 8). Depois, essas peregrina\u00e7\u00f5es se dilu\u00edram ou se descentralizaram quando, por interesses pol\u00edticos, Jerobo\u00e3o II fundou santu\u00e1rios pr\u00f3prios para o Reino do Norte (1Rs 12,26-30), at\u00e9 que, com a queda da Samaria, o rei Josias quis restabelecer a unidade, chamando o povo judeu para celebrar a P\u00e1scoa em Jerusal\u00e9m (cf. 2 Cr 35). Cr\u00ea-se que alguns Salmos foram compostos nesse contexto de romaria ou peregrina\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, o Salmo 15: um di\u00e1logo, de fundo lit\u00fargico, entre os sacerdotes e romeiros que adentravam ao santu\u00e1rio.<br \/>O preceito da Lei judaica era que cada filho de Israel peregrinasse at\u00e9 Jerusal\u00e9m ao menos tr\u00eas vezes ao ano: P\u00e1scoa, Pentecostes e Festa dos Tabern\u00e1culos (cf. \u00cax 23,17; Dt 16). Contudo, 1Sm 1,3 e Lc 2,41 parecem dar a entender que uma romaria anual era suficiente para cumprir o preceito. J\u00e1 os judeus que habitavam fora das terras de Israel deviam peregrinar para a Cidade Santa ao menos uma vez na vida. Importa notar que em vista da era messi\u00e2nica, esperava-se que tamb\u00e9m os n\u00e3o judeus peregrinassem para Jerusal\u00e9m (cf. Is 2,1-5, por exemplo).<br \/>No Novo Testamento, sob outro enfoque, a Carta aos Hebreus fala que somos, neste mundo, peregrinos em demanda da P\u00e1tria definitiva, a Jerusal\u00e9m do alto. Esta forma de \u201cromaria\u201d n\u00e3o se inspira, segundo Vollebregt, na romaria judaica para a Cidade Santa, mas, sim, nas condi\u00e7\u00f5es sociais dos israelitas como estrangeiros e h\u00f3spedes em outras terras, por\u00e9m sempre esperan\u00e7osos na certeza da terra prometida por Deus a eles (idem). Como quer que seja, ambas as interpreta\u00e7\u00f5es nos levam a fazer de nossas romarias n\u00e3o um momento de lazer ou turismo apenas, mas de f\u00e9 e devo\u00e7\u00e3o.<br \/>Os crist\u00e3os conservaram essa tradi\u00e7\u00e3o da peregrina\u00e7\u00e3o aos lugares da B\u00edblia, tendo em vista, sobretudo a Terra Santa, conforme os relatos do Novo Testamento: Bel\u00e9m, Nazar\u00e9, Jerusal\u00e9m etc. Desejavam, assim, dar sentido pr\u00e1tico \u00e0quilo que acima foi exposto com base na f\u00e9 israelita e crist\u00e3. <br \/>Ora, no Brasil, o encontro do corpo e depois da cabe\u00e7a de uma imagem de Nossa Senhora nas \u00e1guas do Rio Para\u00edba e os sucessivos sinais que ocorreram (e ocorrem certamente, pois Deus nunca cessa de agir) a partir da pr\u00f3pria pesca abundante, imediata ao encontro da imagem, levaram as pessoas a buscar Aparecida como os filhos buscam a M\u00e3e sempre, mas especialmente nas dificuldades. \u00c9 o desejo de recorrer \u00e0 intercess\u00e3o d\u2019Aquela que Deus escolheu para ser a m\u00e3e de seu Filho e nos deu tamb\u00e9m, na pessoa do ap\u00f3stolo S\u00e3o Jo\u00e3o, como m\u00e3e na cruz (cf. Jo 19,26-27).<br \/>Todos os que recorremos a essa Santa M\u00e3e esperamos sua intercess\u00e3o como em Can\u00e1. L\u00e1 ela disse: \u201cEles n\u00e3o t\u00eam mais vinho\u201d (Jo 2,3). Hoje, ela continua a rogar por n\u00f3s dizendo ao seu Filho: \u201celes n\u00e3o t\u00eam mais f\u00e9, n\u00e3o t\u00eam mais amor, n\u00e3o t\u00eam mais fraternidade, n\u00e3o t\u00eam p\u00e3o em suas mesas, n\u00e3o t\u00eam emprego digno, n\u00e3o t\u00eam direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade de qualidade, \u00e0 moradia decente, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 seguran\u00e7a, aos valores do evangelho, e tantas outras quest\u00f5es.\u201d. Parece ser isso que vemos Nossa Senhora pedir&#8230;<br \/>Aproveitando que nesse \u00faltimo domingo de agosto celebramjos o Dia do Catequista, tamb\u00e9m aprofundando o assunto, poemos recordar o que diz o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica a respeito do culto a Nossa Senhora: \u201c\u2018Todas as gera\u00e7\u00f5es me chamar\u00e3o bem-aventurada\u2019 (Lc 1,48): \u2018A piedade da Igreja para com a Sant\u00edssima Virgem \u00e9 intr\u00ednseca ao culto crist\u00e3o\u2019 (Marialis Cultus, 56). A Sant\u00edssima Virgem \u2018\u00e9 legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja. Com efeito, desde remot\u00edssimos tempos, a bem-aventurada Virgem \u00e9 venerada sob o t\u00edtulo de \u2018M\u00e3e de Deus\u2019, sob cuja prote\u00e7\u00e3o os fi\u00e9is se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades. (&#8230;) Este culto (&#8230;) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adora\u00e7\u00e3o que se presta ao Verbo encarnado e igualmente ao Pai e ao Esp\u00edrito Santo, mas o favorece poderosamente\u2019 (Lumen Gentium, 66); este culto encontra sua express\u00e3o nas festas lit\u00fargicas dedicadas \u00e0 M\u00e3e de Deus (cf. Sancrossanctum Concilium, 103) e na ora\u00e7\u00e3o mariana, tal como o Santo Ros\u00e1rio, \u2018resumo de todo o Evangelho\u2019 (cf. Marialis Cultus, 42)\u201d.<br \/>Decorre desses dizeres que s\u00f3 h\u00e1 dois tipos de cultos na vida da Igreja: o de latria (= adora\u00e7\u00e3o), que se deve apenas a Deus Uno e Trino, e de dulia (= venera\u00e7\u00e3o), devido aos (\u00e0s) santos(as) e anjos. Todavia, no culto geral de dulia s\u00e3o feitas duas subdivis\u00f5es: o de hiperdulia (= super venera\u00e7\u00e3o), \u00e9 aquele com o qual honramos Nossa Senhora, M\u00e3e de Deus e nossa m\u00e3e, e o de protodulia (= primazia de venera\u00e7\u00e3o), que \u00e9 dedicado a S\u00e3o Jos\u00e9, o homem escolhido por Deus para ser pai adotivo de Jesus.<br \/>Isso posto, lembramo-nos de Maria como a M\u00e3e de miseric\u00f3rdia ou, ent\u00e3o, da Miseric\u00f3rdia, que \u00e9 o pr\u00f3prio Senhor Jesus. Sim, escreve, com propriedade o Pe. Paschoal Rangel, SDN, que \u201cA \u2018miseric\u00f3rdia\u2019 de Cristo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de ser bondoso, de ter pena ou sentimentos de amor delicado. H\u00e1, no caso do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus (ou de Jesus simplesmente), um sentido teol\u00f3gico forte, muito radical, fundado no pr\u00f3prio des\u00edgnio de Deus em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Encarna\u00e7\u00e3o. Por eterna vontade do Pai, o Verbo se encarnou \u2018por causa de n\u00f3s homens e para nossa salva\u00e7\u00e3o\u2019 (S\u00edmbolo Niceno-Constantinopolitano). A Encarna\u00e7\u00e3o tende, por decreto divino, para o perd\u00e3o do pecado do homem. O Filho teria de ser aquele que \u2018tira o pecado do mundo\u2019 (Jo 1,29). Tudo nele \u00e9 feito para o perd\u00e3o, a miseric\u00f3rdia. Ele \u00e9 mais do que aquele que perdoa: Ele \u00e9 Perd\u00e3o, o Perd\u00e3o. Ele \u00e9 Amor. Por isso, a Miseric\u00f3rdia. N\u00e3o apenas tem miseric\u00f3rdia. Ele \u00e9 Miseric\u00f3rdia, porque \u00e9 Jesus (Yeshu\u00e1h, isto \u00e9, salva\u00e7\u00e3o). Salvador, em Jesus, n\u00e3o \u00e9 adjetivo. \u00c9 a sua subst\u00e2ncia. Seu Ser inteiro\u201d.<br \/>\u201cQuando tivermos compreendido isto, teremos compreendido tamb\u00e9m o exerc\u00edcio da miseric\u00f3rdia nele. Sua miseric\u00f3rdia vaza, por assim dizer, de sua subst\u00e2ncia interior, do ser de Salva\u00e7\u00e3o que Ele \u00e9. O Deus-Homem s\u00f3 existe assim, para isso: para ser Miseric\u00f3rdia\u201d (Sagrado Cora\u00e7\u00e3o do homem. Belo Horizonte: O Lutador, 1993, p. 82). Ora, a M\u00e3e da Miseric\u00f3rdia n\u00e3o poder\u00e1 pedir a seu Filho que derrame profusamente seu pr\u00f3prio ser sobre a humanidade inteira, como se reza nas contas pequenas do Ter\u00e7o da Miseric\u00f3rdia: \u201cPela vossa dolorosa Paix\u00e3o, tende miseric\u00f3rdia de n\u00f3s e do mundo inteiro\u201d?<br \/>Ao pedir isso estamos unidos a toda a Igreja que n\u00e3o faz outra coisa sen\u00e3o implorar a Deus a sua miseric\u00f3rdia sobre n\u00f3s e sobre toda a humanidade, inclusive \u00e0queles que se dizem nossos inimigos. Afinal, Deus faz brilhar o sol e cair a chuva sobre todos (cf. Mt 5,45) inspirando-nos com isso a sermos menos julgadores e mais tolerantes com as falhas alheias. Mesmo no Antigo Testamento, no qual Jav\u00e9 \u00e9 apresentado como um Deus que fulmina, a miseric\u00f3rdia est\u00e1 presente. Sim, diante de todos os pecados de seu povo que fizera pacto com deuses estranhos, o Senhor se mostra, apesar de indignado com o pecado, misericordioso para com o pecador, por isso o profeta pode dizer ao povo que Deus \u201cest\u00e1 pronto a compadecer-se de v\u00f3s, e, perdoando-vos ser\u00e1 glorificado na medida em que o Senhor \u00e9 um Deus de justi\u00e7a: felizes todos os que esperam nele\u201d (Is 30,18).<br \/>No entanto, para entender a grandeza desse Deus misericordioso que escolheu Maria como m\u00e3e de seu Filho, n\u00e3o podemos deixar de recorrer \u00e0 catequese ou ao aprendizado da nossa f\u00e9. Como gostava de frisar Dom Est\u00eav\u00e3o Bettencourt, OSB, monge do Mosteiro S\u00e3o Bento do Rio de Janeiro, falecido em 2008, se \u00e9 verdade que ningu\u00e9m ama o que n\u00e3o conhece, ser\u00e1 verdade tamb\u00e9m que mais amaremos o que melhor conhecermos. Para isso \u00e9 preciso buscar o manancial da f\u00e9 em boas fontes em nosso dia a dia nas nossas par\u00f3quias ou em boas publica\u00e7\u00f5es impressas ou eletr\u00f4nicas. Recordamos sempre a nossa Escola Mater Ecclesiae com seus muitos cursos por correspond\u00eancia e op\u00fasculos desejosos de ajudar o povo de Deus a crescer na f\u00e9 e a tirar suas d\u00favidas nessa mesma \u00e1rea.<br \/>Esse tema se faz oportuno em todos os momentos, mas especialmente nestes em que o Papa em\u00e9rito Bento XVI alertou os bispos su\u00ed\u00e7os em 2006 dizendo que a ignor\u00e2ncia religiosa atingira um n\u00edvel espantoso no mundo, o que, certamente, contribui para o afastamento de Cristo e da Igreja. Afirmava o Pont\u00edfice: \u201cSe n\u00e3o se ensinar o ser humano, al\u00e9m de tudo o que \u00e9 capaz de fazer e tudo o que sua intelig\u00eancia faz poss\u00edvel, a iluminar sua alma e a ser consciente da for\u00e7a de Deus, ele aprender\u00e1 sobretudo a destruir. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que se fortale\u00e7a nossa responsabilidade mission\u00e1ria: se formos felizes com nossa f\u00e9, sentimo-nos obrigados a falar dela aos demais. Depois, est\u00e1 nas m\u00e3os de Deus em que medida os homens poder\u00e3o acolh\u00ea-la\u201d.<br \/>Bento XVI tamb\u00e9m abordou a educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, afirmando que \u201cuma coisa que a todos preocupa no sentido positivo do termo, \u00e9 o fato de que a forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica dos futuros sacerdotes e de outros professores e anunciadores da f\u00e9 seja boa; por isso, temos necessidade de boas faculdades teol\u00f3gicas, de bons semin\u00e1rios maiores e de adequados professores de teologia\u201d. Afinal, se n\u00e3o temos quem possa bem orientar os fi\u00e9is, onde eles buscar\u00e3o ajuda em suas d\u00favidas do dia a dia?<br \/>O Papa falou depois da catequese, que se por um lado, \u201cnos \u00faltimos cinquenta anos progrediu do ponto de vista metodol\u00f3gico, por outra, perdeu-se muito na antropologia e na busca de pontos de refer\u00eancia, de modo que frequentemente n\u00e3o se chega nem sequer aos conte\u00fados da f\u00e9. Entretanto, \u00e9 importante que na catequese a f\u00e9 continue sendo plenamente valorizada e encontrar os modos para que seja compreendida e acolhida, porque a ignor\u00e2ncia religiosa alcan\u00e7ou hoje um n\u00edvel espantoso\u201d.<br \/>Possa a Virgem Sant\u00edssima que trouxe ao mundo o Verbo de Deus feito carne ajudar-nos a bem catequizarmos, com miseric\u00f3rdia, primeiro por nosso exemplo, depois por nossas palavras, come\u00e7ando nos nossos lugares comuns do dia a dia e depois nas nossas comunidades paroquiais e outros meios dos quais dispomos.<br \/>Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o Aparecida, M\u00e3e da Miseric\u00f3rdia, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste tempo de peregrina\u00e7\u00e3o arquidiocesana a casa de Nossa Senhora, m\u00e3e de Deus e nossa m\u00e3e, entre n\u00f3s invocada sobre o t\u00edtulo de Aparecida, \u00e9 o momento de fazermos experi\u00eancia da miseric\u00f3rdia, cujo Jubileu Extraordin\u00e1rio estamos vivendo. No dia 27\/08, nossa Arquidiocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro faz sua Romaria anual a Aparecida. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-17437","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17437"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17437\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21358,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17437\/revisions\/21358"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}