{"id":17436,"date":"2016-08-26T03:00:00","date_gmt":"2016-08-26T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/08\/26\/com-misericordia-romeiros-em-aparecida\/"},"modified":"2017-05-08T09:23:51","modified_gmt":"2017-05-08T12:23:51","slug":"com-misericordia-romeiros-em-aparecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/com-misericordia-romeiros-em-aparecida\/","title":{"rendered":"Com miseric\u00f3rdia, Romeiros em Aparecida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o Aparecida tem seu in\u00edcio pelos meados de 1717, quando chegou a not\u00edcia de que o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguet\u00e1, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto, MG.<br \/> Convocado pela C\u00e2mara de Guaratinguet\u00e1, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e Jo\u00e3o Alves sa\u00edram \u00e0 procura de peixes no Rio Para\u00edba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itagua\u00e7u.<br \/> Jo\u00e3o Alves lan\u00e7ou a rede nas \u00e1guas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o sem a cabe\u00e7a. Lan\u00e7ou novamente a rede e apanhou a cabe\u00e7a da mesma imagem. Da\u00ed em diante os peixes chegaram em abund\u00e2ncia para os tr\u00eas humildes pescadores.<br \/> Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a fam\u00edlia de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhan\u00e7a se reuniam para rezar. A devo\u00e7\u00e3o foi crescendo no meio do povo e muitas gra\u00e7as foram alcan\u00e7adas por aqueles que rezavam diante a imagem.<br \/> A fama de Nossa Senhora Aparecida nas \u00e1guas do Rio Paraiba foi se espalhando pelas regi\u00f5es do Brasil. A fam\u00edlia construiu um orat\u00f3rio, que logo tornou-se pequeno. Por volta de 1734, o Vig\u00e1rio de Guaratinguet\u00e1 construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica em 26 de julho de 1745. Mas o n\u00famero de fi\u00e9is aumentava, e, em 1834 foi iniciada a constru\u00e7\u00e3o de uma igreja maior (atual Bas\u00edlica Velha).<br \/> No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irm\u00e3os da Congrega\u00e7\u00e3o dos Mission\u00e1rios Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos p\u00e9s da Virgem Maria para rezar com a Senhora &#8220;Aparecida&#8221; das \u00e1guas.<br \/> Em 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o Aparecida foi coroada, solenemente, por D. Jos\u00e9 Camargo Barros. No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o t\u00edtulo de Bas\u00edlica Menor.<br \/> Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Munic\u00edpio. E, em 1929, nossa Senhora foi proclamada, aqui na cidade do Rio de Janeiro, como RAINHA DO BRASIL E SUA PADROEIRA OFICIAL, por determina\u00e7\u00e3o do Papa Pio XI.<br \/> Com o passar do tempo, a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o Aparecida foi crescendo e o n\u00famero de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Bas\u00edlica tornou-se pequena. Era necess\u00e1rio a constru\u00e7\u00e3o de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos mission\u00e1rios Redentoristas e dos Senhores Bispos, sob a clarivid\u00eancia do grande Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta, teve in\u00edcio em 11 de Novembro de 1955 a constru\u00e7\u00e3o de outra igreja, atual Bas\u00edlica Nova.<br \/> A nova Bas\u00edlica em 1980, ainda em constru\u00e7\u00e3o, foi consagrada pelo Papa Jo\u00e3o Paulo ll e recebeu o t\u00edtulo de Bas\u00edlica Menor. Em 1984, a Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Bas\u00edlica de Aparecida: Santu\u00e1rio Nacional; \u201cum dos maiores Santu\u00e1rios Marianos do mundo&#8221;.<br \/> O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a cr\u00f4nica de uma Miss\u00e3o realizada em Aparecida em 1748, em que diz sobre os muitos milagres realizados realizado por Deus no clima da devo\u00e7\u00e3o popular que pede a intercess\u00e3o a Nossa Senhora Aparecida concretizada na pequenina imagem de Maria. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas dist\u00e2ncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui tr\u00eas grandes prod\u00edgios ocorridos por intercess\u00e3o de Nossa Senhora Aparecida.<br \/> O primeiro prod\u00edgio, sem d\u00favida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. N\u00e3o h\u00e1 outras refer\u00eancias sobre o fato a n\u00e3o ser aquela da narrativa do achado da imagem: \u201cE, continuando a pescaria, n\u00e3o tendo at\u00e9 ent\u00e3o pego peixe algum, dali por diante foi t\u00e3o abundante a pesca, que receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram as suas casas, admirados com o que ocorrera\u201d.<br \/> Entretanto, o mais simb\u00f3lico e rico de significativo, sem d\u00favida, foi o milagre das velas pela sua \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com a f\u00e9. Aconteceu no primitivo orat\u00f3rio do Itagua\u00e7u, quando o povo se encontrava em ora\u00e7\u00e3o diante da imagem. Numa noite, durante a reza do ter\u00e7o, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois n\u00e3o ventava na ocasi\u00e3o. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acend\u00ea-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente. <br \/>Significativo tamb\u00e9m \u00e9 o prod\u00edgio das correntes que se soltaram das m\u00e3os de um escravo, quando este implorava a prote\u00e7\u00e3o da Senhora Aparecida. Existem muitas vers\u00f5es orais sobre o fato. Algumas s\u00e3o ricas em pormenores. O primeiro a mencion\u00e1-lo por escrito foi o Padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828.<br \/> Em comemora\u00e7\u00e3o \u00e0 data, o Santu\u00e1rio Nacional de Aparecida promove o Jubileu \u201c300 anos de b\u00ean\u00e7\u00e3os\u201d, com uma programa\u00e7\u00e3o devocional e obras de f\u00e9 que v\u00e3o nos preparar para o grandioso tricenten\u00e1rio. 2015 marcou o primeiro ano do tri\u00eanio preparat\u00f3rio dos 300 anos. Imagens peregrinas foram enviadas as arqui(dioceses) e Mission\u00e1rios Redentoristas levaram a cada capital do pa\u00eds uma imagem fac s\u00edmile da Padroeira (a nossa arquidiocese foi uma das primeiras que recebeu essa peregrina\u00e7\u00e3o). Durante a peregrina\u00e7\u00e3o, est\u00e3o sendo colhidas por\u00e7\u00f5es de terra das capitais brasileiras para compor uma coroa especial para Nossa Senhora Aparecida. Daqui alguns dias ser\u00e1 inaugurado o Campan\u00e1rio do Santu\u00e1rio Nacional \u2013 os sinos foram fabricados na Holanda especialmente para esta obra que foi projetada por Oscar Niemeyer. A inaugura\u00e7\u00e3o do campan\u00e1rio est\u00e1 prevista para o dia 12 de outubro de 2016, na abertura do Ano Jubilar em comemora\u00e7\u00e3o aos 300 anos da apari\u00e7\u00e3o. Desde a apari\u00e7\u00e3o at\u00e9 o presente momento, a cada ano cresce o n\u00famero de romarias, vindas de v\u00e1rias regi\u00f5es do nosso pa\u00eds ou de outros pa\u00edses mais pr\u00f3ximos.<br \/>A Romaria de nossa Arquidiocese \u00e9 a mais antiga Romaria em funcionamento de uma cidade para o Santu\u00e1rio Nacional. Neste dia 27 de agosto, em unidade com o Ano Santo Extraordin\u00e1rio da Miseric\u00f3rdia, e j\u00e1 preparando o ano Mariano, o tema da nossa romaria ser\u00e1 \u201cMaria, M\u00e3e de Miseric\u00f3rdia\u201d, e o lema b\u00edblico escolhido para iluminar as ora\u00e7\u00f5es e atitudes dos fi\u00e9is est\u00e1 no Evangelho de S\u00e3o Lucas (Lc 1, 50): \u201cSua miseric\u00f3rdia se estende, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o!\u201d. Em sintonia com o que prescrevemos para cada m\u00eas deste ano como obra de miseric\u00f3rdia, a Igreja no Rio de Janeiro acolher\u00e1 o que est\u00e1 destacada no planejamento arquidiocesano para o m\u00eas de agosto, com a finalidade de que os romeiros se detenham n\u00e3o s\u00f3 em sua compreens\u00e3o, mas tamb\u00e9m em sua pr\u00e1tica: instruir e aconselhar. J\u00e1 o gesto concreto deste ano ser\u00e1 ofertar ao Deus de Miseric\u00f3rdia, pela intercess\u00e3o da Virgem Maria, o grande trabalho da Pastoral do Menor que completa anivers\u00e1rio nesse dia de nossa romaria.<br \/>Teremos intensa programa\u00e7\u00e3o na manh\u00e3 deste s\u00e1bado. A romaria come\u00e7ar\u00e1 \u00e0s 7h com o encontro dos fi\u00e9is na Tribuna do Papa para a recita\u00e7\u00e3o do Ter\u00e7o de Nossa Senhora. A missa solene de Nossa Senhora ser\u00e1 na Bas\u00edlica \u00e0s 9h, e ser\u00e1 transmitida para todo o Brasil pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o. \u00c0s 10:30h, os peregrinos devem se encontrar na Porta Santa para o in\u00edcio da caminhada at\u00e9 o Morro do Cruzeiro, para a Via-Sacra e assim concluir a etapa Arquidiocesana. As Par\u00f3quias continuar\u00e3o com suas programa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias conforme combinaram. <br \/>Espero poder abra\u00e7ar aos meus amados diocesanos, o querido clero e os estimados seminaristas, al\u00e9m dos religiosos e, particularmente, de todos os catequistas para estes momentos de Romaria Arquidiocesana.<br \/> Queremos pedir \u00e0 Virgem Maria, \u201cM\u00e3e da Miseric\u00f3rdia\u201d, Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o Aparecida que olhe para todo o nosso pa\u00eds. Que n\u00f3s brasileiros possamos a exemplo dela disser sempre o sim a Jesus. Nossa Senhora Aparecida, rogai por n\u00f3s e nos ensinai a sermos misericordiosos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o Aparecida tem seu in\u00edcio pelos meados de 1717, quando chegou a not\u00edcia de que o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguet\u00e1, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-17436","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17436"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21363,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17436\/revisions\/21363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}