{"id":17365,"date":"2016-08-25T17:11:19","date_gmt":"2016-08-25T20:11:19","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/08\/25\/o-rei-do-marrocos-frente-comum-contra-o-fanatismo-jihadista\/"},"modified":"2017-05-31T09:07:25","modified_gmt":"2017-05-31T12:07:25","slug":"o-rei-do-marrocos-frente-comum-contra-o-fanatismo-jihadista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-rei-do-marrocos-frente-comum-contra-o-fanatismo-jihadista\/","title":{"rendered":"O rei do Marrocos: frente comum contra o fanatismo jihadista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/rmzxyrnohz9glnk8q.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Os jihadistas do grupo Estado Isl\u00e2mico (EI) foram freados em sua ofensiva na cidade s\u00edria de Kobane, onde as for\u00e7as curdas recuperaram duas posi\u00e7\u00f5es, enquanto no Iraque o ex\u00e9rcito repeliu um ataque contra uma grande cidade no oeste do pa\u00eds<\/p>\n<p>O rei do Marrocos convida mu\u00e7ulmanos, crist\u00e3os e judeus para enfrentar juntos o \u201cfanatismo e o \u00f3dio\u201d. S\u00e3o palavras significativas ditas pelo soberano Mohamed VI ao pa\u00eds, dirigindo-se especialmente aos cinco milh\u00f5es de marroquinos que vivem no exterior. \u201cDiante da prolifera\u00e7\u00e3o da difus\u00e3o do obscurantismo em nome da religi\u00e3o, todos os mu\u00e7ulmanos, crist\u00e3os e judeus devem construir uma frente comum para enfrentar o fanatismo, o \u00f3dio e o isolamento em todas as formas\u201d, disse o rei.<\/p>\n<p>Mohamed VI pediu aos seus concidad\u00e3os para serem pacientes, apoiarem a paz e viverem em harmonia com os outros. Pediu, al\u00e9m disso, para \u201cmanter o empenho sobre os valores de sua religi\u00e3o, assim como em suas antigas tradi\u00e7\u00f5es\u201d: esta \u00e9 a melhor resposta para o fen\u00f4meno jihadista \u201calheio a eles\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCondenamos com veem\u00eancia o assassinato de pessoas inocentes\u201d, disse o rei do Marrocos, fazendo alus\u00e3o \u00e0 morte do idoso padre franc\u00eas decapitado em sua igreja, qualificando como uma \u201cloucura imperdo\u00e1vel\u201d o assassinato \u201cde um padre em uma igreja\u201d. \u201cAqueles que incitam ao homic\u00eddio e \u00e0 agress\u00e3o\u201d servindo-se do Cor\u00e3o \u201cn\u00e3o s\u00e3o mu\u00e7ulmanos\u201d, disse Mohamed. \u201cOs terroristas que agem em nome do Isl\u00e3 s\u00e3o indiv\u00edduos equivocados, condenados ao inferno para sempre\u201d.<\/p>\n<p>O rei observou que o jihadismo \u201cexplora alguns jovens mu\u00e7ulmanos, especialmente na Europa, aproveitando-se de sua ignor\u00e2ncia da l\u00edngua \u00e1rabe e do verdadeiro Isl\u00e3, para transmitir-lhes mensagens e promessas falsas e equivocadas\u201d. O monarca do Marrocosn\u00e3o esqueceu as responsabilidades de \u201cmuitos grupos e institui\u00e7\u00f5es isl\u00e2micas\u201d que pretendem representar \u201co verdadeiro Isl\u00e3\u201d promovendo a \u201cdifus\u00e3o de uma ideologia extremista\u201d.<\/p>\n<p>O discurso do soberano marroquino \u00e9 feito pouco depois da divulga\u00e7\u00e3o do texto de uma carta dirigida a Francisco pelo Gr\u00e3o Aiatol\u00e1 iraniano Makarem Shirazi di Qom, com a qual o expoente isl\u00e2mico xiita agradece ao Pont\u00edfice as palavras usadas durante a sua recente viagem \u00e0 Pol\u00f4nia a prop\u00f3sito do terrorismo. O Papa negou-se a identificar a viol\u00eancia fundamentalista com a religi\u00e3o isl\u00e2mica.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante destacar como Shirazi, na carta, considera importante a tomada de posi\u00e7\u00e3o dos l\u00edderes religiosos de todo o mundo contra qualquer viola\u00e7\u00e3o da dignidade das pessoas, em especial aquelas levadas a cabo em nome da religi\u00e3o. E recorda ter condenado o assassinato do padre Hamel definindo-o como \u201cum violento ataque terrorista\u201d utilizando a palavra \u201ctakfir\u201d, que para o Isl\u00e3 \u00e9 sin\u00f4nimo de m\u00e1xima falta de piedade. Com realismo, o aiatol\u00e1 Makarem Shirazi recorda que os grupos jihadistas ainda n\u00e3o foram destru\u00eddos porque s\u00e3o apoiados por \u201cpot\u00eancias arrogantes\u201d. Uma maneira para recordar o papel daqueles que financiaram e apoiaram os grupos terroristas com finalidades pol\u00edticas e econ\u00f4micas, explorando-os como aliados \u00fateis nas guerras, para depois dar-se conta de ter criado monstros incontrol\u00e1veis.<\/p>\n<p>E, novamente, hoje, durante o Meeting de R\u00edmini, o grande mufti da Cro\u00e1cia, Aziz Hasanovic, observou que quem mata inocentes, sobretudo judeus e crist\u00e3os, porque pertencem \u00e0s tr\u00eas grandes religi\u00f5es monote\u00edstas, \u201cn\u00e3o \u00e9 mu\u00e7ulmano\u201d, porque o Cor\u00e3o diz que se deve fazer o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O verdadeiro problema para Hasanovic, que recentemente se reuniu com o Papa Francisco, \u201c\u00e9 a ignor\u00e2ncia e a generaliza\u00e7\u00e3o\u201d. Porque, explica, \u201co terrorismo \u00e9 a consequ\u00eancia da ignor\u00e2ncia e da manipula\u00e7\u00e3o do ensinamento do Cor\u00e3o, do doutrinamento sect\u00e1rio. O Cor\u00e3o diz que matar um inocente \u00e9 como matar o mundo inteiro\u201d.<\/p>\n<p>Tr\u00eas tomadas de posi\u00e7\u00e3o que se somam \u00e0 expressada por Al Azhar e \u00e0 iniciativa dos mu\u00e7ulmanos que, na Fran\u00e7a e na It\u00e1lia, manifestaram sua solidariedade com os crist\u00e3os ap\u00f3s o b\u00e1rbaro homic\u00eddio do padre Hamel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jihadistas do grupo Estado Isl\u00e2mico (EI) foram freados em sua ofensiva na cidade s\u00edria de Kobane, onde as for\u00e7as curdas recuperaram duas posi\u00e7\u00f5es, enquanto no Iraque o ex\u00e9rcito repeliu um ataque contra uma grande cidade no oeste do pa\u00eds O rei do Marrocos convida mu\u00e7ulmanos, crist\u00e3os e judeus para enfrentar juntos o \u201cfanatismo e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17364,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-17365","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17365"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17365\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25358,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17365\/revisions\/25358"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17364"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}