{"id":17148,"date":"2016-08-18T18:05:02","date_gmt":"2016-08-18T21:05:02","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/08\/18\/nas-trevas-da-noite-a-batalha-entre-a-morte-e-a-providencia-divina\/"},"modified":"2017-05-31T09:42:42","modified_gmt":"2017-05-31T12:42:42","slug":"nas-trevas-da-noite-a-batalha-entre-a-morte-e-a-providencia-divina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nas-trevas-da-noite-a-batalha-entre-a-morte-e-a-providencia-divina\/","title":{"rendered":"Nas trevas da noite, a batalha entre a morte e a Provid\u00eancia Divina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/noite.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Uma antiga hist\u00f3ria que convida \u00e0 reflex\u00e3o<\/p>\n<p>Nossa cultura irreverente e cada vez mais c\u00e9tica deixou de lado as hist\u00f3rias piedosas que, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, transmitiam mensagens de f\u00e9 e convidavam \u00e0 reflex\u00e3o. Esta \u00e9 uma das hist\u00f3rias que se contavam d\u00e9cadas atr\u00e1s, sobre um caso que teria acontecido durante a grande crise econ\u00f4mica mundial da d\u00e9cada de 1930, em Chicago, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Era ainda madrugada quando o Dr. Braun foi despertado pelo seu telefone, que n\u00e3o parava de tocar. Sonolento, ele atendeu e ouviu uma voz suplicante:<\/p>\n<p>\u2013 O senhor \u00e9 o Dr. Braun?<\/p>\n<p>\u2013 Sim, sou eu.<\/p>\n<p>\u2013 Por favor, venha depressa! \u00c9 muito urgente, um caso de vida ou morte!<\/p>\n<p>\u2013 Onde o senhor mora?<\/p>\n<p>\u2013 Alan Street, n\u00famero 17. Venha logo, por favor!<\/p>\n<p>O Dr. Braun se vestiu depressa, pegou sua bolsa de m\u00e9dico e se dirigiu \u00e0 rua indicada. Sozinho, guiou seu carro pelas ruas escuras da cidade. A regi\u00e3o para onde ia era distante do centro, num bairro em que nem sequer durante o dia os habitantes se sentiam seguros.<\/p>\n<p>A casa ficava num beco um tanto isolado. Estranhando n\u00e3o ver nenhuma luz acesa, o Dr. Braun bateu \u00e0 porta. Depois de uma pausa, bateu novamente e, de novo, n\u00e3o recebeu resposta. Quando bateu pela terceira vez, algu\u00e9m perguntou com voz grossa:<\/p>\n<p>\u2013 Quem \u00e9?<\/p>\n<p>\u2013 Sou o Dr. Braun. Recebi uma chamada de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>\u2013 Ningu\u00e9m chamou o senhor. \u00c9 melhor que o senhor desapare\u00e7a logo daqui!<\/p>\n<p>Afastando-se, o Dr. Braun pensou ter anotado o n\u00famero errado. J\u00e1 de volta em casa, como n\u00e3o chegasse um segundo telefonema, esqueceu-se do acontecimento at\u00e9 que recebeu, algumas semanas mais tarde, uma nova liga\u00e7\u00e3o. Desta vez ela veio durante o dia e era do servi\u00e7o de emerg\u00eancia do hospital. A enfermeira explicava que um certo John Turner, a ponto de morrer por causa de um acidente grave, queria falar urgentemente com o Dr. Braun. E ela acrescentou:<\/p>\n<p>\u2013 Dr. Braun, por favor, venha depressa, pois o homem j\u00e1 est\u00e1 para morrer e n\u00e3o quer nos dizer por que insiste tanto em falar com o senhor.<\/p>\n<p>O Dr. Braun prometeu chegar logo, embora tivesse a certeza de n\u00e3o conhecer nenhum John Turner. O pr\u00f3prio moribundo lhe confirmou:<\/p>\n<p>\u2013 Dr. Braun, o senhor n\u00e3o me conhece, mas eu devo conversar com o senhor antes de morrer para pedir perd\u00e3o. O senhor com certeza se lembra de um telefonema durante a noite, algumas semanas atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u2013 Sim, mas\u2026<\/p>\n<p>\u2013 Fui eu. Estava sem trabalho. Vendi todas as coisas preciosas da casa e, mesmo assim, n\u00e3o consegui alimentar a minha fam\u00edlia. N\u00e3o conseguia mais suportar os olhares suplicantes dos meus filhos, que estavam passando fome. No meu desespero, resolvi chamar um m\u00e9dico durante a noite. Eu queria mat\u00e1-lo, roubar o seu dinheiro e vender seus instrumentos.<\/p>\n<p>O Dr. Braun ficou paralisado de terror. Ainda assim, perguntou:<\/p>\n<p>\u2013 Mas eu fui at\u00e9 l\u00e1. Por que o senhor n\u00e3o me matou?<\/p>\n<p>\u2013 Pensei que o senhor chegaria sozinho, mas quando vi aquele jovem grande e forte ao seu lado, fiquei com medo. Perdoe-me, por favor!<\/p>\n<p>\u2013 Claro que vou perdoar, murmurou o Dr. Braun, boquiaberto.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que o m\u00e9dico tinha mesmo ido sozinho. Ou, pelo menos, era isto o que ele pensava.<\/p>\n<p>Foi na sa\u00edda do hospital que ele ouviu de uma enfermeira um coment\u00e1rio que lan\u00e7ou luz sobre aquele mist\u00e9rio. A enfermeira, que nada sabia da hist\u00f3ria, lhe disse:<\/p>\n<p>\u2013 Como s\u00e3o admir\u00e1veis os caminhos de Deus, n\u00e3o \u00e9 mesmo, doutor? Quantas vezes nossos anjos nos protegem de perigos iminentes, sem que n\u00f3s sequer estejamos conscientes!<\/p>\n<p>\u2013 Por que est\u00e1 dizendo isso, enfermeira?<\/p>\n<p>\u2013 Porque os filhos deste homem que acaba de falecer estiveram a ponto de morrer de fome, sozinhos em casa, quando foram encontrados por uma senhora.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o entendi a rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 A senhora foi at\u00e9 a casa deles porque um jovem grande e forte lhe pediu o favor de entregar l\u00e1 um pacote. O pacote continha comida e o endere\u00e7o de uma tia das crian\u00e7as com quem tinham perdido o contato. E nem a tia, nem a senhora, nem as crian\u00e7as conheciam nenhum jovem grande e forte. Se n\u00e3o era um anjo, quem mais poderia ser?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma antiga hist\u00f3ria que convida \u00e0 reflex\u00e3o Nossa cultura irreverente e cada vez mais c\u00e9tica deixou de lado as hist\u00f3rias piedosas que, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, transmitiam mensagens de f\u00e9 e convidavam \u00e0 reflex\u00e3o. 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