{"id":17053,"date":"2016-08-17T12:02:08","date_gmt":"2016-08-17T15:02:08","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/08\/17\/emaus-eles-reconheceram-jesus-no-partir-do-pao\/"},"modified":"2017-05-08T09:36:47","modified_gmt":"2017-05-08T12:36:47","slug":"emaus-eles-reconheceram-jesus-no-partir-do-pao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/emaus-eles-reconheceram-jesus-no-partir-do-pao\/","title":{"rendered":"Ema\u00fas &#8211; Eles reconheceram Jesus no partir do p\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O lema do Congresso Eucar\u00edstico em Bel\u00e9m nos fala que \u201cEles o reconheceram ao partir do P\u00e3o\u201d. A passagem B\u00edblica que nos mostra a a\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de Em\u00e1us, apresenta-nos com o seu movimento, ou seja, do espanto dos disc\u00edpulos ao voltar para Ema\u00fas, haja vista, que tudo acabou em Jerusal\u00e9m. A passagem mostra e faz uma alus\u00e3o da Santa Missa, onde existe no seu desenvolvimento o ato do perd\u00e3o, a leitura e a explica\u00e7\u00e3o das Escrituras \u2013 homilia, o reconhecimento de Jesus ao partir o P\u00e3o e a A\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as.<br \/> \u201cSenhor tende miseric\u00f3rdia\u201d \u2013 Quantas vezes chegamos \u00e0 Eucaristia com os cora\u00e7\u00f5es partidos por v\u00e1rias perdas levam ao ressentimento ou \u00e0 gratid\u00e3o. O ressentimento \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o real. Muitos o escolhem. Quando somos atingidos por uma perda atr\u00e1s da outra, \u00e9 muito f\u00e1cil nos tornamos desiludidos, maior \u00e9 a tenta\u00e7\u00e3o de dizermos: \u201cA vida me passou para tr\u00e1s. N\u00e3o h\u00e1 futuro para mim, nada pelo que ter esperan\u00e7a. A \u00fanica coisa a fazer \u00e9 defender o pouco que sobrou, para que eu n\u00e3o perca tudo\u201d.<br \/> O ressentimento \u00e9 uma das for\u00e7as mais destrutivas em nossas vidas. Ele \u00e9 a raiva fria que se incrustou no centro de nosso ser e endureceu nossos cora\u00e7\u00f5es. O ressentimento pode tornar-se um modo de vida que invade nossas palavras e a\u00e7\u00f5es a ponto de n\u00e3o mais reconhec\u00ea-lo como tal.<br \/> A Eucaristia apresenta outra op\u00e7\u00e3o. \u00c9 a possibilidade de escolher n\u00e3o o ressentimento, mas a gratid\u00e3o. Ficarmos em luto por nossas perdas \u00e9 o primeiro passo para al\u00e9m do ressentimento e na dire\u00e7\u00e3o da gratid\u00e3o. As l\u00e1grimas de nossa dor podem enternecer nossos cora\u00e7\u00f5es empedernidos e abrir-nos para a possibilidade de dizer \u201cobrigado\u201d. A palavra \u201cEucaristia\u201d quer dizer, literalmente, \u201cA\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as\u201d. Celebrar a Eucaristia e viver uma vida eucar\u00edstica t\u00eam tudo a ver com gratid\u00e3o.<br \/> \u201cEsta \u00e9 a palavra de Deus\u201d \u2013 O \u201cestranho\u201d tinha de cham\u00e1-los de \u201cinsensatos\u201d para fazer com que eles vissem. E qual \u00e9 o desafio? Confiar. Eles n\u00e3o confiavam que sua experi\u00eancia era mais que a experi\u00eancia de uma perda irrepar\u00e1vel. N\u00e3o confiavam que houvesse algo mais a fazer que ir para casa e recome\u00e7ar o velho modo de vida. \u201cInsensatos\u201d, lentos de cora\u00e7\u00e3o para crer; lentos de cora\u00e7\u00e3o para crer; lentos para confiar em um esquema maior de coisas; lentos para superar suas tantas reclama\u00e7\u00f5es e descobrir o amplo espectro de novas oportunidades; lentos para passarem por sobre as dores do momento e v\u00ea-las como parte de um processo de cura muito maior.<br \/> Jesus junta-se \u00e0 n\u00f3s enquanto andamos na tristeza e explica-nos as Escrituras. Mas muitas vezes n\u00e3o o reconhecemos. Pensamos nele como um estranho que sabe menos que n\u00f3s mesmos sobre o que est\u00e1 acontecendo em nossas vidas. E ainda assim \u2013 sabemos algo, sentimos algo, intu\u00edmos algo: nossos cora\u00e7\u00f5es come\u00e7am arder. No momento exato em que ele est\u00e1 conosco, n\u00e3o podemos entender totalmente o que est\u00e1 acontecendo. N\u00e3o podemos falar isso uns com os outros. Mais tarde, sim, mais tarde quando tudo estiver acabado, podemos ser capazes de dizer: \u201cNossos cora\u00e7\u00f5es n\u00e3o ardiam enquanto ele conversava na estrada e nos explicava as Escrituras?\u201d. Mas quando ele anda conosco, tudo est\u00e1 perto demais para a reflex\u00e3o.<br \/> \u201cTomem e comam\u201d &#8211; quando Jesus entrou na casa de seus disc\u00edpulos, a casa se torna sua casa. O convidado tornou-se anfitri\u00e3o. Ele, que havia sido convidado, agora convida. \u201cDurante a refei\u00e7\u00e3o, Jesus tomou o p\u00e3o e, depois de aben\u00e7o\u00e1-lo, partiu-o e deu-lhe\u201d. O p\u00e3o \u00e9 tomado, aben\u00e7oado, partido e dado. O vinho \u00e9 tomado, aben\u00e7oado, partido e dado. Isso \u00e9 o que acontece em volta de cada mesa que queira ser uma mesa de paz.<br \/> Jesus \u00e9 reconhecido ao partir o p\u00e3o, tanto que os disc\u00edpulos dizem: \u201cfica, conosco senhor\u201d. Jesus Ressuscitado vai, mas, permanece na Eucaristia. Permanece vivo e verdadeiro. Na Eucaristia, Jesus d\u00e1 tudo. O p\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o sinal de seu desejo de tornar-se nossa comida; o c\u00e1lice n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um sinal de sua disposi\u00e7\u00e3o de ser nossa bebida. P\u00e3o e vinho tornam-se seu corpo e seu sangue no ato de dar. O p\u00e3o, de fato, \u00e9 seu corpo dado por n\u00f3s; o vinho \u00e9 o sangue vestido por n\u00f3s. Enquanto Deus se torna inteiramente presente por n\u00f3s em Jesus, da mesma forma Jesus torna-se inteiramente presente para n\u00f3s no p\u00e3o e no vinho da Eucaristia.<br \/> Contudo, a Comunh\u00e3o com Jesus significa tornarmo-nos como ele. Com ele estamos pregados na cruz, com ele estamos deitados no sepulcro, com ele ressuscitamos para acompanhar viajantes perdidos em sua jornada. Comunh\u00e3o, tornando-nos Cristo, leva-nos para uma nova<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lema do Congresso Eucar\u00edstico em Bel\u00e9m nos fala que \u201cEles o reconheceram ao partir do P\u00e3o\u201d. A passagem B\u00edblica que nos mostra a a\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de Em\u00e1us, apresenta-nos com o seu movimento, ou seja, do espanto dos disc\u00edpulos ao voltar para Ema\u00fas, haja vista, que tudo acabou em Jerusal\u00e9m. 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