{"id":17042,"date":"2016-08-12T18:23:15","date_gmt":"2016-08-12T21:23:15","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/08\/12\/nao-e-mais-rico-quem-tem-mais-e-sim-quem-precisa-de-menos\/"},"modified":"2017-05-31T09:46:58","modified_gmt":"2017-05-31T12:46:58","slug":"nao-e-mais-rico-quem-tem-mais-e-sim-quem-precisa-de-menos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nao-e-mais-rico-quem-tem-mais-e-sim-quem-precisa-de-menos\/","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 mais rico quem tem mais, e sim quem precisa de menos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/happy-child.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>O dinheiro nos dar\u00e1 conforto, mas n\u00e3o necessariamente sentido na vida<\/p>\n<p>Pensando neste tema, vieram \u00e0 minha mente as palavras de Epicuro que est\u00e3o estreitamente ligadas: \u201cPobre n\u00e3o \u00e9 o que menos tem, e sim aquele que precisa de mais para ser feliz.\u201d Deixando de lado a concep\u00e7\u00e3o de da palavra \u201crico\u201d como pessoa que possui uma grande quantidade de dinheiro, a afirma\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo tem a ver com a felicidade da qual falava este pensador j\u00e1 h\u00e1 v\u00e1rios s\u00e9culos.<\/p>\n<p>De fato, esta felicidade prov\u00e9m de outros lugares que pouco ou nada t\u00eam a ver com a possess\u00e3o de uma moeda, pois aquilo que nos enriquece n\u00e3o tem um valor material, e sim emocional e fisiol\u00f3gico.<br \/>Um mundo cheio de coisas dispens\u00e1veis<\/p>\n<p>A respeito do que foi dito algumas linhas acima, cabe destacar que vivemos em um mundo repleto de coisas que podem ser consideradas dispens\u00e1veis; a publicidade e as novas tecnologias nos fazem crer, \u00e0s vezes, que tudo gira em torno da posse de objetos materiais que podem ser capazes de nos fazer mais felizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> \u201cSomos educados para sermos produtores e consumidores,<br \/>n\u00e3o para sermos homens livres.\u201d<br \/>-Jos\u00e9 Lu\u00eds Sampedro-<\/p>\n<p>Contudo, isto n\u00e3o \u00e9 verdade: n\u00f3s n\u00e3o somos mais felizes do que nossos pais eram por termos um telefone celular de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, dois carros e tr\u00eas computadores em casa. Talvez levemos uma vida mais confort\u00e1vel, mas o consumo de coisas como essas n\u00e3o nos preenche como pessoas.<\/p>\n<p>Quando a minha irm\u00e3 comentou que precisava comprar roupas novas, tendo os arm\u00e1rios cheios de roupas para vestir, me perguntei at\u00e9 que ponto vivemos enganados por nossas necessidades: costumamos dar import\u00e2ncia ao que n\u00e3o tem e nos esquecemos daquilo que importa.<br \/>Realmente preciso disso para ser feliz?<\/p>\n<p>O que esses exemplos evidenciam \u00e9 a proximidade da frase do inicio, tanto que parece surpreendente que tenha sido formulada h\u00e1 tanto tempo. Contudo, isto acontece porque milhares de vezes repetimos a ideia que ela transmite: \u201cPreciso mesmo disso?\u201d. \u00c9 uma pergunta que podemos nos fazer em muitas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como diz\u00edamos, temos tantas coisas que \u00e0s vezes esquecemos aquelas sem as quais n\u00e3o poder\u00edamos viver: uma boa sa\u00fade f\u00edsica e mental, a possibilidade de ter relacionamentos pessoais que nos satisfa\u00e7am, como amigos que estar\u00e3o sempre presentes, ou a sorte de contar com uma fam\u00edlia incr\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cO sucesso consiste em obter o que se deseja. A felicidade, em desfrutar o que se obt\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>-Waldo Emerson-<\/p>\n<p>Tudo isso n\u00e3o pode ser comprado nem com todo o ouro do mundo. \u00c9 por isso que, paradoxalmente, tudo isso pode nos tornar ricos de felicidade: ningu\u00e9m se sentir\u00e1 melhor do que algu\u00e9m que supera um c\u00e2ncer, vence uma depress\u00e3o, ou encontra no seu companheiro o melhor apoio e um abra\u00e7o sincero, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser rico \u00e9 ser feliz com o que temos<\/p>\n<p>Certamente muitas vezes j\u00e1 nos sentimos frustrados por n\u00e3o termos alcan\u00e7ado as metas que hav\u00edamos tra\u00e7ado ou porque n\u00e3o t\u00ednhamos conosco o que desej\u00e1vamos. De fato, sentimos que precisamos de mais \u00e0 medida que nos conformamos menos com o que temos.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que \u00e9 ben\u00e9fico tra\u00e7ar metas a serem alcan\u00e7adas, pois cair no conformismo \u00e9 sin\u00f4nimo de estagna\u00e7\u00e3o. Contudo, \u00e9 preciso considerar que a felicidade chega quando desfrutamos o caminho at\u00e9 ela.<\/p>\n<p>Os desejos n\u00e3o trazem felicidade, s\u00f3 a decoram: \u00e9 muito rico aprender a se sentir completo com o que conquistamos ou o que demos, para assim podermos receber de uma forma plena o que nos chega de maneira gratuita e sem pedir.<\/p>\n<p> \u201cA felicidade n\u00e3o se encontra, ela chega at\u00e9 voc\u00ea na hora certa.\u201d<br \/> -John F. Bisner Ure\u00f1a-<\/p>\n<p>Em resumo, aquilo que chega at\u00e9 voc\u00ea de forma gratuita e sem nenhum valor material \u00e9 o que pode torn\u00e1-lo realmente rico. O dinheiro nos dar\u00e1 conforto, mas aquilo que move nossas emo\u00e7\u00f5es \u00e9 o que nos d\u00e1 sentido.<\/p>\n<p>(via Mente Maravilhosa)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dinheiro nos dar\u00e1 conforto, mas n\u00e3o necessariamente sentido na vida Pensando neste tema, vieram \u00e0 minha mente as palavras de Epicuro que est\u00e3o estreitamente ligadas: \u201cPobre n\u00e3o \u00e9 o que menos tem, e sim aquele que precisa de mais para ser feliz.\u201d Deixando de lado a concep\u00e7\u00e3o de da palavra \u201crico\u201d como pessoa que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17041,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-17042","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17042"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17042\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25422,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17042\/revisions\/25422"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17041"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}