{"id":16885,"date":"2016-08-08T16:58:50","date_gmt":"2016-08-08T19:58:50","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/08\/08\/o-maior-medalhista-olimpico-de-todos-os-tempos-no-brasil-nao-tem-pes-nem-maos\/"},"modified":"2017-05-31T09:48:45","modified_gmt":"2017-05-31T12:48:45","slug":"o-maior-medalhista-olimpico-de-todos-os-tempos-no-brasil-nao-tem-pes-nem-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-maior-medalhista-olimpico-de-todos-os-tempos-no-brasil-nao-tem-pes-nem-maos\/","title":{"rendered":"O maior medalhista ol\u00edmpico de todos os tempos no Brasil n\u00e3o tem p\u00e9s nem m\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/danieldias_ouro_200mlivre_budamendes_cpb.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Uma das hist\u00f3rias mais inspiradoras e arrepiantes do esporte ol\u00edmpico mundial<\/p>\n<p>A HIST\u00d3RIA CONTADA PELOS PAIS<\/p>\n<p>Daniel nasceu no dia 24 de maio de 1988, \u00e0s 3h30 da madrugada, na cidade de Campinas, SP, pesando 1,970 kg e medindo 41 cent\u00edmetros. A m\u00e3e, que estava na 37\u00aa semana de gravidez, conta que chorou muito quando o beb\u00ea nasceu, \u201csem saber por qu\u00ea\u201d. Pouco depois, os m\u00e9dicos comunicaram: Daniel era um garoto que tinha nascido sem os p\u00e9s e sem as m\u00e3os.<\/p>\n<p>Os pais, entre l\u00e1grimas e pranto, suplicaram for\u00e7as a Deus, e, quando puderam se levantar e ir ao encontro do beb\u00ea, aqueles corredores da Santa Casa pareciam n\u00e3o ter fim. Mas\u2026<\/p>\n<p>\u201cAo nos encontrarmos diante do Daniel e passarmos a m\u00e3o em sua pele, ele sorriu. Jamais esqueceremos aquele momento emocionante!\u201c, relatam eles pr\u00f3prios, em uma carta publicada no site oficial de Daniel Dias no ano de 2008.<\/p>\n<p>Naquele ano, o menino sem m\u00e3os e sem p\u00e9s ganharia 4 medalhas de ouro e 4 medalhas de prata nas piscinas da Paralimp\u00edada de Pequim \u2013 depois de j\u00e1 ter levado 3 de ouro e 2 de prata no mundial de nata\u00e7\u00e3o de Durban, na \u00c1frica do Sul, em 2006, e nada menos que 8 medalhas de ouro no Parapan do Rio de Janeiro em 2007. E ainda viriam os mundiais de Eindhoven, Montreal e Glasgow (somando incr\u00edveis 21 ouros e 4 pratas), o Parapan de Guadalajara (com 11 ouros!), a Paralimp\u00edada de Londres (mais 6 ouros)\u2026<\/p>\n<p>O beb\u00ea Daniel ficou na incubadora uma semana at\u00e9 que a fam\u00edlia pudesse voltar para a sua cidade, Camanducaia, MG. O tempo passava; os coment\u00e1rios surgiam; e a fam\u00edlia ia vivendo a sua vida. Daniel completou um aninho: era uma alegria v\u00ea-lo evoluindo a cada dia!<\/p>\n<p>Em 1991, Daniel passou por uma cirurgia para poder usar pr\u00f3tese. \u201cFoi um dos momentos mais dif\u00edceis pelos quais n\u00f3s passamos. Nem gostamos de lembrar, pela dor e trauma que isso causou em meu pequenino filho\u201c, relata a m\u00e3e. O pequeno tinha 3 anos de idade.<\/p>\n<p>Os primeiros meses foram muito dif\u00edceis e Daniel tinha de ir constantemente \u00e0 AACD (Associa\u00e7\u00e3o de Assist\u00eancia \u00e0 Crian\u00e7a Deficiente), em S\u00e3o Paulo, para se adaptar \u00e0 pr\u00f3tese. Daniel venceu. Daniel come\u00e7ou a andar. E, para os pais, aqueles eram sempre momentos de l\u00e1grimas de vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>O menino que nascera sem m\u00e3os e sem p\u00e9s fez a pr\u00e9-escola, o ensino fundamental, come\u00e7ou a aprender a tocar bateria e terminou o ensino m\u00e9dio pretendendo cursar Engenharia Mecatr\u00f4nica na faculdade. Os pais testemunham que \u201cDaniel n\u00e3o tem complexo, v\u00ea a vida sempre bela, ama viver e diz que de tudo \u00e9 capaz: basta acreditar nos seus sonhos\u201c.<\/p>\n<p>E dedicam ao filho guerreiro e campe\u00e3o um depoimento de arrepiar:<\/p>\n<p>\u201cDaniel, voc\u00ea \u00e9 nosso orgulho! Com voc\u00ea aprendemos cada dia mais. Deus nos deu a oportunidade de criar e formar voc\u00ea, e hoje agradecemos a Ele pela oportunidade que nos d\u00e1 de vivermos e estarmos ao seu lado, e, acima de tudo, de saber que voc\u00ea \u00e9 de Deus, que voc\u00ea tem car\u00e1ter e luta por seus sonhos (\u2026) Hoje aprendemos com voc\u00ea que a vida \u00e9 para ser vivida um dia de cada vez, sem nos preocuparmos com o amanh\u00e3, e a noite \u00e9 para repousar. O amanh\u00e3 ser\u00e1 um novo dia, um novo despertar, uma nova etapa. N\u00f3s amamos voc\u00ea, muito, muito, mas muito mesmo! Parab\u00e9ns \u2013 e que Deus continue aben\u00e7oando voc\u00ea cada vez mais. Em nossa vida, temos muito que agradecer, primeiramente a Deus, pois colocou voc\u00ea em nossas vidas, e tamb\u00e9m \u00e0s v\u00e1rias pessoas que foram colocadas em nosso caminho e que nos ajudaram e deram for\u00e7as: nossos pais, irm\u00e3os, amigos e irm\u00e3os da Igreja. Daniel! Voc\u00ea \u00e9 uma obra \u00fanica e especial! Sua vida \u00e9 preciosa para o Senhor, que o criou\u201c.<\/p>\n<p>A HIST\u00d3RIA CONTADA POR DANIEL<\/p>\n<p>\u201cMinha carreira como nadador come\u00e7ou em 2004, no sof\u00e1 de casa. Isso mesmo. No sof\u00e1. Eu estava assistindo ao Jornal Nacional e uma mat\u00e9ria foi ao ar contando mais uma conquista do Clodoaldo Silva nas Paralimp\u00edadas. Me deu o estalo: \u2018Eu posso praticar um esporte!\u2019\u201c, recorda o atleta, em depoimento publicado na rede LinkedIn.<\/p>\n<p>Mas o sof\u00e1, em sua hist\u00f3ria, se limita a esse momento. Daniel era, o tempo todo, irrequieto e muito ativo. Participava das aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, jogava futebol, v\u00f4lei, basquete \u2013 \u201co que dava pra fazer, eu fazia\u201d \u2013 e, \u00e9 claro, \u201ca consequ\u00eancia disso eram as pr\u00f3teses que eu tanto quebrava\u201c.<\/p>\n<p>Da\u00ed a s\u00faplica da m\u00e3e: \u201cN\u00e3o joga bola hoje\u201c, especialmente depois das in\u00fameras viagens at\u00e9 S\u00e3o Paulo para consertar as pr\u00f3teses. \u201cEu, claro, n\u00e3o aguentava\u201c, confessa Daniel, que, depois de ver Clodoaldo na televis\u00e3o, entendeu com clareza: ele tamb\u00e9m podia se tornar um competidor; um profissional.<\/p>\n<p>Daniel tinha ent\u00e3o 16 anos.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas falam que eu comecei tarde na nata\u00e7\u00e3o. Para mim, tarde seria nunca. Al\u00e9m disso, sempre fiz as coisas no meu rel\u00f3gio\u201c.<\/p>\n<p>O \u00fanico brasileiro a conquistar 3 vezes o trof\u00e9u Laureus, considerado o Oscar do esporte, acrescenta:<\/p>\n<p>\u201cMinhas principais conquistas s\u00e3o 15 medalhas em Paralimp\u00edadas (Pequim e Londres) \u2013 sendo 10 de ouro. J\u00e1 participei e consegui medalhas em\u00a0 Parapanamericanos e Mundiais de Nata\u00e7\u00e3o. Mas o meu maior trof\u00e9u no esporte e na vida foi a minha primeira pr\u00f3tese. Quando eu olho para esta pr\u00f3tese, penso que foi ali que comecei a gostar de esporte. Foi quando comecei a sentir vontade de praticar esportes. E a vontade \u00e9 quase tudo de que precisamos. F\u00e9 e determina\u00e7\u00e3o geralmente nos fazem chegar onde queremos. Sempre me aceitei como sou. Sempre fui feliz assim. Tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de escolha. Eu escolhi ser feliz\u201c.<\/p>\n<p>E n\u00f3s, de boca aberta, em p\u00e9, aplaudindo, escolhemos agradecer emocionados e inspirados: Obrigado, Daniel!<\/p>\n<p>OBS.: Se excetuarmos as Paralimp\u00edadas, o t\u00edtulo de \u201cmaior medalhista ol\u00edmpico brasileiro\u201d \u00e9 compartilhado pelos velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, com 5 p\u00f3dios ol\u00edmpicos cada um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das hist\u00f3rias mais inspiradoras e arrepiantes do esporte ol\u00edmpico mundial A HIST\u00d3RIA CONTADA PELOS PAIS Daniel nasceu no dia 24 de maio de 1988, \u00e0s 3h30 da madrugada, na cidade de Campinas, SP, pesando 1,970 kg e medindo 41 cent\u00edmetros. A m\u00e3e, que estava na 37\u00aa semana de gravidez, conta que chorou muito quando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16884,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-16885","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16885","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16885"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16885\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25460,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16885\/revisions\/25460"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16884"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}