{"id":16351,"date":"2016-07-19T13:35:05","date_gmt":"2016-07-19T16:35:05","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/07\/19\/as-etapas-da-revolucao-sexual-e-uma-pergunta-no-ar-qual-sera-o-proximo-avanco\/"},"modified":"2017-05-31T09:59:31","modified_gmt":"2017-05-31T12:59:31","slug":"as-etapas-da-revolucao-sexual-e-uma-pergunta-no-ar-qual-sera-o-proximo-avanco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-etapas-da-revolucao-sexual-e-uma-pergunta-no-ar-qual-sera-o-proximo-avanco\/","title":{"rendered":"As etapas da revolu\u00e7\u00e3o sexual e uma pergunta no ar: qual ser\u00e1 o pr\u00f3ximo \u201cavan\u00e7o\u201d?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/bfanwrffpfsjstuyo5csd.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>\u201cRevolu\u00e7\u00e3o sexual\u201d: ent\u00e3o era isto a \u201cliberta\u00e7\u00e3o\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amplos setores da sociedade, da academia e da m\u00eddia exaltam o j\u00e1 c\u00e9lebre \u201cmaio de 68\u201d como um divisor de \u00e1guas \u201cpositivo\u201d para permitir a chamada \u201crevolu\u00e7\u00e3o sexual\u201d.<\/p>\n<p>Repassemos brevemente a hist\u00f3ria dessa \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d para ver como ela foi mudando a nossa cultura d\u00e9cada ap\u00f3s d\u00e9cada:<\/p>\n<p>D\u00e9cada de 1960: populariza-se a p\u00edlula e expande-se exponencialmente a independ\u00eancia entre o sexo e a gravidez. A atitude cultural no tocante ao sexo fora do casamento passa rapidamente das piscadelas da gera\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 m\u00fasica rock e pop que louva o sexo livre, de \u201cLet\u2019s Do It, Let\u2019s Fall In Love\u201d at\u00e9 \u201cWhy Don\u2019t We Do It In the Road?\u201d. Nem todo mundo est\u00e1 fazendo sexo extraconjugal, mas, no final dessa d\u00e9cada, quase todo mundo est\u00e1 proclamando o \u201cdireito\u201d de faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>D\u00e9cada de 1970: populariza-se o aborto e come\u00e7a uma era de dram\u00e1ticas ironias: o sexo \u00e9 celebrado como divers\u00e3o descomplicada, mas, por outro lado, \u00e9 preciso matar os pr\u00f3prios filhos (que a natureza, essa reacion\u00e1ria, teima em continuar gerando mesmo quando o sexo \u00e9 feito \u201cpor brincadeira\u201d\u2026). Os hippies fazem do sexo uma forma de \u201cilumina\u00e7\u00e3o\u201d e de \u201cautorrealiza\u00e7\u00e3o\u201d, enquanto os homens do tipo \u201cmach\u00e3o\u201d, de James Bond a Burt Reynolds, fazem dele uma forma de conquista.<\/p>\n<p>D\u00e9cada de 1980: populariza-se o preservativo. Com as epidemias de doen\u00e7as ven\u00e9reas tornando o sexo mais perigoso do que nunca, o mantra passa a ser o do \u201csexo seguro\u201d. As escolas orientam os estudantes a \u201cdizer n\u00e3o\u201d \u00e0s drogas, mas lhes d\u00e3o camisinhas para dizerem sim ao sexo. Produzem-se v\u00eddeos musicais e filmes direcionados especialmente a um p\u00fablico de adolescentes obcecados por sexo.<\/p>\n<p>D\u00e9cada de 1990: populariza-se a lingerie sensual. A Victoria\u2019s Secret fez sucesso com seus desfiles de moda \u00edntima e at\u00e9 o presidente dos Estados Unidos \u00e9 atra\u00eddo pela \u201cmoda \u00edntima\u201d da estagi\u00e1ria Monica Lewinski. A roupa de baixo ainda n\u00e3o \u00e9 o traje oficial das artistas femininas em cima dos palcos, mas cantoras como as Spice Girls e Britney Spears j\u00e1 come\u00e7am a caminhar nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D\u00e9cada de 2000: populariza-se a pornografia. O governo federal dos Estados Unidos j\u00e1 tinha dobrado a quantidade de leis relacionadas com atos obscenos na d\u00e9cada de 1990, porque a internet vinha surgindo com for\u00e7a e recheada de um vasto arsenal de pornografia. O arsenal se multiplica espantosamente nos anos seguintes. O porn\u00f4 se torna um gigantesco setor de neg\u00f3cios. Os homens come\u00e7am a gastar muito tempo on-line sozinhos e a portas fechadas. E as mulheres, cada vez mais, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>D\u00e9cada de 2010. O que vai ser popularizado agora? J\u00e1 vimos a florescente ind\u00fastria dos brinquedos sexuais e dos \u201csex shops\u201d e sabemos que os tribunais est\u00e3o ocupados em redefinir o pr\u00f3prio conceito de casamento, dissolvendo-o numa simples afirma\u00e7\u00e3o de sentimentos mais ou menos afetivos e retirando do seu n\u00facleo a crucial miss\u00e3o de criar e educar solidamente os filhos.<\/p>\n<p>H\u00e1 segmentos das ci\u00eancias sociais que avaliam as consequ\u00eancias da revolu\u00e7\u00e3o sexual n\u00e3o como \u201clibertadoras\u201d e \u201cemancipadoras\u201d, mas sim como devastadoras para mulheres, homens, adolescentes e crian\u00e7as. E \u00e9 significativo que a maior mudan\u00e7a cultural pare\u00e7a estar precisamente na degrada\u00e7\u00e3o das mulheres, que, achando-se \u201clivres\u201d, comportam-se cada vez mais naturalmente como \u201cservas\u201d das diversas ramifica\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria do sexo e da coisifica\u00e7\u00e3o das pessoas, com todas as consequ\u00eancias mais \u00f3bvias da sensa\u00e7\u00e3o de vazio e frustra\u00e7\u00e3o que essa pseudoliberta\u00e7\u00e3o envolve: depress\u00e3o, estresse, alcoolismo, drogas, relacionamentos inconsistentes e descart\u00e1veis, solid\u00e3o, inseguran\u00e7a, insatisfa\u00e7\u00e3o permanente, instabilidade, press\u00e3o social para \u201cestar na moda comportamental\u201d e rejeitar \u201catitudes tolas, ultrapassadas e submissas\u201d, como\u2026 amor, fidelidade, compromisso, respeito e compartilhamento decidido de uma vida real em comum.<\/p>\n<p>Num ambiente desses, parece quase extraterrestre falar de algo como \u201cpureza de cora\u00e7\u00e3o\u201d, que consiste, simplesmente, em ver os outros e ser visto como o que se \u00e9: como uma pessoa de dignidade infinita. A m\u00e1xima trag\u00e9dia da hipersexualiza\u00e7\u00e3o da nossa cultura pode ser exatamente a perda dessa pureza. Quando permitimos que os seres humanos se tornem meros objetos de prazer sexual, todos n\u00f3s nos diminu\u00edmos aos olhos uns dos outros.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 2010 bem que poderia popularizar esta importante mensagem: o poder das pessoas, sejam elas mulheres ou homens, n\u00e3o est\u00e1 na sua sexualidade, mas na sua humanidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cRevolu\u00e7\u00e3o sexual\u201d: ent\u00e3o era isto a \u201cliberta\u00e7\u00e3o\u201d? Amplos setores da sociedade, da academia e da m\u00eddia exaltam o j\u00e1 c\u00e9lebre \u201cmaio de 68\u201d como um divisor de \u00e1guas \u201cpositivo\u201d para permitir a chamada \u201crevolu\u00e7\u00e3o sexual\u201d. 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