{"id":16274,"date":"2016-07-18T12:44:06","date_gmt":"2016-07-18T15:44:06","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/07\/18\/segunda-queda-da-bastilha\/"},"modified":"2017-05-08T10:20:06","modified_gmt":"2017-05-08T13:20:06","slug":"segunda-queda-da-bastilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/segunda-queda-da-bastilha\/","title":{"rendered":"Segunda Queda da Bastilha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Desde 1789, 14 de Julho sempre foi lembrado pelos franceses como o dia do poder do povo nas ruas. \u00c9 a grande celebra\u00e7\u00e3o do in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, o maior evento da democracia da liberdade, igualdade e fraternidade, a grande bandeira que uma revolta popular hasteou sobre o mundo. Recorda a tomada de uma fortaleza medieval, onde os poderes da nobreza e burguesia guardavam armas e muni\u00e7\u00f5es e mantinham prisioneiros os revoltosos do povo. Quase uma centena de populares deu a vida neste conflito. Tombaram sob a mira de canh\u00f5es que os poderes de ent\u00e3o julgaram por bem acionar contra aquela multid\u00e3o de rebeldes. O povo conquistou a velha fortaleza. E venceu.<br \/> A partir de 2016, 14 de Julho ser\u00e1 lembrada como in\u00edcio de outra revolu\u00e7\u00e3o, a segunda fortaleza medieval que cai. Desta feita, atropelados pelo fator surpresa, os populares que celebravam aquela gloriosa insurrei\u00e7\u00e3o contra a tirania, n\u00e3o tombaram em v\u00e3o. Sua tamb\u00e9m quase centena de mortos, al\u00e9m de outro tanto de feridos, d\u00e1 in\u00edcio a uma nova revolu\u00e7\u00e3o. Agora, a indigna\u00e7\u00e3o mundial contra a intoler\u00e2ncia religiosa j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma bandeira de guerra, mas de paz; de busca imediata dessa paz que s\u00f3 um sentimento verdadeiramente religioso pode oferecer ao mundo. Iniciou-se a revolu\u00e7\u00e3o da liberdade contra a pris\u00e3o medieval da f\u00e9 bitolada, da igualdade contra o desumano desn\u00edvel do torpe radicalismo religioso, da fraternidade contra qualquer princ\u00edpio de ego\u00edsmo cego. Est\u00e1 em curso a maior revolta humana contra a mais torpe das fortalezas, aquela que ainda estoca as muni\u00e7\u00f5es da ignor\u00e2ncia e distor\u00e7\u00e3o religiosa. <br \/> Para n\u00f3s crist\u00e3os chegou a hora da verdade. O que se levanta contra nossa f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 um ato isolado de amea\u00e7a \u00e0 nossa integridade f\u00edsica, mas uma guerra surda, por\u00e9m previs\u00edvel, do Mal contra o Bem. Chegou a hora da batalha. O crucial momento de nos municiarmos com os escudos da f\u00e9 e derrubarmos as fortalezas da intoler\u00e2ncia e da incompreens\u00e3o de muitos. Mais do que nunca, nossa resist\u00eancia \u00e9 imprescind\u00edvel. Mais do que nunca, precisamos buscar as coisas do alto, aquilo que nos fortalece espiritualmente, para vencer as amea\u00e7as do fanatismo, do radicalismo. \u201cPensem nas coisas do alto, e n\u00e3o nas coisas da terra\u201d (Col 3, 2). Vingan\u00e7a e \u00f3dio n\u00e3o s\u00e3o armas crist\u00e3s. \u201cFa\u00e7am morrer aquilo que em voc\u00eas pertence \u00e0 terra&#8230; Outrora, tamb\u00e9m voc\u00eas eram assim, quando viviam entre eles. Agora, por\u00e9m, abandonem tudo isso: ira, raiva, maldade, maledic\u00eancia e palavras obscenas, que saem da boca de voc\u00eas\u201d (Col 3, 5&#8230;8) Ou seja, n\u00e3o nos igualemos \u00e0 baixeza do Inimigo, mas recorramos \u00e0 arma da f\u00e9 plena, aquela que nos aponta outra realidade, outro mundo. Este, sim, mais afeito \u00e0 bandeira que defendemos, aquela cujo estandarte exibe uma cruz, um sinal de morte, mas tamb\u00e9m de vit\u00f3ria, ressurrei\u00e7\u00e3o.<br \/> A queda da Bastilha deixou de ser uma conquista francesa. Agora \u00e9 um desafio crist\u00e3o. Vencer o terrorismo que nos afronta, mais que quest\u00e3o de f\u00e9, \u00e9 tamb\u00e9m princ\u00edpio de sobreviv\u00eancia. Est\u00e1 em jogo um futuro. Ser este de paz ou guerra vai das armas que usarmos, da muni\u00e7\u00e3o que nos sobra. Como crist\u00e3os \u2013 primeiros alvos desse conflito \u2013 nos sobra o desafio da contradi\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o revidar. Nem compactuar. \u201cO momento certo ainda n\u00e3o chegou par mim. Para voc\u00eas, qualquer momento \u00e9 bom. O mundo n\u00e3o tem motivo para odiar voc\u00eas. Mas o mundo me odeia, porque eu dou testemunho de que suas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o m\u00e1s\u201d (Jo 7, 6-7). Chegou a hora da verdade. Esse momento ainda h\u00e1 de ser bom, visto a oportunidade de uma segunda Bastilha. Estamos iniciando a Revolu\u00e7\u00e3o de Cristo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1789, 14 de Julho sempre foi lembrado pelos franceses como o dia do poder do povo nas ruas. \u00c9 a grande celebra\u00e7\u00e3o do in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, o maior evento da democracia da liberdade, igualdade e fraternidade, a grande bandeira que uma revolta popular hasteou sobre o mundo. 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