{"id":16267,"date":"2016-07-18T12:28:22","date_gmt":"2016-07-18T15:28:22","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/07\/18\/perseveranca-e-confianca-na-oracao-2\/"},"modified":"2017-05-08T10:22:34","modified_gmt":"2017-05-08T13:22:34","slug":"perseveranca-e-confianca-na-oracao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/perseveranca-e-confianca-na-oracao-2\/","title":{"rendered":"Perseveran\u00e7a e confian\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Jesus ensinou como se deve orar (Lc 11,1-13). Os pedidos ao Pai do C\u00e9u devem ser feitos com perseveran\u00e7a e confian\u00e7a. Clar\u00edssimo seu ensinamento: \u201cPedi e dar-se-vos-\u00e1; procurai e achareis; batei e se vos abrir\u00e1\u201d. Ilustrou este princ\u00edpio com a par\u00e1bola do vizinho impertinente e do pai que atende o filho, jamais lhe dando algo prejudicial. \u00c9 que a ora\u00e7\u00e3o feita a Deus exige uma intensa esperan\u00e7a que habita o cora\u00e7\u00e3o de quem cr\u00ea na bondade divina. A criatura estende as m\u00e3os para seu Deus e confia que dele receber\u00e1 resposta a sua s\u00faplica. Como bem se expressou Santa Teresa de \u00c1vila, \u201ca ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o um com\u00e9rcio \u00edntimo de amizade, no qual nos o entretemos frequentemente a s\u00f3s com Aquele que sabemos muito nos amar [&#8230;] Ele quer que n\u00f3s nos dirijamos a Ele\u201d. Deste modo a prece do crist\u00e3o \u00e9 um caminho luminoso de total certeza da bondade misericordiosa do Senhor Onipotente, vereda de sinceridade e de verdade da parte do ser humano. A mesma Santa Teresa dizia, por\u00e9m, que \u201csuplicava ao Senhor para vir em sua ajuda, mas tinha medo de n\u00e3o colocar toda sua confian\u00e7a na sua Majestade infinita e receava n\u00e3o desconfiar de si mesma\u201d. \u00c9 que Deus exige, de fato, uma f\u00e9 radical no seu poderio e na sua bondade e muita humildade da parte daquele que a Ele se dirige. N\u00e3o se pode nunca duvidar de sua comisera\u00e7\u00e3o. A referida doutora da Igreja garante que \u201cse nos voltamos para Ele com um humilde conhecimento de n\u00f3s mesmos, Ele esquece nossas ingratid\u00f5es e n\u00e3o se fatiga nunca de nos mimosear com seus dons\u201d. Acrescentou que \u201ceste Rei com o qual falamos nunca nega alguma gra\u00e7a aos que n\u00e3o duvidam de sua complac\u00eancia\u201d. Esta Santa decodificou com profici\u00eancia a doutrina de Jesus sobre a ora\u00e7\u00e3o, a qual \u00e9 uma porta aberta a todos. O que n\u00e3o se pode, contudo, esquecer \u00e9 que a prece, como o amor, passa pela prova da insist\u00eancia como ocorreu com o amigo inoportuno da par\u00e1bola. Ali\u00e1s, Jesus disse: \u201cpedi, procurai, batei\u201d. A pior atitude do seu seguidor seria n\u00e3o perseverar. O tempo de Deus n\u00e3o \u00e9 o tempo dos homens e, al\u00e9m do mais, ele sonda o \u00edntimo do cora\u00e7\u00e3o de cada um. Ele sabe o que \u00e9 melhor para quem O suplica e se, na sua onisci\u00eancia, Ele sabe que aquilo que se pede n\u00e3o ser\u00e1 \u00fatil para a salva\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ou dos outros, Ele, fatalmente, por\u00e9m, dar\u00e1 uma gra\u00e7a muito maior do que aquela que foi solicitada pela mente humana. \u00c9 que a prece deve estar de acordo com os planos de salva\u00e7\u00e3o por Ele tra\u00e7ados e o hoje do homem, pode n\u00e3o coincidir com o amanh\u00e3 da sabedoria eterna. Entretanto, \u00e9 certo que qualquer ora\u00e7\u00e3o dirigida a Deus afasta as d\u00favidas e traz paz e serenidade ao cora\u00e7\u00e3o.\u00a0 De fato, o fruto da ora\u00e7\u00e3o confiante \u00e9 o reconforto, a calma, a alegria de viver, a intui\u00e7\u00e3o da sabedoria divina. S\u00e3o Greg\u00f3rio de Nisssa, numa de suas homilias ,mostrou quando o ser humano corre para Deus se torna maior e mais alto do que \u00e9 em sua\u00a0 pr\u00f3pria pequenez, pois gra\u00e7as superabundantes jorram para aquele que\u00a0 sabe orar com confian\u00e7a e perseveran\u00e7a.\u00a0 Est\u00e1 no livro de Habacuc: \u201cO justo viver\u00e1 pela sua fidelidade\u201d (Hab 2,3). Esta tudo obt\u00e9m do Todo-Poderoso Senhor. Ele, por\u00e9m, como lembra o Pe. Yannik Bonnet \u201dn\u00e3o \u00e9 um mero distribuidor de gra\u00e7as e a prece n\u00e3o tem um car\u00e1ter m\u00e1gico\u201d. O crit\u00e9rio divino \u00e9 aquilo que conv\u00e9m \u00e0 vida eterna de cada um. Com efeito, Jesus afirmou que \u201co Pai celeste dar\u00e1 o Esp\u00edrito Santo \u00e0queles que Lho pedirem\u201d. \u00c9 este Esp\u00edrito Divino que leva \u00e1 ades\u00e3o \u00e0 vontade de Deus que quer a salva\u00e7\u00e3o daquele que a Ele se dirige. Jesus na l\u00edngua aramaica significa \u201cDeus salva\u201d e tudo que se solicita ao c\u00e9u deve estar de acordo com este plano salv\u00edfico. Dentro deste projeto ressoem sempre as palavras do divino Salvador: \u201cPedi e recebereis\u201d. Donde a conclus\u00e3o de S\u00e3o Paulo \u201cAproximemo-nos, pois, confiadamente, do trono da gra\u00e7a para alcan\u00e7armos miseric\u00f3rdia e gra\u00e7a, no tempo oportuno\u201d (Hb 4,126). Aos colossenses este Ap\u00f3stolo aconselhou: \u201cSede perseverantes na ora\u00e7\u00e3o, unindo-lhe\u00a0 a vigil\u00e2ncia e a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as\u201d. Isto porque como asseverou Santo Agostinho: \u201cA prece representa a onipot\u00eancia do homem e a fraqueza de Deus\u201d. * Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus ensinou como se deve orar (Lc 11,1-13). Os pedidos ao Pai do C\u00e9u devem ser feitos com perseveran\u00e7a e confian\u00e7a. Clar\u00edssimo seu ensinamento: \u201cPedi e dar-se-vos-\u00e1; procurai e achareis; batei e se vos abrir\u00e1\u201d. 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