{"id":16183,"date":"2016-07-24T03:00:00","date_gmt":"2016-07-24T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/07\/24\/oracao-confiante\/"},"modified":"2017-05-08T10:11:23","modified_gmt":"2017-05-08T13:11:23","slug":"oracao-confiante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/oracao-confiante\/","title":{"rendered":"Ora\u00e7\u00e3o confiante"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Esta semana os nossos cora\u00e7\u00f5es estar\u00e3o voltados para as terras de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II e Santa Faustina, onde celebraremos a Jornada Mundial da Juventude. A primeira ap\u00f3s a nossa aqui do Rio de Janeiro. \u201cBem-aventurados os misericordiosos porque alcan\u00e7ar\u00e3o miseric\u00f3rdia\u201d \u00e9 o tema que tem norteado todas as participa\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es. Neste domingo que precede esse grande acontecimento, a Palavra de Deus nos recomenda a confian\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o perseverante.<br \/>As leituras b\u00edblicas do XVII Domingo do Tempo Comum nos mostram a experi\u00eancia suplicante de Abra\u00e3o por seu povo, e Jesus, que reza e ensina seus disc\u00edpulos a rezar. Na primeira leitura (Gn 18, 20-32) aparece a comovente ora\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o, em favor das cidades pecadoras, express\u00e3o magn\u00edfica da sua confian\u00e7a em Deus e da sua solicitude pela salva\u00e7\u00e3o dos outros. Deus revelou-lhe o Seu des\u00edgnio de destruir as cidades de Sodoma e Gomorra, pervertidas ao m\u00e1ximo, e o patriarca procura deter as consequ\u00eancias disso, em aten\u00e7\u00e3o aos justos que, possivelmente, poderia haver entre os pecadores.<br \/> Apenas se salva a fam\u00edlia de Lot para testemunhar a miseric\u00f3rdia de Deus e o poder da intercess\u00e3o de Abra\u00e3o. A ora\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o \u00e9 muito atual nos tempos em que vivemos. \u00c9 necess\u00e1ria uma ora\u00e7\u00e3o assim, para que todo homem justo trate de resgatar o mundo da injusti\u00e7a.<br \/> O Evangelho (Lc 11, 1-13) retoma o tema da ora\u00e7\u00e3o. Jesus, solicitado pelos seus disc\u00edpulos, ensina-os a orar: \u201cQuando orardes, dizei: Pai, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino\u201d (Lc 11, 2). O crist\u00e3o, autorizado por Jesus, chama a Deus de Pai, nome que d\u00e1 \u00e0 ora\u00e7\u00e3o uma atitude filial, que pode derramar o seu cora\u00e7\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o de Deus, apresentando-Lhe as suas necessidades de maneira simples e espont\u00e2nea, como indica o Pai-nosso.<br \/> Com a par\u00e1bola do amigo importuno, Jesus ensina a orar com perseveran\u00e7a e insist\u00eancia, como fez Abra\u00e3o, sem temer ser indiscretos: \u201cPedi, procurai, batei\u201d. N\u00e3o h\u00e1 horas inconvenientes para Deus. Nunca se aborrece da ora\u00e7\u00e3o humilde e confiada dos Seus filhos, mas antes se compraz com ela: \u201cTodo aquele que pede recebe; quem procura encontra; e ao que bate abrir-se-\u00e1\u201d (Lc 11, 10). E, mesmo que o homem nem sempre obtenha aquilo que pede, \u00e9 certo que a sua ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o, pois o Pai celeste responde sempre com o Seu amor e a Seu favor, embora de uma maneira oculta e diferente da que o homem espera. O mais importante n\u00e3o \u00e9 obter isto ou aquilo, mas, sim, que nunca lhe falte a gra\u00e7a de ser cada dia fiel a Deus. Esta gra\u00e7a est\u00e1 garantida ao que ora sem cessar: \u201cSe v\u00f3s que sois maus sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do c\u00e9u dar\u00e1 o Esp\u00edrito Santo aos que O pedirem\u201d. (Lc 11, 13). No dom do Esp\u00edrito Santo est\u00e3o inclu\u00eddos todos os bens que Deus quer conceder aos Seus filhos.<br \/> N\u00f3s rezamos para nos abrir para Deus, para nos fazer tomar consci\u00eancia d\u2019Ele com todo o nosso ser, para que percebamos, com cada fibra do nosso ser, que n\u00e3o nos bastamos a n\u00f3s mesmos, mas somos seres chamados a viver a vida em comunh\u00e3o com o Infinito, em rela\u00e7\u00e3o com o Senhor. Sem a ora\u00e7\u00e3o, perder\u00edamos nossa refer\u00eancia viva a Deus, cair\u00edamos na ilus\u00e3o de que somos o centro da nossa vida e reduzir\u00edamos o Senhor Deus a uma simples ideia abstrata, distante e sem for\u00e7a. \u00a0\u00a0\u00a0 Todo aquele que n\u00e3o reza, seja leigo, seja religioso, seja padre, perde Deus, perde a rela\u00e7\u00e3o viva com Ele. Pode at\u00e9 falar Dele, mas fala como quem fala de uma ideia, de uma teoria e n\u00e3o de algu\u00e9m vivo e pr\u00f3ximo, que enche a vida de alegria, ternura, paz e amor. Sem a ora\u00e7\u00e3o n\u00f3s nos afastamos de Deus. Sem a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel uma experi\u00eancia verdadeira e profunda de Deus e, portanto, \u00e9 imposs\u00edvel ser crist\u00e3o. Por tudo isso, a ora\u00e7\u00e3o tem que ser di\u00e1ria, perseverante e fiel.<br \/> Jesus retirava-se para rezar com frequ\u00eancia! E um dia, ao terminar a Sua ora\u00e7\u00e3o, disse-lhe um de Seus disc\u00edpulos: \u201cSenhor, ensina-nos a orar\u2026 \u00c9 o que n\u00f3s temos de pedir tamb\u00e9m: Jesus, ensina-me de que modo relacionar-me contigo, diz-me como e que coisas devo pedir-Te\u2026Pois, se Jesus foi um homem orante, tamb\u00e9m os crist\u00e3os s\u00e3o chamados a serem homens e mulheres orantes. Para que possam transformar toda a sua vida numa comunh\u00e3o profunda com Deus, importa dedicar espa\u00e7os de tempo explicitamente ao exerc\u00edcio da ora\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, a ora\u00e7\u00e3o constitui uma profunda experi\u00eancia pascal. Da\u00ed cuidarmos da vida de ora\u00e7\u00e3o, pois a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o grande recurso para sair do pecado, perseverar na gra\u00e7a, mover o cora\u00e7\u00e3o de Deus e atrair sobre n\u00f3s toda a sorte de b\u00ean\u00e7\u00e3os do c\u00e9u, quer para a alma, quer pelo que respeita as nossas necessidades temporais.<br \/> No Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, toda a quarta parte trata da Ora\u00e7\u00e3o Crist\u00e3, concluindo com os pedidos do Pai Nosso. \u00c9 tradi\u00e7\u00e3o da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, al\u00e9m da Doutrina, do Comportamento e da Santifica\u00e7\u00e3o, ter toda a dimens\u00e3o orante da Igreja como parte integrante da forma\u00e7\u00e3o.<br \/> Pe\u00e7amos, humildemente, como os primeiros disc\u00edpulos: \u201cSenhor, ensina-nos a rezar\u201d. E aqui n\u00e3o se trata de f\u00f3rmulas, mas de atitudes. Observemos que a ora\u00e7\u00e3o que Jesus ensinou, o Pai-Nosso, \u00e9 toda ela centrada n\u00e3o em n\u00f3s, mas no Pai: no seu Reino, na sua vontade, na santifica\u00e7\u00e3o do Seu nome. Somente depois, quando aprendermos a deixar que Deus seja tudo na nossa vida, \u00e9 que experimentaremos que somos pessoas novas, transformadas pela gra\u00e7a do Senhor.<br \/> N\u00f3s, que fomos sepultados no Batismo e ressuscitamos com Cristo, somos chamados a tomar posse da gra\u00e7a do perd\u00e3o dos pecados, que na cruz de Cristo foram perdoados (Cl 2, 12-14), o que nos faz rezar agradecendo pelos dons recebidos.<br \/> E, rezando incessantemente, nesta semana acompanhemos com nossa prece todos os jovens do mundo inteiro, particularmente os do Rio de Janeiro, que comigo viajam para a JMJ de Crac\u00f3via. A nossa ora\u00e7\u00e3o fervorosa conduzir\u00e1 estes jovens que peregrinam para anunciar o frescor do Evangelho da Vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta semana os nossos cora\u00e7\u00f5es estar\u00e3o voltados para as terras de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II e Santa Faustina, onde celebraremos a Jornada Mundial da Juventude. A primeira ap\u00f3s a nossa aqui do Rio de Janeiro. \u201cBem-aventurados os misericordiosos porque alcan\u00e7ar\u00e3o miseric\u00f3rdia\u201d \u00e9 o tema que tem norteado todas as participa\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es. 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